10 DE AGO DE 2021
Cidades Eficientes, Cidades Inteligentes ou Cidades Resilientes ?
Diante de um cenário complexo ao qual vivemos, e pra começar quero trazer alguns fatos positivos sobre o Mundo, ao qual relata o autor do Livro Factfulness lançado no Brasil, que tem como tema de só ter opiniões baseadas em fatos. No livro
Diante de um cenário complexo ao qual vivemos, e pra começar quero trazer alguns fatos positivos sobre o Mundo, ao qual relata o autor do Livro Factfulness lançado no Brasil, que tem como tema de só ter opiniões baseadas em fatos. No livro é possível vermos que o conhecimento que nós temos nem sempre corresponde à realidade. E o autor começa o livro fazendo uma pergunta. O que vocês acham que aconteceu com a pobreza absoluta na terra nos últimos 20 anos? … ela dobrou de tamanho? … ela continua a mesma? … ou a gente conseguiu reduzir a pobreza pela metade?
Bem, somente 5% dos que responderam essa pergunta nos Estados Unidos acertou a resposta. Na Europa e na Inglaterra foi um pouco mais alto, cerca de 9% das pessoas acertaram.
E a resposta certa é: nós reduzimos pela metade o índice de pobreza absoluta na terra nos últimos 20 anos
Se nos pegarmos os últimos 200 anos, 1819, cerca de 85% da população mundial vivia em pobreza absoluta. Atualmente o índice é 9,4% vivendo em pobreza absoluta. A redução foi drástica, concordam? Está bom? …não, ainda pode e devemos melhorar muito. Mas o fato é que realmente melhorou.
Outro índice interessante que o autor do livro traz, foi referente a mortalidade infantil até os primeiros 5 anos de idade, segundo o índice, que os países usam principalmente pra medir grau de desenvolvimento em educação, saúde, economia e uma série de outros indicadores.
Até 1965, cerca de 125 países eram considerados sub desenvolvidos baseados nesse índice. Atualmente são apenas 13 países.
Portanto, em todas as categorias analisadas pelo livro nós estamos melhorando, a terra está melhorando. Nós estamos evoluindo positivamente. O que acontece na verdade é que a mídia acabou virando um grande negócio neste século. O negócio é que se vende mais notícia ruim do que notícia boa. E podemos fazer uma meia culpa nossa também, porque muitos de nós fazem questão de compartilhar em grupos e redes sociais. Por isso que as fake news crescem muito rápido, porque nos gostamos de discutir o que é negativo.
Para contextualizar, em 1921, ou seja, a 100 anos atrás, a população mundial, era de 1,8 bilhão. Hoje, somos 7.8 Bilhões, ou seja, nos últimos 100 anos adicionamos cerca de 6 bilhões de pessoas no planeta. Só em 2021, é estimado pela UNICEF que nasçam um total de 140 milhões de crianças no mundo.
Nos últimos 100 anos realmente tudo mudou muito, o mundo passou a ficar mais urbano. Só pra termos uma ideia de grandeza, as cidades ocupam hoje cerca de 2% do território do planeta.
Bem, costumo dizer que, além de todas as mudanças globais, velhos problemas persistem e novos surgem a cada dia.
Segundo a ONU, em 2050 cerca de 67% das pessoas estarão morando nas cidades. Bem, isso pode quem sabe mudar ou ter um comportamento diferente pelo fato da pandemia ter mudado nossos hábitos bem como a descentralização de tudo, permitindo o trabalho remoto e outros fatores dos quais veremos.
As áreas consideradas urbanas no Brasil representam menos de 0,63% do território nacional e concentram 160 milhões de pessoas, ou seja, 84,3% da população brasileira. Estima-se que em 2050 teremos cerca de 92% das pessoas morando em cidades.
Bem, o nosso planeta tem cerca de 4.5 BILHÕES de anos, e nós seres humanos estamos aqui há somente 200 MILHÕES de anos, e nos últimos 200 anos nós realizamos as grandes modificações do planeta.
