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11 DE MAI DE 2018

A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.

Mais uma vez os países da Ásia o Ocupam os primeiros lugares no ranking do programa Internacional de avaliação de alunos, e Singapura, uma cidade estado pouco maior do que o Vaticano e Mônaco onde a maioria da população é de origem chinesa

2050 CIDADES A educação é a arma maispoderosa que você podeusar para mudar o mundo. ROGER MEDKE · 11 DE MAI DE 2018

"Nelson Mandela"

Cinco lições dos países com a melhor educação do mundo, que devemos colocar em prática em nosso País.

Mais uma vez os países da Ásia o Ocupam os primeiros lugares no ranking do programa Internacional de avaliação de alunos, e Singapura, uma cidade estado pouco maior do que o Vaticano e Mônaco onde a maioria da população é de origem chinesa e líder indiscutível.

A prova coordenada pela organização para cooperação e desenvolvimento econômico OCDE, Foi aplicada no ano passado em mais de 500.000 jovens de 15 a 16 anos em 70 países e territórios incluindo o Brasil.

O PISA mediu o desempenho em ciências leitura e matemática, os 10 com os melhores resultados foram: Singapura, Japão, Estônia, Taiwan, Finlândia, Macau, Canadá, Vietnã, Hon Kong e China.

A avaliação acontece a cada três anos e oferece um perfil básico de conhecimentos e habilidades dos estudantes, reúne informações sobre variáveis demográficas e sociais de cada país e oferece indicadores de monitoramento dos sistemas de ensino ao longo dos anos.

Apesar de uma melhora em ciências e matemática em lugares como o Peru e a Colômbia, os países da América Latina seguem apresentando um desempenho muito distante das nações que lideram avaliação.

A melhor posição entre os Latino-americanos foi para a cidade de Buenos Aires no 38º lugar em ciências. A pior foi da República Dominicana  em 70º lugar e o último lugar em ciências e matemática.

A OCDE explicou que o PISA, não trouxe um resultado geral para Argentina porque o pequeno número de colégios participantes da avaliação no país não permitiu que fossem obtidos resultados estatísticos consistentes.

Andreas Schleicher, Diretor da Educação da OCDE, e coordenador das provas do PISA, destacou a BBC mundo, serviço em espanhol da BBC, cinco mudanças que o Brasil e América Latina em geral devem fazer para melhorar sua educação.

1 - Encarar a Desigualdade

Muito pode ser melhorado na educação brasileira e Latino-americana mas Schleicher a ponta um elefante na sala, um problema grave e dominante falado por poucos este problema é a desigualdade. E para dizer a verdade a desigualdade na América Latina e, em sua maior parte, é planejada disse Schleicher.

Basicamente, se você vem de uma família com recursos, vai frequentar o colégio talvez privado, se formar e depois o governo liberar muito dinheiro quando você conseguir uma das poucas vagas nas universidades públicas. Você se saíra bem “afirmou”.

Mas se você vem de uma família pobre, acabará em uma escola com menos professores preparados, dificilmente terá a oportunidade de alcançar a educação superior ou acabará em uma instituição privada de pouco prestígio, pagando do próprio bolso para ter um diploma medíocre.

Schleicher, observa que muito poucos países da América Latina tem a coragem de encarar essas desigualdades.

O Chile vem tentando com muita dificuldade. E me impressiona que o Peru está fazendo: colocando os colégios públicos e privados em um mesmo plano, de maneira que as escolas privadas não possam receber dinheiro público, devem escolher. Acho que é um enfoque corajoso.

O dirigente da OCDE destacou caso de países que adotam políticas rigorosas como aqueles que mandam uns bons professores para colégios que estão em desvantagem.

Vou dar um exemplo. Na China se você é vice diretor de um colégio muito bom e quer virar diretor, primeiro terá que provar a sua capacidade em um colégio com problemas.

No Vietnã que ficou em 80 no PISA, também se quer assegurar que as crianças que precisam de mais oportunidades tem acesso ao ensino de qualidade.

Isso não existe na América Latina desse Schleicher.

Mas ele citou um exemplo positivo que vem do estado brasileiro do Ceará.

“Me impressionou muito o que estão fazendo lá”. Ser uma escola boa está no topo do ranking estadual, recebe mais dinheiro, mas o valor não pode ser gasto nessa escola: ela deve usá-lo para ajudar outra escola que tenha maus resultados.

Dessa forma, a escola boa recebe mais verbas, prestígio, mais pessoal e programas, mas esse conhecimento vai para as escolas que realmente necessitam dele. “Creio que é uma forma muito inteligente de encarar a desigualdade”.

2- Tornar a Carreira de Professor mais Atraente

E não se trata apenas de pagar melhores salários segundo Schleicher.

