30 DE DEZ DE 2018
4 TENDÊNCIAS E OS IMPACTOS DAS TRANSFORMAÇÕES DIGITAIS
A ideia aqui é tratar sobre como você percebe esse contexto da transformação digital e que elementos você precisa estar atento para conseguir usufruir ou até mesmo ser uma gente transformador.
A ideia aqui é tratar sobre como você percebe esse contexto da transformação digital e que elementos você precisa estar atento para conseguir usufruir ou até mesmo ser uma gente transformador.
Quando a gente fala desse novo mundo e aí tentando projetar 2030, e por que 2030, é porque 2030 apontam algumas projeções que provavelmente não teremos mais o computador até a palavra computador deixará de ser utilizada, na verdade tudo será um computador, a nossa geladeira, nossa televisão, o nosso celular, tudo terá uma capacidade computacional enorme. Também há previsões que em 2030 a comunicação atingirá o seu ápice, será muito fácil comunicar com qualquer forma, com qualquer pessoa, em qualquer idioma será compreendido, há previsões que 2030 nossas casas sejam centros de produção com utilização da tecnologia de impressão 3D, iremos imprimir nossa comida, nossos objetos, ou seja, nossas casas seriam espaços de fabricação. Também há expectativas que em 2030 romperemos a barreira do envelhecimento, que a gente consiga, e aí a alguns que tem a utopia da morte como opção, ou seja, se a gente não morrer de um acidente, a possibilidade de biorreatores construir nossos órgãos, ou mesmo sistemas de combate a doenças sejam tão evoluídos que o nosso corpo consiga sobreviver quantos anos a gente gostaria, ou seja, é o fim do envelhecimento.
Mas quais são as tendências mais imediatas que eu gostaria de dividir com vocês, aquelas que impactarão mais rapidamente o nosso dia-a-dia, são elas: O estilo de vida, a forma do consumo, a relação do trabalho e a forma da educação.
- Estilo de vida: estaremos integrando ao nosso dia-a-dia a inteligência artificial, a realidade virtual, novas tecnologias de moedas, de bem estar e conveniência, o que quero dizer é a tecnologia a serviço de uma vida mais leve, mais simples, teremos assistente digitais que conhecerão sua agenda, nos avisarão dos nossos compromissos em função da rota estudando trânsito, irão nos despertar sabendo que nós temos um compromisso, e conhecendo os nossos hábitos, inclusive já ligando a cafeteira e produzindo nosso café da manhã. A inteligência artificial estará presente no dia-a-dia e a realidade virtual nos ajudarão não só nos comunicamos, mas também realizarmos tarefas do nosso dia-a-dia, como por exemplo: será possível repensarmos toda nossa rotina em relação com o nosso tempo, nosso trabalho e com as pessoas. Essa mudança de estilo de vida nos impacta diretamente porque as novas tecnologias irão mudar os nossos hábitos. Os homens criam a tecnologia, e as tecnologias mudam o hábito dos humanos.
- Relação com o consumo: quando falamos em consumo nós entramos na era da economia compartilhada, onde o objetivo não será mais a venda de produtos mas principalmente a venda de serviços, a experiência de compra passa a ser fundamental e a ideia não só do compartilhado, mais da co-criação do co-aprendizado, da co-vivência passam a ser elementos hoje em que modificam a nossa relação com o consumo, ou seja a economia passou a ser ditada por uma questão de compartilhamento, da não necessidade de ativos, ou principalmente de estrutura. Vou montar um cenário para pensamos a 20 anos atrás, em um dia em que estaria indo a praia, era preciso comprar ou possuir um veículo, um aparelho de som, e se gostasse de surf uma prancha. Na nova economia compartilhada ,a economia de serviço, tudo isso pode ser transformado, ou seja, eu não preciso mais ter a posse, porque temos ativos sub-utilizados que a todo momento eu posso utilizar, vejam que essa ideia de consumo é fundamental. Você que é um líder precisa entender bem a mudança do estilo de vida, porque isso interfere em como a sua organização vai entregar o valor do futuro, como ela vai construir um modelo de negócio, nessa imagem imaginária do fato de ir a praia, fica claro a ideia da venda de serviço, o compartilhamento passa ser um objetivo dessa nova forma de consumir. O novo modelo mental, é a valorização da experiência e utilização invés da posse. Essa é a grande sacada dos modelos de negócio daqui em diante, fortalecer a experiência, e quando falamos em experiência de compra nós estamos falando de três pilares importantes, o primeiro, ser uma jornada sem cultura e personalizada ou, ou seja, nós como empresa temos que oferecer algo que não tenha erro, não tenha desgaste, e não tenha incômodo ao nosso cliente. Por exemplo, se ele vai até a sua empresa para comprar algo e não encontra, há uma ruptura do seu estoque, isso é um atrito, se ele vai pagar e o cartão de crédito não passa, é um atrito, e se ele está recebendo informação de coisas que ele não gosta é um atrito, porque a informação não está personalizada para o seu cliente, atente-se as regras de consumo, entenda que a partir de agora a experiência é fundamental. O segundo pilar, são as sensações, a ambiência, a música, essa identidade tanto seja visual, gustativa, olfativa e auditiva, ela é fundamental para compor a experiência do seu cliente, e por fim, pergunte-se que transformação o seu produto ou serviço estão fazendo com o seu cliente, a educação a informação passa a ser relevante para experiência de consumo.
