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8 DE FEV DE 2020

AS CIDADES E A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Até o final deste século, 9 bilhões de pessoas habitarão nosso planeta, com cerca de 6.3 bilhões vivendo em cidades. Isso pode parecer um pesadelo, mas, com vontade política suficiente, visão e criatividade, juntamente com algumas mu

2050 CIDADES AS CIDADES E ATRANSFORMAÇÃO DIGITAL ROGER MEDKE · 8 DE FEV DE 2020

Até o final deste século, 9 bilhões de pessoas habitarão nosso planeta, com cerca de 6.3 bilhões vivendo em cidades. Isso pode parecer um pesadelo, mas, com vontade política suficiente, visão e criatividade, juntamente com algumas mudanças políticas simples e práticas, podemos ser capazes de cocriar as cidades do futuro com a qual sonhamos.

As cidades sustentáveis, conectadas e otimizadas pelo uso da tecnologia, não são apenas um fenômeno global incontrolável, mas também a única solução para conter e reduzir as alarmantes repercussões ambientais e socioeconômicas que a urbanização terá em nosso planeta.

Todos os dias, mais de 180 mil pessoas se mudam do interior para cidade. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE, prevê que, até 2050, a população mundial atingirá os 9 bilhões de habitantes, dos quais 70% viverão em centros urbanos. Com as metrópoles já consumindo mais de 75% da produção mundial de energia e gerando 80% das emissões de gases de efeito estufa, muitas cidades optaram por reciclar e se transformar digitalmente, em resposta a alguns dos maiores desafios globais, como crescimento populacional, poluição, escassez de recursos, gestão da água e eficiência energética, tornando-se cidades inteligentes, as quais dependem de tecnologias de informação e comunicação e de Big Data para gerenciar de forma efetiva e sustentável tudo, desde transporte até uso de energia ou recursos hídricos, espaços públicos, comunicação com seus habitantes, e com objetivos únicos em reduzir o consumo de energia, reduzir as emissões de CO2 e aumentar o bem-estar de seus habitantes.

Um dos principais pilares de uma cidade inteligente é o seu compromisso ambiental, além dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS, aprovado pela ONU. Sensores em lâmpadas públicas para medir a qualidade do ar ou otimizar o consumo de eletricidade, a instalação de painéis fotovoltaicos em semáforos ou sinais de trânsito, monitoramento digital de recipientes para melhorar a coleta de lixo, medidores inteligentes de água, eletricidade, a promoção de veículos elétricos e ciclovias são apenas algumas das medidas reais já tomadas para reduzir o consumo de recursos naturais.

Interessante vermos que nos últimos 100 anos adicionamos cerca de 6 bilhões de pessoas no planeta e, devido a essa migração mais da metade da população mundial hoje vive nesses centros urbanos. Essas regiões serão as primeiras a abrigarem uma série de tecnologias digitais, carros inteligentes, sensores dos mais diversos tipos, que mudarão fundamentalmente todos os aspectos da vida humana.

As cidades ao redor do mundo enfrentam muitos desafios, como a competição global por talentos e investimentos empresariais, crescimento rápido e envelhecimento populacional, aumento das preocupações com a mudança climática, desigualdade econômica e a divisão digital, além de não acompanharem as inovações tecnológicas que mudaram as expectativas dos residentes com serviços governamentais móveis.

Para abordar esses desafios complexos e sistêmicos, as cidades devem arquitetar iniciativas de cidades inteligentes para conectar diferentes operações e processos em silos, começando com projetos menores em alguns departamentos que estejam focados e se mantenham crescendo, passo a passo, para um ecossistema de cidade unificada.

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Fonte: LinkedIn