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1 DE FEV DE 2020

CRIANDO UMA VISÃO

Não é mais novidade saber o quão importante é nos prepararmos para essa onda de transformação digital que está em curso, sobretudo pelas tendências, a confluência das tecnologias disruptivas e a velocidade exponencial com que tudo isso vem

2050 CIDADES CRIANDO UMA VISÃO ROGER MEDKE · 1 DE FEV DE 2020

Não é mais novidade saber o quão importante é nos prepararmos para essa onda de transformação digital que está em curso, sobretudo pelas tendências, a confluência das tecnologias disruptivas e a velocidade exponencial com que tudo isso vem acontecendo diante dos nossos olhos. Em meu livro Também evidenciar o quanto é necessário buscar a preparação, novas habilidades e mudança de mindset, principalmente para nossas empresas estabelecidas no Brasil que precisam se transformar digitalmente para permanecerem competitivas na era digital. O primeiro passo dessa jornada de transformação digital é criar uma visão clara de como a empresa e as pessoas se envolverão melhor com seus clientes para manterem seus negócios relevantes, vencendo os desafios de um mundo que agora passa a ser vivo, onde muda tudo o tempo todo e o futuro passa a ser de muitas incertezas.

No entanto, realmente é um grande desafio principalmente para a maioria das empresas e dos indivíduos, porque é latente a necessidade de desapegar da era industrial e migrar para a era digital, e isso envolve mudança de cultura, tanto a cultura social quanto empresarial, e sem uma visão digital clara, as empresas não podem projetar uma estratégia de negócios coerente e executável, muito menos encorajar seus indivíduos para tal engajamento e alinhamento para embarcar nessa jornada.

Um estudo foi iniciado em 2015 pelo Centro Global de Transformação de Negócios Digitais - DBT Center, que é uma iniciativa conjunta da escola de negócios IMD da Suíça, e da Cisco, no qual produziram um relatório muito interessante chamado Digital Vortex, em que colo- cava setores como bancos e telecomunicação bem próximos ao centro do vortex – imagine um vortex como sendo um furacão. As conclusões do acompanhamento do processo, apresentadas em junho de 2017, confirmaram que o vortex está realmente acelerando, e claramente, ao vermos o estudo, é possível perceber que todas as indústrias têm variações bem distintas no processo de aceleração, e as indústrias que estão mais próximas do centro do vortex são as que enfrentam a maior perturbação, enquanto os efeitos ainda são leves nas bordas externas, uma vez que os modelos de negócios e as cadeias de valor são digitalizados o máximo possível dentro desse estudo.

Na medida que um setor da indústria se aproxima do centro, o processo de disrupção, de transformação naquele setor, é exponencial, e não mais linear como estamos acostumados a ver tais fenômenos. Ainda no relatório é possível ver que apenas dois anos após o início do estudo, todas os setores da indústria acabaram se aproximando do centro do vortex, se concretizando no mundo real e físico, ao vermos a indústria da mídia e entretenimento, que teve seus produtos e serviços digitalizados ao máximo ofertando-os como streaming – na música, o Spotfy; em videos, o Netflix.

Várias podem ser as reflexões ao vermos esse cenário se concretizando, e uma delas é que a disrupção provocada pela transformação digital afetará de forma mais intensa e bem mais rápida todos os setores da indústria, criando novos modelos de negócios. Porém, muitas indústrias ainda estão relutantes em reconhecer esse cenário.

Muitos executivos consideram que, como seus setores são retardatários na adoção de novas tecnologias, os chamados Late Adopters, estarão a salvo, e que as transformações só virão quando eles já estiverem aposentados. Ao olharem para seus concorrentes, percebem que eles também estão aparentemente estagnados. Porém, esse é um perigo que eu não gostaria de correr, pois esses são sintomas de uma falsa sensação de segurança, o que consolida seus pensamentos de que “essa tal transformação digital não os afetará tão cedo”. Sinto dizer, mas estão completamente equivocados em sua percepção, ao vermos por exemplo o setor hoteleiro ser balançado por uma startup como o Airbnb, assim como o Uber, que mudou toda uma indústria de táxis que imperava há décadas em apenas três anos.

Ainda para entender esse fenômeno, é preciso um alto nível de agilidade. Para sobreviver nesse mundo que é vivo, ao vermos quando a mídia e o entretenimento estão à frente da tecnologia. Praticamente todos os tipos de mídia sofreram grandes disrupções, principalmente nos últimos dois anos. Essas mudanças vêm se desenvolvendo tecnologicamente, com transformações nas preferências dos consumidores e fortes pressões de novos concorrentes no mercado, e diga-se de passagem, concorrentes digitalmente ágeis. 

Seu negócio ou você estão preparados para o Século XXI?

Fonte: LinkedIn