6 DE OUT DE 2025
A ascensão da IA e a era do despertar corporativo
Era para ser apenas mais uma tarde de resultados trimestrais. Mas bastou uma notificação no celular do CEO da Servifac Corp , perceber que o gigante que ele liderava começava a desmoronar por dentro.
Era para ser apenas mais uma tarde de resultados trimestrais. Mas bastou uma notificação no celular do CEO da Servifac Corp, perceber que o gigante que ele liderava começava a desmoronar por dentro.
Durante anos, a empresa foi referência em manutenção industrial. Dominava contratos bilionários, operava com excelência técnica e era temida pelos concorrentes. Mas, enquanto seus técnicos ajustavam engrenagens e cabos, o mundo já operava em outra frequência — a da automação, dos algoritmos e das decisões em tempo real.
A mensagem era curta, mas carregava o peso da urgência:
“Preciso da sua ajuda. Podemos conversar amanhã?, disse ele a um consultor.”
Na manhã seguinte, ele admitiu o que muitos líderes ainda não têm coragem de dizer: “estamos perdendo relevância.”
A nova fronteira da competição: tempo de adaptação
A revolução da Inteligência Artificial não é mais sobre quem começa primeiro, mas sobre quem muda mais rápido. Empresas como a Servifac não perderam mercado por falta de talento — perderam porque não perceberam que o jogo havia mudado.
A IA deixou de ser uma promessa tecnológica e se tornou uma infraestrutura invisível de vantagem competitiva. Segundo a McKinsey & Company, 65% das organizações globais já usam IA generativa de forma consistente. Em 2025, o mercado deve ultrapassar US$ 200 bilhões — mas o número mais assustador é outro: o de empresas que ainda acreditam que têm tempo para decidir o que fazer.
O que era um diferencial virou condição de sobrevivência.
Aqueles que hesitam em adotar a IA não estão “esperando o momento certo”. Estão, silenciosamente, abrindo espaço para que outros assumam o protagonismo.
Quando a disrupção muda de lado: o caso Chegg
Em 2005, a Chegg Inc. reinventou o mercado educacional ao permitir o aluguel de livros acadêmicos. Democratizou o acesso ao estudo e transformou-se em um império digital. Mas em 2022, o ChatGPT — ironicamente, outra tecnologia educacional — virou o jogo. Entre janeiro e maio de 2023, as ações da Chegg despencaram mais de 90%. Inclusive uso esse Slide em minhas palestras ao falar de IA Como Vantagem Competitiva.
A empresa que nasceu da disrupção foi engolida por uma nova onda de disrupção. O que faltou? Liderança adaptativa.
Enquanto alguns líderes veem a IA como uma ameaça, outros a tratam como oportunidade natural de reinvenção. Foi o caso de Chaim Zaher (CZ), que em 2019 já falava no Brasil sobre como a IA redefiniria a educação. Ele não via tecnologia como ferramenta, mas como energia transformadora — uma extensão da visão, da cultura e da execução.
O paradoxo da inércia
A inércia corporativa é uma armadilha silenciosa. Ela nasce quando a empresa está “indo bem demais”. É alimentada por processos que funcionam, lucros confortáveis e líderes que confundem estabilidade com sucesso.
Como disse David Vélez, fundador do Nubank :
“Os bancos estavam em um setor onde não havia muita concorrência.”
E foi justamente essa complacência que abriu espaço para o Nubank se tornar o maior banco digital da América Latina, com mais de 100 milhões de clientes.
A inércia é confortável — até o momento em que ela se torna mortal.
O antídoto: visão e execução exponenciais
A história recente prova: tecnologia sozinha não transforma empresas. Liderança transforma.
A Apple começou a usar IA em 2010, com a Siri. Treze anos depois, apresentou o Apple Intelligence — um sistema baseado em GPT, resultado direto da sua parceria com a OpenAI. Essa jornada não foi apenas tecnológica, mas estratégica. A Apple não esperou o futuro acontecer. Ela o construiu, passo a passo.
Empresas que tratam IA como projeto tendem a fracassar. Empresas que tratam IA como filosofia de gestão tendem a liderar.
Reflexão final
O futuro corporativo será decidido não por quem entende de tecnologia, mas por quem entende o impacto da tecnologia sobre o comportamento humano. O verdadeiro desafio não é implementar IA — é repensar a cultura, as métricas e as mentalidades que sustentam o negócio.
IA não é sobre tecnologia, é sobre mentalidade - Roger Medke
A escolha é simples, mas inadiável: Você será o líder que se adapta e prospera — ou o que fica para trás?
Seja proativo. Seja exponencial. Seja a mudança.
Quer levar essa visão para a sua empresa? Na Justo ajudamos organizações a redesenharem estratégias, cultura e liderança para prosperar na era da Inteligência Artificial. Vamos conversar sobre o futuro — antes que ele chegue primeiro.
Fonte: LinkedIn