Porém, esse ano está sendo ainda um ano atípico devido a Pandemia…
… e falando em pandemia, se nós pegarmos a história das pandemias, a mais de 3.000 anos que a gente convive com pandemias, e as quatro últimas doenças que geraram pandemias como a peste bubônica, a varíola, a gripe espanhola e a cólera vem transformando e acelerando os nossos processos de mudança. Somente de cólera nós tivemos 07 (sete) pandemias.
A Revista The Economist colocou na capa de Maio/2020 como o ano em que a Terra parou. Será que no futuro a gente vai ver dessa forma? será que não vai ser o ano em que a Terra acelerou?
Bem, mas o que significa portanto uma Cidade Inteligente? Parte da perspectiva de que a tecnologia é fator indispensável para que as cidades possam se modernizar, e oferecendo serviços para melhorar a qualidade de vida do cidadão, ou seja, uma cidade inteligente pode ser considerara um ambiente que conspira a favor do cidadão !
O que está sendo feito?
1 - Desde a década de 80 nos EUA, devido a migração, começou-se a falar de Cidades Inteligentes.
2 - Nos últimos 30 anos isso evoluiu muito, um pensamento que passou de tecnologia para outras variáveis, não só tendências, mas conceitos para se colocar em prática.
Bem, o conceito portanto, depois de estudar muito sobre o tema, pude perceber em todos os projetos de cidades inteligentes ao redor do mundo estão fundamentados em pelo menos 3 (três) principais pilares.
O primeiro é ainda sim a tecnologia,
...não apenas Tech da Informação e Comunicação, mas agora a Internet de todas as coisas
O segundo é Orientado ao cidadão,
...na década de 80 era Tech/Tech, agora é a Tech pra resolver os problemas
E o terceiro é Foco em melhorar a qualidade de vida,
...é preciso ouvir para entender o que precisa ser melhorado
Mas Roger, CIDADES INTELIGENTES podem ser aplicadas em qualquer porte de cidade ?
- Sim, o conceito de por exemplo as SMART VILLAGES, ou de Bairros Inteligentes é um fenômeno que vem ganhando cada vez mais atenção e espaço.
Ex: de duas cidades pequenas, na ITALIA (13 mil/habitantes) e no CAIRO (12 mil/habitantes) estão se tornando cidades inteligentes. Na INDIA já existem mais de 20 projetos de bairros inteligentes em diversas cidades.
Mas Roger, PORQUE PRECISAMOS DE CIDADES INTELIGENTES?
1 - Pra resolver os problemas da migração urbana.
2 - Porque a sociedade está mais inteligente
3 - Porque os Milleniuns tem uma perspectiva diferente da Geração X, são conectados, multi-telas, eles querem co-criar as cidades, além de terem uma relação e sentimento de cidadão mais conectada com as causas sociais e sustentabilidade.
Portanto, é possível criarmos projetos para nossas cidades ficarem mais inteligentes e coloca-los em prática. Mas pra isso é preciso estimularmos e preparamos as cidades para as fases seguintes evolucionarias.
Dentre as fases, destaco as 4 (quatro) principais:
1 - DNA - As pessoas querem cidades melhores, elas não querem sair de suas cidades. A identidade governamental onde nós nos sentimos cidadão é a nossa cidade. Importante portanto definir qual é o DNA da Cidade, e a partir dele construir uma lógica, um storytelling.
2 - SIMPLICIDADE - Espere o momento certo para começar a fazer os grandes projetos e investimentos, porém comece pequeno e tenha visão de longo prazo.
3 - PARCERIA - Não pergunte quanta verba sua cidade tem para investir, mas o que ela pode oferecer em troca aos parceiros.
4 - PPPS - Implementar instrumentos inteligentes como as PPPs, são etapas de sucesso para fazer cidades inteligentes, e a prova disso são:
1 - Os mais de 50 contratos assinados que estão beneficiando cerca de 35 milhões de habitantes com investimentos da ordem de R$ 17 bilhões.
2 - E ainda, os mais de 422 projetos que estão em tramitação afim de beneficiar mais de 50 milhões de habitantes com investimentos estimados em R$ 36 bilhões. Portanto, é possível fazer, basta querer.
Dito isso, e com base nos últimos 12 meses, trago aqui três grandes tendências, que irão na minha opinião começar a mudar o perfil das nossas cidades.
