Artigos

23 DE DEZ DE 2018

ENTENDENDO A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Quero aqui dividir com vocês uma interessante transformação que está em curso e que mudará radicalmente o mundo, alias, já estamos sentindo os efeitos dessas mudanças. Praticamente todos os setores sofrerão disrupções. Não é som

2050 FUTURO ENTENDENDO ATRANSFORMAÇÃO DIGITAL ROGER MEDKE · 23 DE DEZ DE 2018

Quero aqui dividir com vocês uma interessante transformação que está em curso e que mudará radicalmente o mundo, alias, já estamos sentindo os efeitos dessas mudanças. Praticamente todos os setores sofrerão disrupções. Não é somente uma mudança tecnológica, mas é principalmente uma mudança de mindset. Precisamos entender que a mudança do nosso Mindset é extremamente importante para entender esse novo século e como ele vem se moldando, e para acompanharmos essa evolução, temos que mudar nossa maneira de pensar de local e linear para EXPONENCIAL e GLOBAL.

A transformação digital é um processo em que as novas organizações, e até mesmo as já estabelecidas, deverão ser submetidas, desafiando e melhorando o seu modelo de negócio atual e encontrando novos paradigmas. Não se trata somente de interligar os clientes e o seu negócio, mas também utilizar informação das “coisas” (things – dispositivos, sensores, etc.) em seu benefício, melhorando a fórmula das suas receitas (incluindo serviço, personalização e inteligência) e obtendo uma maior eficiência operacional.

Essa introdução irá estabelecer rapidamente um amplo entendimento e uma estrutura para a definição de um programa de transformação digital bem-sucedido para acompanhar essa evolução. Quero poder ajudar você evoluir para extrair o máximo valor das novas tecnologias exponenciais e dos novos modelos de negócios, fazendo com que seja possível que você adquira habilidades para elaborar um roteiro para sua estratégia digital, e passando a coloca-la em prática em seu negócio, empresa ou até mesmo incentivando-o a empreender e criar seu próprio negócio.

Bem, para isso necessitamos falar sobre INOVAÇÃO DISRUPTIVA, mas o que é inovação disruptiva? Bem, I.D. (inovação disruptiva), introduzem novos benefícios ao mercado, com maior simplicidade e conveniência de uso, e também menor custo. Estas inovações colidem diretamente com os produtos e serviços existentes, pois a maioria das empresas não está preparada para enfrentar modelos de negócio diferentes do que consolidou ao longo de décadas de sucesso. Além disso, por estarem engessadas em seus modelos mentais e presas aos processos que a levaram a essas posições sólidas, custam a perceber a mudança no mercado, subestimando as inovações disruptivas. As I.D. ilegais, simplesmente não são regulamentadas, exatamente por serem disruptivas. A maioria das empresas estabelecidas tentará se proteger buscando solução na legislação vigente.

Bem, mas o que está acontecendo com o mundo que conhecemos, onde tudo parece estar de cabeça para baixo. Bom, aqui trado alguns estudos de casos:

1 - Em menos de 3 anos o UBER mudou a matriz de mobilidade urbana no mundo. Foi um movimento rápido e transformador. Mudou hábitos e conquistou um grande número de usuários. No início de 2016, valia mais de 60 bilhões de dólares, valor maior que a da veterana GM. Em outubro de 2018, a Uber Technologies Inc. foi informada pelos bancos que poderia ser uma empresa de US $ 120 bilhões quando se tornar pública. Essa avaliação de olhos arregalados foi esboçada para a empresa pelo Morgan Stanley e pelo Goldman Sachs Group Inc.

2 - A imensa base de clientes do WhatsApp, no final de 2015, já havia chegado a 900 milhões de usuários ativos por mês, mais que qualquer operadora de telefonia móvel do mundo. Em fevereiro de 2018, o de usuários ativos passou a marca de 1,5 bilhão de usuários ativos, gerando cerca de de 60 bilhões de mensagens enviadas todos os dias. As informações foram anunciadas por Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.

3 - A Tesla vai mudar o setor elétrico e não somente fazer um carro autônomo. Com valor de mercado de mais de U$ 50 bilhões atuando em 0,1% da indústria automotiva vale mais que a centenária Ford. Modelo que começa a influenciar outras montadoras ao redor do mundo, criando um novo campo de batalha entre montadoras e empresas do vale do silício. Em 03/12/2018, o valor de mercado da Tesla segundo Macrotrends LLC, é de U$ 61,8 Bilhões. A GM está avaliada em U$ 53; A Ford em U$ 37 Bilhões.

