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28 DE AGO DE 2017

Conhecimento para o Futuro: Cidades e Comunidades Inteligentes

Como estamos lidando com o processo de transformação digital eu gostaria de dizer que não considero uma continuação do modelo atual mas sim haverá uma disrrupção voltado para o meio de cidades, comunidades, escolas, saúde, educação e segura

2050 CIDADES Conhecimento para oFuturo: Cidades eComunidades Inteligentes ROGER MEDKE · 28 DE AGO DE 2017

Como estamos lidando com o processo de transformação digital eu gostaria de dizer que não considero uma continuação do modelo atual mas sim haverá uma disrrupção voltado para o meio de cidades, comunidades, escolas, saúde, educação e segurança.

É bom salientarmos que Comunidades Inteligentes vão além das chamadas Smart Cities.

Como construir comunidades inteligentes

Primeiro precisamos entender que são pessoas, que formam as comunidades, em nível de organização coletiva e social e empresas formadas por sociedades empresariais são geridas por pessoas e comunidades estão distribuídas de várias maneiras e são esses tipos de comunidades que acabam tomando decisões sobre tecnologia.

Para tanto, existem alguns pilares importantes para gerar benefícios, benefícios esses para quem ? Para as pessoas, para o cidadão. Techniques pelo techniques não da conta de resolver alguns de nossos problemas. Quem não gosta de usar um aplicativo para andar no trânsito e chegar mais rápido ao seu destino, quem não gostaria de ter decisões mais assertivas, melhor qualidade de vida, economizar recursos, e é nesse sentido que começamos a falar de um grande conjunto de aplicações para o ambiente social.

Dada a revolução industrial, dado o crescimento populacional vivemos a virada da população do Rural para o Urbano. A ONU aponta que em 2050, 89% da população viverá em cidades, e no brasil esse número chegará a 85%, e com isso o crescimento desordenado das cidades irão gerar imensos problemas, além dos atuais já causados, e não há mais condições e tempo se não agora para repensarmos as cidades, replanejamos as cidades que vivemos, pois já está se criando a insustentabilidade desse modelo que se acabou criando. 

Um novo paradigma deve ser considerado nos planejamentos urbanos, na definição de uso e ocupação do solo, na criação de planos diretores, as políticas públicas feitas. A gestão municipal com o engajamento do munícipe cada vez mais partindo da democratização da informação e da transparência que são as palavras chaves para as novas gestões (Colaboração e Transparência). Um novo paradigma que já está sendo comentado é a Gamificação e Realidade Aumentada na Gestão pública, falarei sobre isso em um outro artigo.

Começo a pensar que não estamos preparados para a transformação digital em um mundo em que o volume de informação passa a não ser mais um problema, temos informações com viés espacial muito forte, de sistemas como GIS (Geographic Information System), infraestrutura de dados espaciais, Big Data, Analytics, A.I e penso que temos um imenso caminho a trilhar porque todas as ações estão no início do que elas podem ser. É nesse sentido que podemos começar a pensar qual é o limite do que iremos fazer.

Quando falamos de A.I - Artificial Intelligence, começo a pensar no conjunto da A.I aplicada a IoT - Internet Of Things se conectando com o mundo, com o Big Data, BI, GIS, colocando isso em realidade aumentada fazendo a Gamificação e colocando isso como Política Pública. Nesse sentido penso que vivemos uma ERA que haverá plataformas, aliás já vemos algumas, capazes de gerar a integração de muitas tecnologias feitas de maneira tão intuitiva, de maneira tão inovadora, sendo capaz de gerar o fim da Fraudes, da Corrupção, aumento das arrecadações, capacidade de engajar a sociedade e gerar o que todos nós queremos (cidadão) melhoria da qualidade de vida com sustentabilidade.

Existem metas e indicadores inclusive publicados pela ONU na agenda 2030, que são os objetivos do desenvolvimento sustentável, os chamados ODS, que tem marcos para serem alcançados estes de níveis globais, para o ano de 2030, sendo 17 indicadores, 17 temas a serem alcançados e algumas cidades no mundo já estão buscando isso em conjunto com seus países, e eu não vejo a capacidade de alcançar esses objetivos de maneira sustentável e significativa sem as premissas tecnológicas, por isso o foco não está somente na tecnologia, (inclusive postei no artigo anterior que, a tecnologia é apenas o meio), o foco está no uso das tecnologias com o nosso nível de participação e engajamento para melhorar a vida daqueles que tem o descompasso dos próprios ODS, e é nesse sentido que eu aqui afirmo e coloco ênfase que a Cidade é o ponto do encontro, a Cidade é por definição o Nó, tanto pelo encontro das pessoas, quanto dos problemas que precisam ser desfeitos.

Quem consegue pensar nesse tipo de cidade (da imagem acima), aspectos ambientais, aspectos econômicos, aspectos sociais, veja que temos que lidar com esse nível de complexidade de realidade para tomada de decisão o tempo todo. É isso que tenho estudo nos últimos 12 meses e me faz acordar todo dia e pensar como eu posso fazer algo para transformar essa realidade e melhor a vida dessas pessoas, que por sua vez passam a ser a grande maioria da população no mundo, vivendo em ambientes que estão se tornando caóticos.