#Localização, onde o engajamento comunitário, vizinho ajuda vizinho, o senso de solidariedade ficará cada vez mais evidente.
Bom, globalização e localização vão ficar cada vez mais fortes na nossa sociedade. Vamos continuar sim globalizados, mas dando um foco muito maior para o local. O fenômeno do lockdown e o distanciamento social mudou muito as nossas rotinas e hábitos pessoais e portanto as rotinas das cidades que impactaram diretamente o cidadão em todos os seus meios, e que agora passa a impactar o consumidor de todas as formas.
…por exemplo na Itália foi sancionada uma lei sobre micro mobilidade onde o governo italiano está oferecendo nas cidades com mais de 50.000 habitantes um subsídio de 50% de retorno sobre o investimento que você faça na micro mobilidade, comprar uma bicicleta ou um patinete.
Aqui em joinville fica a sede de uma Startup que está desempenho um ótimo trabalho, que é a Gomoov. Várias cidades estão adotando o projeto. Quem desejar conhecer melhor o projeto e quem sabe levar para sua cidade, é só acessar https://gomoov.app/.
…outro ponto que é muito provável, e já estamos passando e vivendo esse movimento de não mais voltar para os nossos escritórios da mesma forma que a gente trabalhava antes da pandemia, o que já é realidade no mundo todo, o Home Office ou o trabalho Híbrido. Porém, Israel começou a investir no que podemos chamar de Pocket Public Spaces (PPS), que são espaços públicos pequenos.
É uma tendência que já está sendo adotada por outras cidades mundo a fora, espaços de convivência, ou seja, isso mostra que vamos passar a usar mais o espaços externos, o espaço ao ar livre e trabalhar de casa.
Dito isso, essas novas formas de trabalhar trazem também pro consumidor um conceito muito forte de valorizar o local ou do quilômetro zero, ou seja, isso também faz com que o sentimento de vizinho que ajuda vizinho terá grande relevância, e portanto muita coisa pelo caminho muda, principalmente devido a nossa mudança de hábito. Faça uma pausa e pense, como era sua rotina a 12 meses atrás, e como está a sua rotina e das pessoas mais próximas nesse momento.
#Tecnologia de ponta aplicado ao cidadão, para resolver problemas.
A segunda grande tendência é a hiper tecnologia que também não é uma novidade nenhuma, porém o que muda agora é todo o processo da quarta revolução industrial que acelerou e vai continuar acontecendo. Porém para os governos, o foco será nas tecnologias que empoderem o cidadão, tecnologias que estejam diretamente relacionadas com o nosso dia-a-dia, as tecnologias que nos fazem de alguma forma passar a nos sentir parte, ou ter o senso de pertencimento nas cidades e também participar das decisões das políticas públicas.
Não é mais novidade que a transformação digital está em pleno acontecimento.
Porém a MATURIDADE DIGITAL está relacionada a entender os IMPACTOS DA TECNOLOGIA nos serviços do governo. As estratégias digitais em governo têm foco operacional na própria entidade, como o aumento da eficiência. Poucos trabalham para transformar o modelo de serviços do governo como um todo.
Portanto, é preciso ver as mudanças. Ser digital não é mais tendência, mas sim uma PENDÊNCIA.
A revolução digital redefiniu as EXPERIÊNCIAS DOS CLIENTES no setor privado, e os serviços ao cidadão devem portanto oferecer cada vez mais agilidade, simplicidade e conveniência, explorando o potencial dos canais digitais e gerar uma melhor experiência no uso também.
Nesta pesquisa, vejam o quanto a priorização do digital aumentou em 2021. Claro, o fator da pandemia com as restrições sociais bem como pela praticidade, facilidade, agilidade e comodidade que o digital proporciona aumentaram exponencialmente. Quem de nós não gostaria de poder resolver tudo pelo digital e remoto? Então isso mostra novamente o quanto precisamos estar atentos aos desejos do cidadão (no papel de governo) e seguirmos a digitalização do governo em todas as camadas.
