5 DE JUL DE 2022
A próxima onda da Indústria
Nem mal começamos a Indústria 4.0 e já estamos a falar da próxima onda da Indústria? indústria 5.0? É isso mesmo !!! mas fique tranquilo, vamos entender essa nova fase e quão estamos preparados ou deveríamos estar nos preparando para essa j
Nem mal começamos a Indústria 4.0 e já estamos a falar da próxima onda da Indústria? indústria 5.0? É isso mesmo !!! mas fique tranquilo, vamos entender essa nova fase e quão estamos preparados ou deveríamos estar nos preparando para essa jornada.
Para entendermos o real "significado", precisamos contextualizar as primeiras quatro revoluções, ou as ondas de transformações dos estágios anteriores.
1ª Revolução Industrial
A primeira revolução industrial, ocorrida nos meados de 1765 e iniciada na Inglaterra, teve como marco a mecanização dos processos - ou seja, a invenção de máquinas para acelerar e substituir o trabalho humano.
Fundamentados na extração de carvão como nova fonte de energia, foram iniciados os modos de produção em larga escala, com a utilização de máquinas a vapor e invenção de novos sistemas de transporte, como locomotivas – também movidas a vapor.
2ª Revolução Industrial
Após a primeira revolução industrial, a tecnologia começou a se desenvolver em um ritmo acelerado. Com o surgimento da eletricidade e o petróleo como novas formas de energia, a partir de meados de 1870, iniciou a segunda revolução industrial. A utilização destas novas energias e o desenvolvimento das indústrias químicas e do aço resultou na evolução e criação de novos inventos, como automóveis, telefones e rádios.
Todos estes avanços foram possíveis graças ao desenvolvimento da indústria, baseado em grandes fábricas que recebiam apoio financeiro e político para seu avanço, além dos modelos de organização e produção industrial elaborados por Taylor e Ford.
3ª Revolução Industrial
Com o fim da segunda guerra mundial, os avanços tecnológicos levaram à descoberta de um novo tipo de energia com potencial ainda maior do que os anteriores: a nuclear. Assim, em torno de 1969, começou a terceira revolução industrial – marcada pelo surgimento dos equipamentos eletrônicos, telecomunicação e computadores.
Estes novos tipos de tecnologia possibilitaram, também, a exploração espacial e pesquisas na área da biotecnologia. Na área industrial, a terceira revolução trouxe a invenção dos robôs e autômatos, ou máquinas que operam de forma automática, além do modo de produção chamado de Toyotismo (também conhecido como sistema flexível).
4ª Revolução Industrial: a Indústria 4.0
A revolução que vivemos agora, conhecida como Indústria 4.0, tem como principal característica a interconexão de todas as etapas da produção. Baseada em um novo fenômeno tecnológico – a digitalização das informações e a utilização dos dados para tornar a indústria mais eficiente –, esta nova revolução visa reduzir falhas, aumentar a sustentabilidade da indústria e a lucratividade.
Nesse sentido, um dos maiores progressos da Indústria 4.0 pode ser a superação das fontes não-renováveis de energia, que foram a base das outras revoluções industriais. A economia de energia e recursos provida pelas novas tecnologias, além da utilização de fontes de energia alternativas, como eólica, solar, e geotermal, pode fazer com que mais um grande passo em direção a um futuro sustentável seja tomado.
O fato é que toda a forma de organização e funcionamento da indústria tradicional está se transformando – desde a cadeia produtiva até a relação dos funcionários, colaboradores e fornecedores.
“As equipes estão tendo que aprender a trabalhar com a maior transparência dos dados de suas operações, e entender o grande volume de informações que é disponibilizado pelas outras áreas. Dessa forma, os impactos não serão só tecnológicos, mas humanos - exigindo novas capacitações e organizações para gestão do trabalho”.
Se olharmos para o que aconteceu durante essas três primeiras revoluções onde tudo começou com as tecnologias emergentes da época que permitiram novas indústrias, novos produtos e novas formas de negócio, exigindo novas habilidades, novos requisitos tendo por consequência geração de novas oportunidades de empregos. Então se pensarmos na primeira revolução era meio que semeando a mão e depois era a produção industrial, a segunda revolução era realmente sobre a indústria têxtil, e portanto podemos imaginar o que as pessoas tiveram que enfrentar naquela época com uma mudança no cenário de trabalho.