4 - Mas muita mais coisa vai acontecer. Em 5 anos o motor a combustão interna será antieconômico;

5 - Não temos mais problemas em fazer as coisas, tudo pode ser feito. O limite hoje é imaginar o que pode ser feito;

6 - O Google está evoluindo de um mundo em que o mobile ocupa o primeiro plano para onde a Inteligência Artificial vem antes de tudo. O carro autônomo do Google pode ainda não ser visto como uma ameaça a indústria de seguros de automóveis, e a possibilidade de se colocar sensores em objetos permite transformar uma indústria de vendas de equipamentos em prestação de serviço de locação e manutenção;

7 - A era dos robôs está chegando. As máquinas destruirão milhões de empregos no futuro, isso é fato. Pesquisas da Oxford University concluiem que 47% do emprego total nos Estados Unidos estão ameaçados. Segundo o World Enconomic Forum, que em 2020, 1,4 milhões de novos empregos serão criados, 65% das crianças em idade escolar hoje, irão trabalhar em empregos que não existem. Estudo realizado pela comissão de justiça e economia analisa 60% das ocupações atuais têm pelo menos 30% de atividades que podem ser automatizadas. A PwC sugere que 30% dos empregos estão ameaçados pela automação, os principais serão a indústria 46%, armazenamento e transporte 56% e varejo 44%. E a Mckinsey define no seu estudo que 400 a 600 milhões de empregos poderão ser automatizados. A tecnologia irá substituir grande parte de funções, as próprias tarefas executivas começam a sofrer risco. As empresas digitais vão demandar 50% menos trabalhadores em processo de negócio e 500% mais funcionários nas empresas digitais do que nos modelos tradicionais. Para isto, as geladeiras vão pedir gêneros alimentícios, os robôs vão registrar isso e os drones vão entregá-los em nossas portas, eliminando a necessidade de funcionários nos mercados e motoristas para fazer entregas.

Estamos entrando na Quarta revolução industrial: Uma analogia talvez seja útil aqui. Durante a primeira onda da revolução industrial, as fábricas dependiam de fontes fixas de energia, primeiro, da energia hidráulica produzida pelas rodas d’água localizadas ao longo dos rios e, mais tarde, da energia a vapor, oriunda de máquinas que queimavam carvão.

Embora essas fontes de energia tinham possibilitado o surgimento da produção em massa, elas também enfrentavam graves limitações. De início, impunham a localização das instalações e limitavam a capacidade de produção. Além disso, como as rodas d’água e as máquinas a vapor exigiam que todos os equipamentos da fábrica fossem ligados a um eixo de transmissão central, um único motor extenso que impulsionava todas as máquinas, essas fontes de energia também ditavam o projeto das fábricas e os métodos de trabalho. Com a eletrificação das fábricas em fins do século XIX, tudo isso mudou. A energia elétrica eliminou todas as limitações que até então haviam definido as características das fábricas. Agora, as máquinas podiam ser arrumadas na ordem do fluxo sem restrições de centenas de anos que se impunham aos projetos das fábricas, que simplesmente não conseguiam ver a possibilidade diante de seus olhos. Coube às novas empresas geradoras de energia elétrica, as startups da era da eletrificação, pregar a inovação na manufatura. Essas novas empresas emprestavam motores elétricos, de graça, às fábricas, apenas para que experimentassem a nova tecnologia. Já na década de 1920, um novo ecossistema de fábricas, trabalhadores, engenheiros, produtos e negócios já tinha tomado forma, tudo em torno da energia elétrica. Hoje, nossas nativas digitais (como Google ou Amazon) são as geradoras de energia elétrica no começo da era da eletrificação. Se a eletrificação foi transformadora, ao mudar as restrições fundamentais na manufatura, o impacto da era digital é ainda maior, por alterar as restrições sob as quais operam praticamente todos os componentes da estratégia de negócios.

As tecnologias digitais mudaram a maneira como nos conectamos com os clientes e lhes oferecemos valor. Muitos de nós crescemos em um mundo em que empresas transmitiam mensagens e forneciam produtos aos clientes. Hoje, porém, a relação é muito mais interativa e de mão dupla.

Em suma, um processo de transformação digital é cerca de 10% algoritmo e programação, 20% tecnologia e TI mesmo e 70% é gestão e processos. 

Fonte: LinkedIn