A todo esse fenômeno, podemos dar o nome de tecnologias cívicas, os aplicativos em que o cidadão interage com a cidade, expressa o sentimento de cuidado, e para isso os governos precisam começar a se modernizar e se prepararem para essa nova era do Governo 2.0, Governo Digital e Descentralizado. Essa tarefa porém passa a ser um grande desafio para os governos, uma vez que isso exige inovar de forma rápida, implementar tecnologias, integrar os stakeholders, digitalizar os processos, quebrar paradigmas, mudar mentalidade e a lista poderia ficar mais extensa, mas paro por aqui.
... é nesse contexto que entra por exemplo o CityOpen, uma plataforma que interage com o cidadão e integra as secretarias digitalizando a jornada da interação, eliminando papel e deixando o governo mais ágil e digital. A plataforma está disponível hoje para teste aos 5.570 municípios. O projeto recebeu recentemente o Selo Gov Tech da Brazil Lab, uma aceleradora voltada para Startups com soluções para Cidades. Quem desejar pode baixar o aplicativo e testar, ou entrar no site cityopen.com.br e fazer contato direto.
Outro grande impacto que teremos no futuro em nossas cidades é do comércio eletrônico. Somente na questão das entregas espera-se que até 2024 a economia do Delivery gire em torno de U$ 44 bilhões de dólares, isso significa que as pessoas vão estar comprando cada vez mais no digital e as cidades terão o desafio de se adaptarem nesse processo de Transformação, porque iremos dividir as calçadas e ruas entre veículos, ciclomotres, carros e caminhões autônomos além dos elétricos, pedestres, bicicletas, drones e robôs (o que já realidade em algumas cidades mundo afora). Eis o desafio de re-criarmos portanto as infraestruturas para esse cenário. Cabe aqui aos planejadores olharem também para esse contexto e repensarem as cidades e seus projetos para essa harmonização.
Um interessante relatório publicado pelo Forum Econômico Mundial em abril de 2021, chamado de Pandemia, Pacotes e Vacinação Pública, prevendo o próximo normal para o ecossistema da última milha e pela crescente demanda por entrega de comércio eletrônico que resultará segundo o estudo em cerca de 36% mais veículos de entrega em cidades até 2030. No relatório é apontado que o Governo será o responsável por organizar e intervir essa última milha, quanto ao mobilidade e poluição nas cidades, dois fatores ligados a Meio Ambiente e Saúde. Bem, caberá aos planejadores de cidades, repensarem a arquitetura para as mudanças desta próxima década.
Bom, e a terceira grande tendência são as,
#Cidades-Estado, uma ascensão mundial das cidades de todos os portes ganhando cada vez mais voz e força.
Esse conceito de cidades-estado já vinha ganhando força, causadas pelo giro do ciclo de evolução da humanidade. Nós já tivemos cidades-estados anteriormente. Veneza por exemplo era uma delas. Mas o que iremos passar a ver agora serão as cidades começarem a ganhar mais pujança, ganhar em voz e mais força.
O Caso do BREXIT, quem se lembra foi bem recente, é um belo exemplo deste início de década.
Trazendo para modelos de cidades inteligentes, o caso de Barcelona onde a prefeita DA Colau anunciou o re-investimento em um projeto que já tinha iniciado algum tempo chamado super ilhas, que devolve ao cidadão o direito das ruas, diminui o número do fluxo de veículos nas ruas de Barcelona, ou seja, tende a diminuir a quantidade de carros que passam dentro dos bairros periféricos e centrais, e devolve realmente o espaço da rua de forma muito simples para os cidadãos,
… simplesmente com pinturas e colocação de playground, onde o investimento realmente é muito baixo.
... outro exemplo vem de Paris, onde a prefeita Anne Hidalgo que foi reeleita no último mandato para Paris, com um projeto muito interessante, chamado de 15 min, em uma Matriz de alta qualidade de vida social. Uma visão que foi desenvolvida no conceito de cidade ¼ de hora. Com a idéia de que podemos encontrar todas as funções sociais essenciais a 15 minutos de casa: comer, se divertir, encontrar um alojamento, trabalhar, educação e cultura. Eis aqui um ponto importante sobre como usar os dados de forma construtiva, bem, mas claro, se tiver dados. Estamos muito longe das cidades tecnológicas ainda, mas no entanto, dados ou seja, (informações) podem ser um grande indicador de necessidades afim de trabalhar em conjunto para resolver esses problemas e criar novas alternativas conjuntas para os maiores desafios, mas como fazer isso em nossas cidades analógicas?
