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1 DE NOV DE 2019

Estágios do financiamento em STARTUPS

Cerca de 1.500 novas empresas são fundadas todos os dias , nos EUA.

2050 STARTUPS Estágios do financiamentoem STARTUPS ROGER MEDKE · 1 DE NOV DE 2019

ECOSSISTEMA AMERICANO

Cerca de 1.500 novas empresas são fundadas todos os dias, nos EUA.

No entanto, apenas uma fração dessas atividades empreendedoras acabará operando em grande escala. Com muitas dessas empresas impulsionadas pelo financiamento de capital de risco, como os investidores fornecem o dinheiro - e conseguem um pedaço da torta de inicialização?

Financiamento Pré-Semente

Na rodada de financiamento pré-semente, o (s) fundador (es) lança sua ideia de negócio para potenciais investidores. Normalmente, são amigos, familiares, investidores anjos ou empresas de capital de risco pré-semente .

Como provavelmente ainda não há dados de desempenho ou dados financeiros positivos para mostrar, os potenciais investidores devem se concentrar em dois recursos principais: a força da ideia e a equipe.

O principal fator em nossa tomada de decisão é sempre a equipe fundadora [...] é isso que o sucesso vive ou morre neste setor: a capacidade dos fundadores de tomar decisões muito rápidas e boas.

Capital da Primeira Rodada

Nesse estágio, o nível de risco e o retorno potencial são os mais altos.

Financiamento semente (Seed Money)

Após os estágios iniciais, ocorre o financiamento inicial - a primeira rodada oficial de financiamento para muitas empresas. Os empreendedores usam os recursos para testes de mercado, desenvolvimento de produtos e atualização das operações.

A essa altura, os investidores geralmente buscam a capacidade da empresa de solucionar uma necessidade de clientes de maneira a obter um ajuste no mercado do produto. Nesse estágio, idealmente, também há algum nível de tração ou adoção do consumidor, como crescimento do usuário ou da receita. O nível de risco ainda é bastante alto aqui, então os investidores tendem a ser investidores anjos ou capitalistas de risco.

Financiamento em série

Em cada série de financiamento, a startup geralmente arrecada mais dinheiro e aumenta sua avaliação. Aqui está o que os investidores tendem a esperar em cada rodada:

Empresas de private equity e banqueiros de investimento são atraídos pelo financiamento da série C, pois ele tende a ser muito menos arriscado. Nos últimos anos, as startups permanecem privadas por mais tempo. Por exemplo, o Uber obteve financiamento da Série G e financiamento de dívida antes de abrir o capital.

Oferta pública inicial

Quando uma empresa é grande e estável o suficiente, pode optar por abrir o capital. Um banco de investimento comprometer-se-á a vender uma certa quantidade de ações por uma certa quantia de dinheiro.

Se o IPO der certo, os investidores lucrarão e a reputação da empresa aumentará - mas, se isso não acontecer, os investidores perdem dinheiro e a reputação da empresa sofre um impacto.

Veja como os valores de exemplo de investimento são divididos em cada estágio:

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O funil de capital de risco

Qual a probabilidade de uma startup passar por todo o processo? Em um estudo com mais de 1.110 empresas de tecnologia de sementes nos EUA, apenas 30% saíram por meio de um IPO, fusão ou aquisição (M&A).

As empresas que atingem uma avaliação privada de US $ 1 bilhão ou mais, conhecidas como unicórnios, são ainda mais raras, com apenas 1%.

Em cada estágio, a seleção natural ocorre com menos empresas avançando. Aqui está uma olhada em todo o funil, com a “segunda rodada” geralmente correspondendo a um estágio da série A, uma “terceira rodada” geralmente correspondendo a um estágio da série B e assim por diante.

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Fonte: CB Insights

Notavelmente, 67% das empresas pararam em algum momento do processo de financiamento, ficando mortas ou auto-sustentadas. Embora as startups apresentem um alto grau de risco, elas também apresentam oportunidades para recompensas substanciais.

ECOSSISTEMA BRASILEIRO

Desde que o conceito das startups se firmou no Brasil, a quantidade de pessoas que se dedicam ao ramo só tem aumentado. Com a consolidação dos unicórnios brasileiros, termo que classifica empresas que deslancham em seus segmentos e passam a valer mais de 1 bilhão de dólares, como a Nubank, a Pagseguro e a 99, tanto aqueles que empreendem, como aqueles que investem, trazem conquistas promissoras para o setor. Segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups), a quantidade de empresas startups cadastradas na associação dobrou entre 2012 e 2017, indo de 2519 negócios para 5147. Hoje (06/2019), já são 12 mil empresas seguindo esse modelo, conforme indicado pela Startupbase.

Rodrigo Ventura apresenta um comparativo entre investimentos nos EUA x BRA

Os dados de investimentos brasileiros são difíceis de encontrar. Portanto, selecionei uma amostra do Deal Book, uma espécie de repositório das informações sobre os investimentos que acontecem no Brasil organizado pelos empreendedores Diego Gomes e pelo Luciano Tavares. Tive que escolher uma amostra de apenas 51 investimentos que tinham todos os dados de que eu precisava.