Todas essas revoluções também exigiram novos processos de pensamento, novos tipos de liderança. Se você pensar sobre isso é bem diferente operar um negócio de artesanato, ou uma indústria têxtil, ou uma fábrica ou uma produção de automóveis que foi meio que o passo da primeira para o segunda, ou então da segunda para a terceira indo para a microeletrônica e tudo isso o tempo todo exigia realmente sim novos processos de pensamento, novos tipos de liderança e a longo prazo eu realmente tenho que dizer que infelizmente depois de muitos tumultos e diversos eventos semelhantes, as condições de trabalho se tornaram cada vez melhores.
Se pensarmos sobre a vida antes da primeira revolução, não era muito boa, era da forma que possibilitava ser "sofrida". As pessoas tinham que ter sorte para comprar um conjunto de roupas, porém depois de certo tempo sim as roupas tornaram-se mais acessíveis e isso tudo mudou as condições de trabalho, a resolver problemas sociais, tendo consequência a escala da hierarquia de necessidades do ser humano, a famosa "Pirâmide de Maslow".
Mas afim de dar uma visão sobre o que eu acho do que eu penso onde está a conexão entre os dois, sim com as pessoas de artesanato onde a vida não era tão boa, para uma pessoa comum ter comida suficiente, para ser ter água potável, para ter um conjunto de vestimentas, isso era o que realmente todas as pessoas estavam realmente preocupadas. Com a primeira revolução depois dos tumultos nas fábricas "Ford", esses empregos se tornaram muito mais seguros, ele sim tinham uma renda estável, tinham comida suficiente, tinham água suficiente e com comida e água melhores tenho a dizer mais ou menos como cada revolução ajudou nos a subir um degrau na hierarquia de necessidades da "Pirâmide de Maslow".
Agora o que precisamos mencionar aqui, além dos avanços, é sim o lado negativo em todas essas revoluções, a fabricação se tornou muito mais fácil e escalável, porém a que preço? Assim como tivemos avanços da escala produtiva, também elevou-se a produção de resíduos, significando que cada vez ficou sim mais simples produzir em massa, porém acompanhada da produção de mais e mais resíduos.
>>> 4ª Revolução Industrial <<<
... ainda sobre a quarta revolução, começamos com as tecnologias emergentes, entramos em novas indústrias, novos produtos e novos negócios se formam novamente, isso requer uma mudança nos requisitos do trabalho, criam-se novos empregos, isso requer novos processos de pensamento, um novo tipo de liderança, mas talvez desta vez devêssemos dar uma olhada no lado humano antes que seja tarde demais, antes de entrarmos novamente em tumultos, porque todos nós estamos fazendo isso para o "ser humano", não apenas para melhorar a produção ou simplesmente produzir mais resultados e lucros. Faço um convite aqui para olharmos para a Hierarquia de Necessidades de Maslow, onde a quarta revolução realmente está chegando, estamos chegando a dar ao computador o que o computador é bom e isso é fazer tarefas repetitivas e dar ao humano o que humano é bom, isso é ser espontâneo, é ser criativo, e portanto estamos vivenciado a quarta revolução.
2025, Indústria 5.0
Depois da contextualizarão, agora vamos falar da Quinta onda, ou seja, da indústria 1.0 para a 5.0, que alguns podem até chamar de 5a (quinta) revolução industrial, mas a que tudo indica devemos chama-la de a 5a (Quinta) Evolução, baseadas nos estudos e publicações sobre esse tema. Para embasamento do tema, reuni algumas importantes sobre o assunto, que trago na forma de uma linha do tempo.
>>> 2015
A primeira publicação que eu encontrei, foi por volta de 2015, e me arrisco a dizer que o Michael Rada foi a pessoa que introduziu na verdade o termo indústria 5.0 e que foi dele a primeira publicação sobre esse tópico, onde ele escreveu sobre a indústria 5.0 - do virtual para o físico. E aos meus olhos esse conceito dele naquela época tinha dois principais aspectos, o primeiro é upcycling industrial (reutilização), então o que fazemos com todos os produtos que chegam ao fim da vida útil, como podemos realmente reutiliza-los, reaproveita-los para que não criemos tanto lixo quanto atualmente. E o segundo, ele também pensa sobre, tudo bem como deve ser a conexão entre tecnologia que temos e o humano, e aqui ele fala que a tecnologia (robôs) não deveriam estar trabalhando para nós, mas conosco (colaboração).
