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16 DE OUT DE 2023

A importância do conselheiro de inovação para as empresas

Os conselheiros de inovação têm se tornado uma necessidade e uma tendência cada vez mais presente nas empresas de todos os portes, sejam empresas tradicionais ou até mesmo startups. Esse movimento é impulsionado pelas Ondas de Inovação e se

2050 STARTUPS A importância doconselheiro de inovaçãopara as empresas ROGER MEDKE · 16 DE OUT DE 2023

Os conselheiros de inovação têm se tornado uma necessidade e uma tendência cada vez mais presente nas empresas de todos os portes, sejam empresas tradicionais ou até mesmo startups. Esse movimento é impulsionado pelas Ondas de Inovação e seus catalizadores, como a Transformação Digital, que impulsiona a nova economia. Estamos vivendo um momento de transição da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento.

Nestes novos tempos de inovação, as startups têm um papel fundamental na nova economia. No entanto, muitas empresas da "economia clássica e tradicional", especialmente as de grande porte, estão se movimentando para entender essa nova realidade e buscando opções e ações para se manterem relevantes, preservarem ou aumentarem suas posições de mercado e capturarem valor para seus stakeholders, diante das organizações "exponenciais" ou empresas da "nova economia", que são mais ágeis e tendem a criar fluxos de valor de forma mais rápida.

A Demanda por Inovação nos Conselhos de Administração

Cada vez mais, os conselhos de administração das empresas estão demandando ações das suas diretorias executivas que tenham efeitos de inovação, em suas diversas frentes. No entanto, a falta de conhecimento sobre inovação por parte tanto da maioria dos C-LEVELS e dos próprios conselhos, quanto das diretorias executivas, faz com que nem sempre as ações tomadas com essa finalidade alcancem seus objetivos.

É evidente que existe um grande débito técnico e um apagão generalizado de liderança para a nova economia. A demanda por conselheiros de inovação nas empresas é clara e vem sendo discutida desde 2018, uma tendência que se acelerou ainda mais após a pandemia.

A Escassez de Especialistas em Inovação

Apesar da crescente importância da inovação, nota-se uma escassez de grandes especialistas nessa área ocupando cargos nas diretorias executivas e nos conselhos de administração. É indiscutível que o futuro de qualquer empresa tradicional de grande porte depende da inovação, mas poucos sabem de fato como inovar de forma eficaz e produzir resultados reais e palpáveis.

Nesse contexto, programas de empresas como Go New, Board Academy, HSM e Start-se, têm um papel fundamental em ajudar as organizações a suprirem seus débitos técnicos e se prepararem para os desafios da nova economia.

O Perfil do Conselheiro de Inovação

Um conselheiro de inovação deve possuir conhecimentos e competências diversificados, que, somados, cubram todas as necessidades de atuação da empresa. Esse deveria ser o objetivo principal ao se buscar um profissional para essa posição.

É essencial que os conselheiros de inovação tenham uma visão abrangente e estratégica, além de habilidades para liderar e orientar a implementação de iniciativas inovadoras em toda a organização. Eles devem ser capazes de identificar oportunidades, avaliar riscos e tomar decisões embasadas para impulsionar a inovação e garantir a competitividade da empresa no longo prazo.

Me ocorre aqui que - e como já comentei em outros artigos no meu linkedin -, existe um grande débito técnico e apagão generalizado de liderança para a nova economia. Pra mim está muito claro e nítida não apenas a demanda por conselheiros de inovação nas empresas mas a necessidade de contar com conselheiros em inovação em estratégias empresariais.

Não é raro encontrar conselheiros especialistas em macroeconomia, em relações governamentais ou outras áreas que já foram muito mais relevantes no passado, e portanto já tiveram razão para ter seu membro do conselho. Mas hoje, com a instabilidade da economia global e das transformações aceleradas já perderam muito da sua razão.

Mas e a inovação? 

A alta direção das empresas já entendeu que inovar é essencial, e acrescento que, inovação é o diferencial competitivo das organizações nesta década. Pelo menos algumas empresas no Brasil já estão fazendo movimentos nos últimos anos, mas ainda esbarram nos desafios da Cultura. Porém, o que não se tem ainda são altos executivos e conselheiros que tenham esse conhecimento, as habilidades e as competências dessa nova fase de conselhos. Assim, apesar de saberem que algo precisa ser feito, frequentemente não sabem o que deve ser feito. E assim se vê os gastos por eles mesmos, sem as métricas para a medir dos resultados por meio de indicadores eficientes e eficazes (KPIs), tanto sobre o ROI - Return Of Investiment, como também o ROL - Return Of Learning. É aqui que entra o papel dos conselheiros de inovação, que já são e serão a próxima tendência, a meu ver, nos topos não apenas das grandes, mas também de médias e pequenas empresas, além claro das Startups. 