Alguns países da América Latina pagam muito bem os professores. Estou me referindo a fazer com que a profissão de professor seja muito mais atraente intelectualmente, “explicou”.

Isso significa oferecer mais oportunidades para que os professores colaborem em investir mais na profissionalização.

Para Schleicher faltam esses elementos na região.

Na América Latina, cada professor é tratado da mesma forma, e os governos acho que sabem que os professores deveriam fazer.

Na maioria dos países Latino-americanos, a profissão é muito estática. É uma espécie de trabalho Industrial, como numa fábrica.

Nesse sentido, avalia, Brasil e vizinhos poderiam aprender muito com os países como, Singapura, Vietnã ou China.

Em Singapura por exemplo se faz algo muito simples. Algumas aulas são gravadas em vídeo, e semanalmente os professores se reúnem, assistindo aos vídeos, conversam, analisam e vão, eles mesmos, estabelecendo melhores práticas.

Isso não gasta muito tempo nem dinheiro, mas tem um impacto profundo. Os professores são os donos da sua profissão. E quase toda escola tem uma comunidade profissional que colabora e aprende.

Singapura também determina que cada professor gaste 100 horas em atividades em curso de desenvolvimento profissional por ano.

Ultimamente tenho visto que a maioria dos professores tem cursos de mestrado. Mas não se trata de aprender apenas na universidade, opinou o representante da OCDE.

3 - Ensinar a Pensar como um Cientista

Creio que um grande desafio para América Latina é afastar-se de um sistema centrado no ensino de conteúdos, quer dizer, priorizar que os estudantes aprendam a pensar como cientista, um matemático, um filósofo ou um historiador disse Schleicher.

Importante que os estudantes compreendam realmente a essência da sua disciplina e se apaixonem por ela.

Se eles são bombardeados com conteúdo, terão aprendido conhecimento. Mas na América Latina vejo grandes deficiências na capacidade de participação dos estudantes, de entusiasmar-se com o que aprendem.

No leste da Ásia também são usados métodos de ensino tradicionais, mas centrados na compreensão de conceitos.

Você é capaz de planejar uma experiência? Pode desenvolver sua hipótese e depois fazer uma experiência para prová-la? Consegue distinguir o fato de uma hipótese?

“Tudo isso pode ser resumido, segundo Schleicher em pensar como um cientista.

O ensino de conteúdos significa apenas aprender quantas patas tem uma aranha ou uma forma química da água.

4 - Ensinar poucas coisas, mas em Profundidade

“Os sistemas de ensino com melhor desempenho focam em três coisas, afirma Schleicher”.

Em primeiro lugar, demanda um rigor, ou seja, o nível de exigência dos alunos é muito alto.

Em segundo, se concentram em aprender poucas coisas, mas muito, muito bem.

Em terceiro está um elemento que Schleicher chama de coerência ou progressão na aprendizagem.

Na América Latina, os livros de texto são maiores do que no Japão, onde o importante é ensinar pouco e em profundidade, “afirmou”.

Geralmente, o que vemos na América Latina é que os estudantes não aprendem algo no quarto ano do ensino fundamental e aquilo voltar aparecer, de maneira distinta, no quinto ou sexto ano.

Coerência significa que primeiro se aprende algo muito bem, compreende-se e depois se avança para o passo seguinte.

5 - Melhorar o ensino pré-escolar

De acordo com o especialista, existe um vínculo direto entre o ensino pré-escolar e o desempenho posterior dos alunos.

Mas creio que novamente o desafio é a qualidade do ambiente de aprendizagem. O acesso à educação pré-escolar na América Latina avançou, mas a qualidade deve melhorar.

Deve haver um componente de educação forte, e não me refiro apenas aprendizagem tradicional, mas a competências sociais, emocionais. Sempre se deve assegurar que quem educa mais crianças seja qualificado.

A primeira coisa que deve ser perguntada os países da região é por que os estudantes não estão completando sua educação. E o grande problema é: a relevância, “opinou”.

Muitos jovens não vem que como o aprendizado vai ajudá-los na vida. Esse problema deve ser encarado, não se pode manter os alunos na escola como se ela fosse uma prisão.

Se você fosse dono de um supermercado e visse, de 100 clientes que entram uns 30 vou embora diariamente sem comprar nada, você passaria se perguntar: porque as pessoas não querem ficar no meu supermercado?

Não nos costumamos fazer essa pergunta quando se trata de ensino. Acreditamos que a resposta é fazer uma escola obrigatória, “afirmou Schleicher”.

"A resposta está em garantir que as escolas realmente ajudem os alunos a ter um trabalho melhor e  uma vida melhor".

Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2016/12/07/cinco-licoes-dos-paises-com-a-melhor-educacao-do-mundo.htm

Fonte: LinkedIn