>>> 2016
Entre as que li, também está a publicação de Aspen Ostergard, que a um ano depois, escreveu o retorno da indústria 5.0 do Toque Humano, onde desta forma o funcionário passaria a ser empoderado e usaria o conceito do "cobot" como uma ferramenta multi funcional. Então sua ideia sobre o tema, é realmente a colaboração entre robôs e humanos trabalhando juntos.
>>> 2017
Um ano depois Kip Adwell escreveu um artigo sobre a indústria 5.0 que ela já estava no horizonte, e dentro dessa publicação escreveu que na 5.0 seria aumentada a colaboração entre humanos e sistemas inteligentes, ou seja, a mesma linha de conceito conceito do "cobots".
Um passo adiante, não apenas tendo robô e humano trabalhando juntos, mas qualquer sistema ou computador e ambos trabalhando juntos para um bem maior, um propósito maior. Neste ponto em diante, começamos a unir os conceitos de vários autores e passamos a ver uma evidencia de que a 5.0 está deixando sim a tarefa repetitiva monótona para a mecânica e abrindo uma lacuna criativa para o biológico, ou seja, deixar ao humano a tarefa do ser humano, a de ser criativo.
Aspen ostergaard escreveu outra publicação com título de "Bem-vindo a indústria 5.0" e nessa o mais importante é a customização em massa habilitada pela indústria 4.0 não é suficiente, porque clientes querem mais, e esse a mais chamamos de "Personalização em massa" que só pode ser alavancada quando o Toque Humano retorna a fabricação, e a isso podemos portanto chamar de indústria 5.0.
Com o objetivo de trazer essa visão geral, a imagem a seguir, - ao qual fiz sua primeira exposição quando ao falar sobre o tema da Indústria 4.0 no evento da Enafer 2022, datando 2025 como Marco inicial, nos mostra a linha do tempo das Ondas das 4 Revoluções, e agora a 5, que a chamo de evolução.
Sugiro que após o entendimento da linha do tempo acima, está mais claro sobre o que as pessoas pensam sobre indústria 5.0. Se partirmos para o Oráculo "Google" existem dezenas de outras publicações por aí, e portanto para resumir é realmente o "Toque Humano" que estará realmente dando a indústria 4.0 o propósito industrial do upcycling/reutilização da prevenção de resíduos; a personalização em massa vai dar ao humano o que humano é bom; e vai dar ao computador o que o computador é bom. E toda essa colaboração entre humanos e robôs, (sistemas mecânicos e computadorizados) o tipo de mudança de um valor para o acionista e aos stakeholders.
A muito mais, por exemplo:
> Emma Rundle: mais rápido, mais escalável, mais centrado nas pessoas.
> Michael leme: potencial para a sustentabilidade como uma prevenção sistemática da poluição e do desperdício.
>Stephanie Mita: vamos precisar perseguir a prosperidade de forma sustentável para aumentar a produtividade sem renovar a remoção de trabalhadores humanos.
Para que possamos ver para onde tudo isso está indo e na verdade, a união europeia também assumiu esse assunto, por volta de 2019, ao qual também publicaram muitos artigos, ao que reforça a teoria a industria 5.0 resumindo os resultados ou o status atual muito bom sobre o que eles acham que a indústria 5.0 é:
- Estar centrado no ser humano
- Sobre ser sustentável
- Ser resiliente
E ainda um estudo mais recente de 2022, "Indústria 5.0, uma visão transformadora para a Europa, para o sistema de governo e a transformação rumo a uma indústria sustentável e atentem-se que nessa publicação eles escrevem que em essência a indústria 5.0 é o modelo transformador que reflete a evolução do nosso código postal de pensamento que leva em consideração os aprendizados da pandemia e a necessidade de projetar um sistema industrial que seja inerente mais resiliente a futuros choques e tensões e verdadeiramente íntegro aos princípios sociais ambientais dos acordos verdes europeus.
Então apesar de tudo isso que já ouvimos sobre "Human Centric"sustentável, eles levam também em conta agora o Foco e a Resiliência.