O Papel do Conselheiro de Inovação

O conselheiro de Inovação tem como papel ser um orientador de CEOs e C-LEVELs para assegurar inovação dentro das organizações, bem como usar sua expertise e Tool Kits para servir de bússola junto aos Pilares da Governança. Vejo que muitos executivos enfrentam o desafio de conciliar problemas impostos pela crise econômica com urgência da transformação digital e das pressões globais sobre impactos da sustentabilidade (ESG). Em um artigo publicado pelo CEO da TIM, Pietro Labriola, onde afirmou que a pandemia obrigou as companhias a mudarem a forma de trabalhar "da noite para o dia" com a nova situação. E lamenta que o 5G ainda não seja realidade nesse contexto. "Se a tecnologia já estivesse em uso, teríamos soluções de telemedicina ou de ensino a distância, duas das áreas de extrema importância", e ainda, a transformação digital impulsionada pela crise do coronavírus (covid-19) acabou acelerando planos que, em outro contexto, seriam de longa duração das empresas, segundo a TIM.

O avanço acelerado da tecnologia e o surgimento de modelos de negócios disruptivos colocam a inovação como prioridade em todos os setores econômicos. No Brasil, a urgência da transformação digital também pressiona os executivos, mas a implantação de planos de inovação esbarra nos desafios diários para enfrentar a crise econômica. “O sistema econômico direciona as lideranças para entregar eficiência de custo e redução de dívida. Isso, às vezes, distrai a organização dos seus objetivos de longo prazo”, conforme comentou Daniel Motta, que é CEO da consultoria Blue Management Institute (BMI). Esse conflito entre resolver os problemas de curto prazo com preocupações com a transformação digital aparece nos resultados da pesquisa anual da BMI sobre os desafios das lideranças no Brasil.

As lideranças estão conscientes sobre a importância da transformação e a necessidade de se preparar para implementá-la nas empresas. No estudo de 2021, realizado com cerca de 101 executivos de 87 empresas, promover mudanças nas posturas dos líderes para as constantes mudanças aparece no topo do ranking dos seus principais desafios, citado por 22% dos respondentes. No entanto, adaptar-se à transformação digital e estimular a inovação aparecem apenas no sexto e décimo lugares, respectivamente, citado por 10% e 4% dos entrevistados. Motta ainda falou sobre o papel do conselho no balanceamento das estratégias de curto e longo prazo das empresas e os desafios impostos à diretoria executiva na implantação da transformação digital nas empresas.

Já na pesquisa anual da BMI sobre os principais desafios das empresas no desenvolvimento das lideranças, adaptar-se à transformação digital e estimular a inovação não aparecem no topo das preocupações dos executivos.

Será que a inovação e a transformação digital não são prioridades para os executivos brasileiros?

Defendo em outros artigos e também em meu livro, que a transformação digital e a inovação são temas atuais, não apenas por questões de sobrevivência mas também como já comentei no início deste artigo "vivemos o momento de transição da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento - que também pode ser entendida como a Nova Economia Digital".

Houve e ainda existe sim uma mudança de paradigmas tecnológicos muito grande. A internet e a digitalização das coisas fizeram com que os ciclos de negócios se acelerassem, e ao que tudo indica essa aceleração passará a ser em escala exponencial no futuro breve.

Neste momento, as organizações precisam se desafiar e se transformar. A gestão de mudanças passou a fazer parte da agenda de todas as organizações. Os conselhos de administração entram portanto para ajustar e calibrar a atuação do CEO na priorização dos resultados e das estratégias de curto e longo prazo, porém denovo, essa composição de conselhos demanda por profissionais de INOVAÇÃO.

Em meio a tantas contradições que envolvem o uso da tecnologia e as novas formas de poder, os conselhos empresariais precisam ser repensados. Aprofundar-se sobre governança e inovação tornou-se obrigatório para qualquer organização que quer crescer e prosperar. Nesse contexto, os conselhos de inovação desempenham um papel crucial, pois ajudam as organizações a navegarem melhor suas trajetórias operacionais. 

Se sua empresa não possui ainda um conselheiro em inovação, fica aqui o convite para me contatar. Terei maior prazer em poder compartilhar minhas habilidades em estratégia, inovação, tecnologia e Transformação Digital, na qual sou autor e expert.

Fonte: LinkedIn