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7 DE ABR DE 2025

Brasil e a Corrida Global da Inteligência Artificial: De espectador a protagonista

Em fevereiro/25, o Brasil conquistou um marco surpreendente: tornou-se o 4º país que mais utilizou ferramentas de Inteligência Artificial no mundo . Foram 468,6 milhões de visitas a sites relacionados à IA , representando 3,9% do tráfego gl

2050 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL Brasil e a Corrida Globalda InteligênciaArtificial: De espectadora protagonista ROGER MEDKE · 7 DE ABR DE 2025

Em fevereiro/25, o Brasil conquistou um marco surpreendente: tornou-se o 4º país que mais utilizou ferramentas de Inteligência Artificial no mundo. Foram 468,6 milhões de visitas a sites relacionados à IA, representando 3,9% do tráfego global.

Pode parecer apenas um número, mas por trás dele está o início de uma virada de chave. De consumidor passivo a explorador ativo. Por muito tempo, o Brasil foi visto como um usuário tardio de tecnologias de ponta. Lançamentos aconteciam lá fora, amadureciam na Ásia ou nos EUA, e só depois chegavam aqui. Mas o jogo está mudando. Esse dado de fevereiro é mais do que estatística: é um termômetro da curiosidade, da urgência e da busca por produtividade e inovação por parte de empresas, profissionais autônomos e estudantes brasileiros.

O que isso nos revela?

1. O brasileiro está ansioso: ChatGPT, Midjourney, Copilot, Runway... As ferramentas estão sendo exploradas em grande escala. Profissionais de marketing usam IA para criar campanhas. Programadores aceleram códigos. Os RHs estão automatizando processos. A IA deixou de ser “coisa de cientista” para se tornar parceira de trabalho.

2. Há uma sede por eficiência: Em um cenário econômico apertado, a Inteligência Artificial surge como uma alavanca para fazer mais com menos. O Brasil tem uma criatividade nata — e agora tem ferramentas para escalá-la.

3. Transformação digital em ritmo acelerado: O dado de 3,9% do tráfego global mostra que não estamos apenas acompanhando, estamos protagonizando essa transformação.

Mas... estamos prontos? Esse entusiasmo é poderoso, mas levanta um alerta: o uso é maior que a preparação. Ainda faltam políticas públicas, formação técnica, acesso igualitário e, principalmente, visão estratégica nas lideranças.

É por isso que tenho atuado diretamente nesse movimento, realizando capacitações de profissionais por meio de workshops em empresa, com foco em preparar equipes para o uso consciente, estratégico e produtivo da Inteligência Artificial no dia a dia. Mais do que ensinar ferramentas, o objetivo é criar uma mentalidade preparada para o novo — que entenda o potencial da IA, seus riscos, suas oportunidades e, principalmente, como integrá-la de forma ética e eficiente aos processos de trabalho. Porque de nada adianta termos acesso à tecnologia mais avançada, se não soubermos como usá-la para resolver problemas reais, gerar valor e impulsionar o futuro das organizações.

A IA não é apenas uma moda passageira. É uma revolução silenciosa que exige ética, governança e capacitação.

Um convite ao futuro, é: se o Brasil quiser transformar esse protagonismo digital em impacto econômico e social real, precisamos de mais do que visitas a sites: precisamos de integração, inovação local e políticas inclusivas. E a boa notícia? Estamos no ponto de virada.

Nunca foi tão barato aprender, experimentar e escalar soluções com IA. Cada profissional, empresa ou governo local que mergulhar nesse universo hoje, está construindo as bases de um Brasil mais competitivo, justo e inovador amanhã.

Fonte: LinkedIn