Mas agora se pensarmos em tudo isso, faz da Indústria 5.0 a quinta revolução industrial? Agora talvez o que aconteceu quando a Indústria 4.0 foi iniciada por algumas grandes empresas em 2011, era uma abordagem de cima para baixo. Agora a Indústria 5.0 uma abordagem de baixo para cima. E se pensarmos sobre o que é a indústria 4.0 foi pelo menos no começo a visão - de vamos otimizar o máximo possível para que possamos reduzir os humanos o melhor possível, - acho que algumas pessoas pensaram isso no começo, mas acho que todos sabiam no começo que não funcionaria.
acho muito relevante e positivo termos essa discussão da indústria 5.0 acontecendo, porque isso está realmente dando o propósito a Indústria 4. Cabe portanto, tirar como conclusões "por mais precipitado que possa ser" que a indústria 5.0 não é a Quinta Revolução, mas é um propósito para a Quarta Revolução.
Voltando-se para o jornal de Cape Advil onde ele escreve uma frase que eu gostei muito: a indústria está sendo versionada nada de forma muito indiscriminada, precisamos de um controle de versão, sem uma melhor maneira de descrever a inovação na indústria, estamos condenados a viver mais atualização da indústria uma vez que ela chama atenção, então deixe me cunhar o termo indústria 6.0, nunca fazemos interface com qualquer máquina ou configuração de mesa de desenho, tudo é feito em um aplicativo e tiramos uma foto de um esboço e implicamos em fazer, sim e se você procurar na indústria na internet, é possível ver a indústria 7.0, 0,8, 9.0 ou ...
Em outra publicação de Michael Rada que eu acho muito interessante, ele escreve indústria 5.0 não é um a próxima revolução industrial é a verdadeira evolução.
Mas sim, concordo com ele diz sobre a indústria 5.0 em não ser a próxima revolução industrial, mas também não tenho certeza se podemos chamá-la da verdadeira evolução porque pra mim evolução é algo que aconteceu desde o início do nosso universo, então isso significaria meio que a indústria 5.0 começou com o início do nosso universo e agora desculpe eu não vejo dessa maneira, mas eu acho que a indústria 5.0 é um bom propósito para a indústria 4.0, em outras palavras a indústria 5.0 é uma boa evolução dentro da indústria 4.0.
Indústria 5.0 não é algo a ver com a nova revolução tecnológica para mudar o estilo de vida.
Agora eu acho que espero ter provocado a todos que a 5.0 não é a quinta revolução industrial, mas sim uma evolução dentro da quarta revolução industrial e um espaço reservado para abordar todos sim, todos esses propósitos, todas as coisas que precisam ser trabalhadas em relação a indústria 4.0.
Benedict Herles, escreve que a próxima revolução industrial é a biológica, da qual já estamos vivendo, basta você pesquisar sobre o movimento do Clean Meat.
A quinta revolução industrial irá tornar concebíveis formas e variedades completamente novas de processamento industrial. As promessas de inovações orgânicas são enormes. Um bio-reator pode fazer mais do que máquinas que custam milhões. Muitos dos maiores desafios do nosso tempo podem ser enfrentados com invenções biológicas: o plástico que se dissolve. Carne que não requer criação de gado e frango. Microorganismos como substituto de fertilizantes.
Para que possamos ver para onde seus pensamentos estão indo, se pensarmos em Star Trek e se pensarmos naqueles replicadores criando comida ou qualquer coisa do nada, isso pode ser uma espécie de imagem para o futuro que pode se tornar a quinta revolução industrial e com certeza essa quinta revolução industrial serão novamente as tecnologias emergentes da Quinta Revolução Industrial, criando novos produtos, criando as novas indústrias, e isso exigirá uma mudança de pensamento e liderança, isso exigirá novas, sim novas formas de trabalho, e todas essas mudanças que tivemos durante os primeiros quatro ciclos de revolução, significa que esse quinto também as terá, e novamente teremos que ter um propósito para isso, e o propósito sempre tem que ser humano.
No livro que publiquei em 2020 falei sobre a confluência das tecnologias, porém a Quinta Revolução pode ser uma espécie de Confluência Quântica Física Cibernética Biológica. O que você acha que a indústria 5.0 poderia ser?
Então muito obrigado por chegar até aqui, se você tiver algum comentário para que possamos debater esse tema, fique a vontade e ficarei feliz em ouvir sua opinião.
Fonte: LinkedIn