3 DE SET DE 2023
A Internet das Coisas (IoT) e a Sustentabilidade: Uma Aliança Promissora
A Internet das Coisas (IoT) é uma revolução tecnológica que está transformando nossa maneira de viver e interagir com o mundo ao nosso redor, principalmente ao nos referirmos a infraestruturas ou ativos, seja na (indústria, energia, mineraç
A Internet das Coisas (IoT) é uma revolução tecnológica que está transformando nossa maneira de viver e interagir com o mundo ao nosso redor, principalmente ao nos referirmos a infraestruturas ou ativos, seja na (indústria, energia, mineração, agronegócio, etc). Essa inovação consiste na interconexão de dispositivos, máquinas e sensores por meio da internet, permitindo a coleta, análise e compartilhamento de dados em tempo real. Embora a IoT seja frequentemente associada à comodidade e à eficiência, ela também desempenha um papel fundamental na promoção da sustentabilidade.
A sustentabilidade é um dos desafios mais urgentes do nosso tempo nesta década. A crescente pressão sobre os recursos naturais, as mudanças climáticas e a poluição ambiental exigem ações imediatas para proteger nosso planeta e garantir um futuro saudável para as gerações futuras. A IoT surge como uma aliada poderosa nessa missão, proporcionando soluções inovadoras para abordar questões ambientais.
O Groupe Speciale Mobile Association (GSMA) instigou os líderes da indústria a aumentarem o uso de tecnologia inteligente na corrida em direção de Zero emissões, e prevê que isso poderia contribuir com até 40% das reduções globais de emissões necessárias. O uso de tecnologias inteligentes para reduzir o consumo de energia não é novo para o setor de manufatura, mas os desafios de implementar essas tecnologias no local têm sido há muito tempo uma barreira para a adoção.
Em sua pesquisa sobre IoT e redução de carbono, a GSMA estimou que, no âmbito da manufatura, 16% da redução de carbono necessária para alcançar o Zero emissões poderia ser alcançada usando processos de manufatura inteligente. Isso equivale a 1,4 gigatoneladas de CO2, ou as emissões de 140 milhões de carros.
Considerando esses números extraordinários, é preciso perguntar por que, em uma indústria que cunhou pela primeira vez o termo Indústria 4.0 há mais de uma década, as tecnologias inteligentes ainda não foram universalmente implantadas? Na verdade, é relatado que apenas 1% da indústria de manufatura está usando tecnologia conectada no momento.
E ao buscarmos entender a maturidade de adoção das tecnologias 4.0, a adoção das tecnologias 4.0 pode ser relativamente baixa em muitos setores e regiões por uma série de razões complexas e interconectadas. Entre elas, importante termos conhecimento de pelo menos 5 dos principais motivos:
Falta de Conhecimento e Habilidades: A falta de conhecimento especializado e habilidades técnicas pode ser um obstáculo importante. A implementação eficaz de tecnologias 4.0 exige profissionais qualificados que compreendam as complexidades das soluções tecnológicas envolvidas.
Cultura Organizacional e Resistência à Mudança: Muitas organizações têm uma cultura enraizada que pode resistir a mudanças significativas. A adoção de tecnologias 4.0 muitas vezes envolve mudanças na forma como as tarefas são realizadas e na estrutura organizacional, o que pode encontrar resistência por parte dos funcionários e da gestão.
Disponibilidade de Infraestrutura de Conectividade: Em algumas áreas, a falta de infraestrutura de conectividade confiável, como redes de alta velocidade, pode limitar a viabilidade da IoT e de outras tecnologias 4.0.
Complexidade e Incerteza: A complexidade das tecnologias 4.0 e a rápida evolução do cenário tecnológico podem tornar difícil para as organizações acompanhar as tendências e tomar decisões informadas sobre a adoção.
Retorno do Investimento Incerto: Em alguns casos, as organizações podem estar incertas sobre o retorno do investimento (ROI) ao adotar tecnologias 4.0. Isso pode ser devido à falta de casos de uso claros ou à incerteza sobre como as tecnologias afetarão diretamente seus negócios.
Na Indústria de manufatura, a barreira mais comum para a adoção de tecnologia inteligente é a Falta de Conhecimento e Habilidades de quão facilmente essas ferramentas podem ser implementadas. Voltando à origem da Indústria 4.0 — um termo originalmente usado na exposição Hannover Messe, na Alemanha, em 2011 — as fábricas inteligentes eram consideradas como plantas futuristas que teriam pouca semelhança com os verdadeiros locais de manufatura. Hoje, entendemos que a digitalização não exige uma revisão completa da fábrica e é mais frequentemente alcançada de forma incremental, por meio de tecnologias escaláveis de Internet das Coisas (IoT) e big data.
