28 DE JAN DE 2020
A ONDA PERFEITA
A confluência das tecnologias elimina as linhas divisórias entre os mundos físico, digital e biológico. Essa afirmação foi feita pelo engenheiro e economista Klaus Schwab durante o Fórum Mundial de Davos (2016): unindo mudanças soci
A confluência das tecnologias elimina as linhas divisórias entre os mundos físico, digital e biológico. Essa afirmação foi feita pelo engenheiro e economista Klaus Schwab durante o Fórum Mundial de Davos (2016): unindo mudanças socioeconômicas e demográficas, haverá im- pactos nos modelos e formas de fazer negócios, e também no mercado de trabalho. Afetará exponencialmente todos os setores da economia e todas as regiões do mundo, porém, nessa acirrada batalha, haverão ganhadores e perdedores.
Podemos perceber que as mudanças serão profundas, porque neste século voltamos a colocar o ser humano no centro de tudo, e isso terá consequências culturais disruptivas, além, é claro, que desde o trabalho mais convencional e inclusive o intelectual estão sob ameaça de serem substituídos pela robotização.
Os fenômenos para tais consequências estão sendo provocados por meio da transformação digital marcada pela velocidade, o alcance e o impacto da rede, resultado das últimas três ondas de inovação que estão acontecendo ao mesmo tempo, uma combinação de hardware, software, rede e sistemas em redes que hoje estão impactando praticamente todos os mercados. Esses são os motores da transformação digital, é aqui que estamos vivendo, a mudança da plataforma base para praticamente tudo, desde educação, fabricação, varejo, indústria, supermercado, agronegócio e o que mais você imaginar.
A velocidade das descobertas atuais não tem sequer precedentes históricos, acontece agora em ritmo exponencial e não mais linear. A amplitude e profundidade dessas mudanças anunciam a transformação de sistemas inteiros de produção, gestão e governança, por um simples motivo: a mudança de cultura.
É, sim, muito preocupante em um primeiro momento vermos tais eventos e previsões de inúmeros especialistas que falam sobre o tema, porém eu vejo que muitas dessas previsões já vem se confirmando e creio que muitas mudanças estão por vir realmente. Os impactos atuais em nosso cotidiano já estão demostrando isso, e estamos em fase de transição e de absolutas incertezas. Eu vejo como sendo umas das mais assustadoras, no ponto de vista em que estamos sendo bombardeados de tanta informação, que não temos capacidade para discernir, como humanos, qual caminho devemos tomar.
É anunciado por inúmeros especialistas e gurus que ninguém passará imune à Quarta Revolução Industrial e os pontos que se des- tacam são realmente apocalípticos do ponto de vista da humanidade, pois vemos “o software literalmente devorando o mundo” – frase dita por Marc Andreessen fundador do Nestcape, um dos primeiros navegadores de internet, em 2011. Cerca de quatro anos, uma em cada quatro vagas abertas nos Estados Unidos são de engenharia de software, tendência que vem se confirmando até hoje. Digo isso porque a demanda por desenvolvedores é enorme, em todos os lugares sobram vagas para esse tipo de profissional, tanto que o próprio berço da inovação, o Vale do Silício, está recrutando profissionais no mundo todo, e grandes polos de inovação, como Israel, também estão passando por esse apagão de profissionais.
Embora esteja sendo estimado que, na próxima década, cerca de
metade das vagas de trabalho terão desaparecido, pelo uso de softwares e algoritmos sofisticados, como promete também a inteligência artificial e a robótica de forma combinada. São trabalhos como operadores de telemarketing, corretores, carteiros, jornalistas, advogados, contadores, e muitas outras.
Ao observarmos o mercado de Robôs, como apontava estatísticas preliminares do World Robotics Report em abril de 2019, mostrando um novo recorde de 384 mil unidades que foram enviadas globalmente em 2018, um aumento de um por cento em comparação com o ano anterior. Isso significa que o volume anual de vendas de robôs industriais aumentou pela sexta vez consecutiva (considerando o período 2013-2018).
A rápida difusão das inovações fazem com que empresas de base tecnológica completem ciclos produtivos de produtos de bens de consumo em um décimo do tempo de uma empresa tradicional. Com o surgimento de plataformas e a queda exponencial dos custos marginais de produção que permitem ganhos em escalas, onde startups já são capazes de projetar e construir drones com praticamente 98% das funcionalidades do Predator, usado pelas Forças Armadas norte-americanas. Enquanto para construir o Predator é necessário cerca de US $ 4 milhões, o Drone Reaper MQ9 da General Atomic custa cerca de US $ 1.300.
Já o avanço da biotecnologia, ao realizar o sequenciamento genético por menos de US$ 150, realizado pela 23andMe, mostram as confluências e a Lei de Moore em pleno andamento. Portanto, não pense que isso é futurismo e apenas boato, isso já está acontecendo agora, nesse exato momento.
Muito vem pela frente, é bom estar ou ao menos começar a se preparar para esse mundo novo.
Fonte: LinkedIn