Em outras palavras, esse conceito de cidade 1/4 de hora é a ideia de trazer para dentro do perímetro o limite da sua casa no máximo em 15min seja de bicicleta ou a pé para que você consiga ter acesso a todas as comodidades, funcionalidades públicas e sociais que você precisa, como a educação para os filhos, saúde, lazer, entretenimento e assim vai…
Particularmente eu gostei muita dessa concepção, e se fizer sentido, porque não fazer isso em nossas cidades?
Portanto, todo aquele conceito de cidades inteligentes que vimos sempre em uma visão macro, agora começa a vir para dentro do micro em vez de falar de cidades inteligentes, passaremos agora falar nas grandes cidades de inteligência nos bairros, trazendo um pouquinho do reflexo de uma cidade do interior. Isso vai mudar a forma como planejamos as nossas cidades, e com certeza vai mudar a forma de fazer políticas públicas. É muito importante lembrar que todo esse processo, o cerne dessa mudança é a inovação. A inovação precisa estar dentro do DNA das políticas públicas das cidades.
…lembrando que esse ano de 2021 iniciamos no Brasil, novo ciclo que começou para uns e recomeçou para outros, um novo ciclo de desenvolvimento, novo ciclo de planejamento, e é muito importante que todos esses conceitos de inovação e principalmente o conceito de Resiliência esteja dentro das políticas públicas das nossas cidades.
Nós estamos com certeza iniciando um novo paradigma, o paradigma do super local e do hiper tecnológico e isso vai trazer pra gente um novo conceito inclusive de economia 4.0 e da Sociedade 5.0, do qual já falei em outro artigo e trago no livro, ao qual não irei me ater aqui.
A idéia é que a partir de agora a gente comece repensar as nossas cidades de forma diferente, de forma mais participativa, realmente trazendo pra dentro de todo esse processo que realmente conta, os stakeholders, os atores da cidade, a chamada hélice quíntupla (antes tínhamos o conceito da tríplice hélice) mas agora passará ser chamada de hélice quíntupla, os atores, que são governo, iniciativa privada, academia, universidades, escolas, ou seja, toda a parte educacional, os empreendedores sociais, que entram nesse espaço onde o governo acaba não conseguindo assistir, e por último e tão importante quanto o cidadão, a sociedade civil organizada.
Portanto, reforçando que no capítulo 7 do livro do meu livro, eu falo das cidades e a transformação digital sobre os conceitos de pensar a cidade na forma colaborativa (O cityOpen é resultado disso), e diante de tudo isso que vimos e sob a óptica de vários conceitos sobre cidades inteligentes, na minha visão e entendimento ainda, mesmo diante do cenário que estamos vivendo, “uma cidade inteligente parte da perspectiva de que a tecnologia é fator indispensável para que as cidades possam se modernizar e oferecer serviços para melhorar a qualidade de vida do cidadão.
" Em outras palavras, uma cidade pode ser considerada inteligente quando o ambiente conspira a favor do cidadão
E o que muda desse conceito pra agora nada, na verdade os conceitos que antes era somente baseado em tecnologia, as cidades classificadas cidades inteligentes como Nova Iorque, Londres, Barcelona acabaram sendo pegas despreparadas na pandemia, e aquilo que era a parte mais importante do projeto a inteligência passou, a não ser tão estratégico quanto a Resiliência, e essa é a nova palavra de ordem dentro do nosso mundo, ecossistema de cidades inteligentes e também em nosso dia a dia na vida.
E baseado nisso tudo, o meu propósito junto com o Eficiente Cidades, a Universidade, o Inovaparq e o Iotlivelab é poder juntos contribuirmos como agentes de transformação no papel, tanto de cidadão quanto entidade e também como empreendedores juntos, afim de ajudarmos a repensar políticas e soluções públicas com a Inovação no centro do pensamento para que possamos construirmos as cidades do futuro que sejam mais Eficientes e Resilientes.
Espero que tenha feito sentido, e vamos juntos nessa jornada.
Fonte: LinkedIn