Obtendo dados usando a IoT
Cada instalação de manufatura gera grandes volumes de dados a cada dia, seja consciente ou inconscientemente.
Sem dúvida, os dados são o ativo mais valioso nos esforços dos fabricantes para reduzir as emissões de carbono.
No entanto, muitos fabricantes não estão aproveitando esse ativo da melhor forma. Sem dados abrangentes das instalações que mostrem quanto energia está sendo usada e onde, como os fabricantes podem possivelmente começar sua jornada de redução de energia? É impossível. Sem dados portanto é impossível de começar qualquer estratégia de digitalização 4.0 para buscar eficiência energética.
Uma ideia errônea comum é que todos os equipamentos devem ser inteligentes para gerar dados com sucesso. Na realidade, até mesmo instalações que operam com máquinas legadas (antigas, e no brasil nosso parque de máquinas possui cerca de 21 anos de idade média).
O BRASIL desperdiça cerca de R$ 71 milhões em energia por dia? A indústria Brasileira corresponde por cerca de 30% de todo consumo final de energia, e cerca de 40% de toda eletricidade consumida. Os motores elétricos são os que mais consomem energia nas fábricas, cerca de 68%. Fonte, ABESCO.
... mesmo com décadas de idade, a IoT têm o potencial de extrair dados de máquinas e equipamentos em linhas de produção de todos os tipos. Mas para que isso seja possível, exige-se uma combinação de sensores e software inteligente, que você encontra na Gholias Tecnologia Industrial.
Obter insights sobre o consumo de energia de uma instalação é fundamental para identificar pontos problemáticos. Pode-se descobrir que pequenos ajustes em várias partes da produção podem resultar em reduções significativas de carbono. No entanto, também é possível que peças individuais de equipamentos ofereçam o maior potencial de melhoria. Obter dados dessas áreas é crucial para reduzir a energia usada por máquinas individuais, e com as tecnologias IoT, permitem que os fabricantes façam isso agora em suas plantas.
Uma dessas soluções é o conjunto de produtos G-Energy, parte da oferta de usinagem baseada em dados da Gholias Tecnologia Industrial. Os produtos são projetados para ajudar organizações de manufatura a melhorar a eficiência nos processos de corte de metal bem como de injeção de plástico.
Energia e economia
Considerando os desafios e perdas que os fabricantes enfrentaram durante a pandemia de COVID-19, existe o risco de que a redução das emissões de carbono se tornem uma prioridade secundária, atrás da geração dos lucros necessários para a recuperação. Para cerca de 49% dos executivos pesquisados no Relatório de Insights da Accenture para a Indústria Aeroespacial Comercial eles preveem que levará até três anos para que o setor de fabricação aeroespacial se recupere aos níveis de 2019. Da mesma forma, o setor de fabricação automotiva experimentou quedas nas vendas de veículos em quase todos os países.
É verdadeiro e válido que a economia da manufatura sempre deve ser considerada ao investir em novas ferramentas e processos de usinagem. No entanto, as tecnologias adequadas podem ajudar a aumentar os lucros e reduzir a energia simultaneamente.
O G-Produz e G-Aponta, por exemplo, foi desenvolvido para digitalizar e obter dados em tempo real para informar a otimização da produtividade e, portanto, o desempenho e o lucro. Em uma planta fabril de corte de metal, a tecnologia pode fornecer acesso instantâneo a dados sobre uma máquina específica, a fim de dar aos operadores a oportunidade de monitorar a eficácia geral do equipamento (OEE) e o desempenho. No final das contas, essa supervisão torna as plantas fabris de manufatura mais eficientes e lucrativas.
Mais de uma década se passou desde que o termo Indústria 4.0 foi cunhado pela primeira vez, e desde então ele se tornou parte do vocabulário da manufatura. No entanto, pesquisas sugerem que, apesar das oportunidades impressionantes de economia de energia que essa tecnologia poderia facilitar, muitos fabricantes não estão explorando essas ferramentas ainda. Para alcançar as metas globais de emissões de carbono, os fabricantes devem fazer um esforço consciente para reduzir o consumo de energia. Na Gholias Tecnologia Industrial, queremos garantir que os clientes possam implementar essas ferramentas com sucesso para o benefício dos três pilares, das pessoas, dos lucros e do planeta,
Fonte: LinkedIn