15 DE JUL DE 2019
Desafios e Oportunidade na era Digital
Os registros históricos da globalização revelam que as quebras de paradigmas na economia mundial, provocada por mudanças tecnológicas que a partir de 1990 começou a mudar de forma mais exponencial, impactam no desempenho e no comportamento
Os registros históricos da globalização revelam que as quebras de paradigmas na economia mundial, provocada por mudanças tecnológicas que a partir de 1990 começou a mudar de forma mais exponencial, impactam no desempenho e no comportamento da humanidade, provocando um distanciamento entre as tecnologias, as pessoas, os negócios e ainda mais da administração pública e na vidas das pessoas. Nesse sentido, as revoluções tecnológicas se apresentam como fator determinante para fomentar transformações profundas nas sociedades, especialmente nas dimensões econômica, social, política e cultural.
O nível de compreensão da população, dos empresários, gestores, servidores públicos e dos integrantes da comunidade acadêmica sobre a necessidade e a importância de preparar o Brasil, em termos de recursos humanos, conhecimento, infraestrutura e estímulos tributários, para fazer parte do seleto grupo de Estados-nações que vão poder se beneficiar da onda de inovação e utilização de tecnologias de informação e comunicação também é muito baixo.
Apesar de várias tentativas dos patamares de usabilidade das tecnologias para aumentarem performance e produtividade, os negócios e ainda mais radical as politicas públicas estão cada vez mais longe das pessoas e muito mais distante de onde as tecnologias estão agora. Vejo isso como uma oportunidade revolucionária na condição de empreendedor, negócio ou empresas, em ajudarmos a diminuir essas distâncias que as tecnologias estão dos indivíduos, dos próprios negócios, da sociedade, dos governos e de nós mesmos.
É preciso alerta máximo que para como nação o Brasil possa se beneficiar desse inexorável mundo novo será necessária a realização de mudanças estruturais e culturais na gestão pública, conectando-a com a sociedade, por meio da utilização intensiva das inovações já desenvolvidas e em desenvolvimento, geradas pela4ª revolução tecnológica.
Ao ver para o gráfico, na qualificação como empreendedor, negócio ou empresas, precisamos dar um salto monumental, necessitamos literalmente passar a frente dos indivíduos em sua capacidade de pensar e usar a tecnologia, e isso não será trivial, e novamente afirmo que esse será o maior desafio da transformação digital, ao termos que voltar a liderar as pessoas novamente, depois de praticamente quinze anos quando as pessoas é que estão liderando o uso do digital em relação as empresas.
A transformação digital é sim um processo de transformação de pessoas dentro das organizamos e em parte de pessoas fora da organização, e isso inevitavelmente trata-se de um processo cultural, a criação de uma cultura digital, uma cultura que tenha criatividade, inovação, empreendedorismo, que não tenha aversão a risco, mas tudo isso também com base de dados reais, e ai olhando para nossos negócios já deveríamos ter dados suficientes para pensar em forma de rede, para olhar o mundo de uma forma digital, de uma forma quantificada e isso realmente seria jogar um grande jogo, ou seja, como eu uso dados do mundo de fora para mudar os negócios internamente, isso vale tanto para o setor privado quanto para o setor público.
Nas organizações em todos os seus meios e extremos estamos falando de design e estratégia de negócios, das tecnologias que afetam os negócios e de pessoas que criam e são parte da cultura. Pessoas que são os fatores de uso das tecnologias que são modificadas do ponto de vista pelo seu comportamento pelas próprias tecnologias e tecnologias que habilitam a organização, o design e a estratégia dos negócios.
Quando colocamos isso em um cenário mais amplo, as pessoas e seus comportamentos trazem a tona novos processos que precisam ser governados e esses processos ou já são pré habilitados por tecnologias ou precisam de tecnologia para serem habilitados e ai novamente voltamos para nossa capacidade de desenvolver software, de entender de tecnologia como um motor estratégico dos negócios, associados ao que as pessoas são capazes de fazer e a cultura tecnologia digital das pessoas na nossa organização.
Tenho visto e percebido que em algumas empresas pelas quais tenho cruzado, organizações que estão tentando fazer uma transformação digital, porém, primeiro com práticas e métodos completamente analógicos, hierárquicos e segundo estão tentando fazer transformação digital com pessoas completamente analógicas que não querem por varias razões serem digitalizadas, e ao meu ver tem tudo, mas praticamente tudo pra não dar certo, porque os processos no coração da organização precisam ser digitais e em rede para que ela possa se transformar em um negócio que é percebido por seus clientes e usuários, executado internamente como um negócio verdadeiramente digital.
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Fonte: LinkedIn