Volume de investimento

Os dados americanos foram bem mais fáceis. Tirei as médias de um relatório trimestral do PitchBook. Uma das melhores fontes de informação sobre venture capital dos EUA. O resultado está a seguir.

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Parecido, não?

Apesar de ainda termos as diferenças cambiais, os valores convergem mesmo em suas respectivas moedas, ou seja, sem a conversão. Não temos um mercado maduro suficiente para chegarmos a conclusões definitivas. Existem pouquíssimos casos, estamos comparando uma amostra de 50 operações com um volume de 5 mil empresas investidas por ano nos EUA nesses estágios. Ainda estamos experimentando e desenvolvendo nosso próprio jeito de fazer venture capital.

De qualquer forma, a conclusão desse gráfico é que investidores de startups no Brasil estão dispostos a pagar em média R$ 1,7 milhão para se tornarem sócios de uma empresa antes do lançamento do produto no mercado e R$ 5,2 milhões para entrar na sociedade de uma startup que esteja indo para sua primeira onda expansão.

Observem, esses são os valores correspondentes para entrar no jogo. Todos sabem que há muito trabalho pela frente e que esse recurso deve levar a empresa, no mínimo, até o ponto de equilíbrio, momento em que ela vai atrás da próxima rodada. Agora, entraremos em outro ponto que gera muitas dúvidas.

Participação societária do investidor

Em relação à participação societária não é diferente. As boas práticas convergem, e os investidores, que alocam os valores médios que vimos anteriormente, estão dispostos a reter uma determinada parcela da sociedade. Nesse quesito faltam referências brasileiras para fazer a comparação, pois geralmente não se divulga essa informação por aqui. Entretanto, as duas realidades são análogas, e a experiência nos comprova exatamente isso.

Assim, trago um gráfico que mostra a evolução da participação média retida por investidores em cada uma das etapas de investimento nos EUA.

A conclusão é que a grande maioria dos investimentos em empresas nos estágios semente, série A e série B é feita em troca de 20% a 30% das ações das startups. Não importa o tamanho do investimento, não importa o setor ou tecnologia, essa é a regra do jogo. É possível perceber ainda que essa faixa tem sido reduzida a um intervalo ainda menor, de 20% a 25%.

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Qual o papel do empreendedor?

No começo de uma empresa, o controle da participação acionária deve ficar com a pessoa, ou grupo de pessoas, da qual mais depende o sucesso do negócio: os empreendedores. Por que isso funciona dessa forma? É simples. A probabilidade de sucesso está diretamente ligada ao comprometimento, que é diretamente proporcional à motivação, que por sua vez é função do prêmio de longo prazo, seja ele uma distribuição de lucro ou a própria venda da empresa.

Considerando que uma startup recebe diversas rodadas de investimento em momentos diferentes, para objetivos específicos, as próximas perguntas são:

1. Até qual rodada de investimento o empreendedor deve manter o controle?

2. Qual a parcela do negócio que fica com o empreendedor após algumas rodadas de investimento para cada faixa de diluição?

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O que o empreendedor deve levar em conta

Por mais que existam cálculos e tabelas, é importante lembrar que, na prática, o que determina essa participação do investidor é a negociação entre as partes. A seguir, listo os cinco fatores principais que influenciam muito essa etapa do processo:

1. Valor agregado

O quanto o investidor pode ajudar a empresa a crescer deve ser levado em consideração na decisão. O negócio pode tomar outra proporção dependendo do parceiro que está junto com os empreendedores. Nesses casos, vale a pena ceder mais ações para investidores que agregam mais.

2. Composição do time

A complementaridade do time de empreendedores influencia muito na análise do investidor. Times incompletos têm que abrir espaço para planos de opção de compra de ações para profissionais-chave e isso significa uma diluição posterior da participação do investidor que deve ser levada em consideração.

3. Poder de barganha

Essa é uma arma usada pelos dois lados na negociação. A experiência, as competências e a rede de contatos são fatores que aumentam o poder de barganha do investidor. Do outro lado, a qualidade do time, o tamanho da oportunidade e os diferenciais da empresa pesam para o lado dos empreendedores na negociação de participação societária.

4. Apetite

A lei da oferta e da demanda também aparece nesse momento. Quanto maior a demanda, maior tende a ser o preço. Se a empresa estiver com necessidade de caixa de curto prazo e o investidor estiver no final do período de investimento, ambos precisando muito fechar o acordo, esses fatores podem contar contra na negociação.

5. Espaço da estrutura societária

Por fim, a quantidade de sócios, a participação societária de cada um e a contribuição para o desenvolvimento da empresa, contam muito na hora do investidor analisar a oportunidade. Muitos sócios executivos com pequenas participações ou muitas ações concentradas nas mãos de poucos também prejudicam os mecanismos de incentivos esperados por investidores profissionais.

Fontes: Endeavor e VisualCapitalis

Fonte: LinkedIn