Para falar de Cidades Inteligentes, não cabe aqui entrar no detalhamento da concepção de cidades, que em si já muito complexo muito menos o que é inteligência, mas o que há é um consenso de Cidades Inteligentes se ela for nas três dimensões de inteligência.

A nova ERA das cidades inteligentes evoluem na direção de uma forte integração das três dimensões da inteligência.

1 - Humana - A Dimensão de que é preciso ter pessoas para pensar e refletir sobre isso.

2 - Coletiva - Comunidades feita por pessoas capazes de ser inteligentes, e,

3 - Artificial - Onde a tecnologia volto a reforçar é um dos tripés.

Na tecnologia podemos aliar o conceito da conectividade, da competitividade, sustentabilidade, engajamento que passa por esse arranjo de organizações e pessoas.

Algumas entrevistas das quais eu assisti, perguntas como, Cidades tecnológicas não vão se tornar muito frias, impessoais, e as respostas são que, se estivermos partindo para esse caminho não é o que se espera das Smart Cities, porque elas são feitas para comunidades e ambientes inteligentes que devem levar em consideração o básico do Tripé da sustentabilidade que é: 1 - Economicamente viável, 2 - Socialmente justa e, 3 - Ambientalmente correta. Não é simples, mas se não tiver esses pilares a cidade não pode ser considerada uma cidade inteligente. Existem alguns projetos em cidades pequenas que estão fortemente aplicadas no estudo de desenvolvimento de intelectual local com menos de 5 mil habitantes, para formar ali os novos professores, os novos gestores, os novos prefeitos, novos governantes da comunidade, e seria nesse conceito de cidade que terá o viés de sustentabilidade.

Não somos capazes de pensar em todas as possibilidades da adoção das tecnologias disponíveis para um ambiente de Smart Cities. Imagem hoje o mundo das Startups, os novos Apps que surgem a cada dia para resolver problemas pontuais, tudo isso vai criando conexões que gerarão uma disrrupção na maneira como cuidamos dos espaços públicos. Aqui friso o exemplo do UBER (o que mais tem sido citado junto a outros como o AIRBNB...), é que ele gerou a desmaterialização do valor do bem veículo, hoje conseguimos não ter o veículo e usá-lo apenas quando precisamos, pagar pelo uso, outro como o BlaBlacar em que você começa a gerar o compartilhamento do seu veículo, agora imagem isso, esse tipo de aplicações sendo replicadas para o serviço público, de ações e ativos públicos, esse conceito de não ter a posse, o uso desperdiçado, e é isso que muita gente está querendo trazer como foco na solução pontual e vai se criando uma teia de soluções e ainda iremos ser surpreendidos com o que ainda está por acontecer nos próximos anos.

Bem, em se tratando de conhecimento para o futuro, uma das habilidades que mais será demandada é a Criatividade, porque ainda não está pronto tudo o que ainda pode se fazer, não é uma evolução continua, então quem primeiro conseguir captar e pensar fora dessa linha de atenuidade estará preparado já para um novo paradigma.

Um caso muito citado de exemplo para planejamento de Smart Cities é Barcelona, que reune um dos maiores e melhores congressos de Smart Cities do mundo, começa a discutir isso. Primeiro que a cidade é um tecido tão complexo que é preciso compreendê-lo partindo das pessoas, as informações que elas geram interagindo com o mundo, como é possível compreender essas conexões, o momento do IoT, como é possível gerar espaços públicos revitalizados suportados por uma infraestrutura sem perder a capacidade da sustentabilidade ambiental, passando a ser apenas um dos métodos de como pensar e conectar aspectos de uma cidade inteligente. Então fica menos complexo quando vamos olhar para mobilidade por ex: de um espaço urbano é preciso levar em consideração, conhecer o fluxo atual, meses alternativos, o impacto de uma interação sobre outra, ou seja, conseguir pensar e redesenhar os espaços públicos, e isso só é possível com o uso da tecnologia.

Quanto se fala em redesenhar os espaços públicos, é porque o modelo atual foi desenhado com base em outros paradigmas, e não para o atual nível de tecnologia e engajamento do cidadão nos dias atuais. Imaginem se fosse possível conseguir consumir de maneira muito simples todas as informações a fim de tomar uma decisão de desing para o ambiente urbano. Isso já é realidade em uma parte da cidade de Barcelona, conforme publicação - Mobilidade Urbana Sustentável, dentre outros exemplos que poderia citar aqui adotadas no mundo.

Acredito que pensar em Smart Cities, ainda estamos bem no início, no momento de pensar nos gatilhos tecnológicos, com componentes mais avançados, outros muitos recentes, e veremos em breve uma nova revolução de convivência dos espaços urbanos.

Fonte: LinkedIn