- A relação com o trabalho: primeiro, uma explosão de profissões que ainda não existem, segundo o Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças em idade escolar irão trabalhar em cargos e empregos que não existem hoje, nós teremos uma redução drástica das atividades de negócio com utilização da internet das coisas e uma explosão de novos cargos relacionados a informação, análises, gestão de bases de informação. E ainda mais, questões relacionadas ao trabalho, carreiras não lineares, imagine o seguinte: vou entrar nessa empresa, vou fazer uma carreira nessa organização e pretendo me aposentar nessa organização, cuidado provavelmente você nem uma carteira assinada daqui a pouco terá, segundo pesquisas realizadas pela Ventures no EUA, em 2020 logo ali, 43% dos trabalhadores americanos serão freelancers, ou seja, nós não temos mais a ideia de uma carreira, de algo que você vai ter múltiplos trabalhos, ou organizar por entregas no seu trabalho, vamos ver quais outras tendências. Múltiplas formas de relacionamento entre, colaborador, empresa e comunidade, e ao olharmos a tendência dos co-workings, de trabalhar juntos, dividir espaços é uma tendência que veio para ficar, ou seja, a ideia do home office parece que está chegando ao fim, até porque nessa nova comunidade os apartamentos são cada vez menores, espaços reduzidos, e por isso os co-workings começam a tomar parte do dia-a-dia das cidades como uma forma de organizar e de trabalhar. Carreiras exponenciais, com múltiplas possibilidades de configuração, e é assim que está se delineando o futuro do trabalho, liderado por pessoas empreendedoras de si mesmas e que estariam a serviço das organizações que adotarem um novo modelo mental. Essa é a característica desse elemento trabalho.
- Educação: Vamos dar uma olhada o muda na educação, bem, cada vez mais os conceitos de micro aprendizado, aprendizado em rede, um aprendizado contínuo da, que você organiza no seu tempo e na sua forma de querer aprender, formas de aprendizado em cursos on-line retratam essa tendência de aprendizado, porque ela é atemporal, você pode assistir quando e quantas vezes quiser e da forma que quiser, ou seja, você passa a ser o condutor desse processo, e hoje ela está completamente na sua mão como um processo de aprendizagem, além da preferência do formato, indivíduos que ditam o que, como e onde querem aprender. As formações serão altamente personalizadas, e nos desafiarão a buscar novas formas de reconhecer identificar talentos. Talvez nesta nova forma de educação e certificação vem um conceito de micro certificações que somadas demonstrarão habilidades e competências a esses novos profissionais.
O que eu consigo enxergar para gente entender é que o aprendizado daqui para diante não será linear, será contínuo, ou seja, teremos que aprender continuamente. Ser não linear é oferecer alternativas de aprendizado contínuo e essa ideia de educação continuada vai fazer parte da sua forma de se desenvolver como um líder, aquela pessoa que está saindo da universidade que estudou quatro, cinco, seis anos se não colocou em prática e não se atualizou provavelmente daqui a dois anos você pode descartar o seu currículo, porque já está desatualizado para o mercado de trabalho atual. E quais são as grandes tendências de desenvolvimento, bem, as áreas de treinamento e desenvolvimento que reconhecerem o futuro das carreiras, abraçarem as tecnologias exponenciais e se tornam curadoras de conteúdo, ao contrário de apenas criar mais conteúdo, serão consideradas verdadeiras parceiras das áreas de negócio, então o seu papel como líder é entender como esses elementos associados ao desenvolvimento fazem parte daqui para frente.
Reforçando, falamos então de estilo de vida, de consumo, de trabalho e de educação, e toda vez que esses elementos começam a fazer parte do nosso dia-a-dia na trajetória da transformação digital e para concluir esse assunto, reforço ao conceito da educação continuada e da capacidade de enxergar essas mudanças, deixo como provocação uma mensagem de Salim Ismail, professor da Singularity University, uma das instituições que vem trabalhando fortemente nessa construção de visão da mudança e das transformações, diz ele: “no futuro próximo, a métrica de sucesso organizacional mais relevante não será mais o ROI (Retorno sobre investimento), mais sim o ROL (retorno sobre o aprendizado).
Fonte: LinkedIn