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5 DE OUT DE 2017

Futuros Desejáveis

O que podemos observar é incrível, pela primeira vez na história da humanidade que temos praticamente tudo disponível, conhecimento, pessoas, recursos, tecnologia pra fazer absolutamente tudo que se deseja, nunca isso aconteceu na história,

2050 FUTURO Futuros Desejáveis ROGER MEDKE · 5 DE OUT DE 2017

Novas dimensões da Economia Criativa e Colaborativa

O que podemos observar é incrível, pela primeira vez na história da humanidade que temos praticamente tudo disponível, conhecimento, pessoas, recursos, tecnologia pra fazer absolutamente tudo que se deseja, nunca isso aconteceu na história, temos tudo, só não temos a escolha e a decisão. 

E não temos a escolha e a decisão porque, o que eu acho é que a gente não faz porque não acha que é possível, e então não começa.

Mas tem sido possível fazer tudo aquilo que a gente deseja, e como é que podemos conseguir isso, a primeira coisa é mudar o olhar, ou seja, mudar a cultura, porque a nossa cultura ainda não consegue enxergar possibilidades, a gente só consegue ver escassez. Para quem lembra de quando achávamos que o mundo era plano, e quando nos deparamos com o precipício, então mudamos o olhar, olhamos pra cima vendo que não era o centro do mundo, então começamos a navegar e vimos que o mundo era redondo, e virou redondo pelo menos na geografia, só que em termos de cultura de conhecimento, políticas de economia ainda continuamos no mundo plano. Porque no mundo plano tudo aquilo que a gente enxerga , valoriza, e usa como referência é só relativo ao mundo plano, tem a ver com número, quantidade e o que é material. Então, aquilo que é tangível e material é escasso. Consome com o uso.

Se temos uma maçã, um pedaço de terra, água, consumiu acabou. E aí o que a gente faz, a gente sai desse óculos de escassez, porque inclusive essa idéia da escassez é o que leva a idéia da competição, e a gente transforma o óculos da escassez em 2D, porque eu não olho mais só o mundo plano tangível, eu olho mais uma dimensão, a do intangível. 

O que é que acontece no intangível, o intangível é incrível, porque toda cultura, conhecimento, criatividade, assim como todas as relações, vínculos e ações coletivas elas não se esgotam, elas se multiplicam com o uso. Não consome, multiplica. 

Em quanto no intangível no mundo plano cresce de forma linear, um real + um real, uma maça + uma maça, um carrinho + um carrinho. No intangível vai exponencial, é incrível, então o que precisamos aprender é que como ganhamos essa exponencialidade, bem até ai temos duas coordenadas, tangível e o intangível, escasso e abundante, e quando usamos as coordenadas começamos a usar o que podemos chamar de bússola então começamos a nos achar, e se nós nos achamos, podemos escolher melhor, decidir melhor e ter ações mais interessantes. Mas como funciona essa bússola. Bem, no plano do tangível do material nós temos o começo de tudo que é o universo material, natureza, recursos naturais, mas não só a natureza, tudo aquilo que foi feito pelo homem, recursos tecnológicos, esse espaço fantástico, todos os recursos, todos os espaços disponíveis, todos os equipamentos disponíveis, instrumentos, etc. Então, podemos chamar aqui de dimensão ambiental parte tangível, de dimensão tecno-natural. Bem, já na dimensão financeira podemos ver todos os tipos de moedas, moedas sociais, crowdfunding que tem uma multiplicação de formas de moedas, todo tipo de crédito. Bem, todo mundo que trabalha com arte e terceiro setor sabe que em geral não tem moeda mas tem a outra face da moeda que é o tempo, tempo dedicado as causas, então na dimensão financeira, não mapeamos apenas de onde vem a moeda, e sim também de onde vem tempo, quem que pode dedicar tempo para aquilo que estamos fazendo. Bem ai vamos para o intangível, incrível, tesouro total, na dimensão cultural começamos com tudo que é simbólico, tudo aquilo que é importante para a gente, tudo aquilo que move e comove, todos os símbolos, os valores, as crenças, as experiências, tudo aquilo que faz parte da nossa vida interior, da vida simbólica, e depois temos todas as linguagens artísticas, todo tipo de conhecimento, todo tipo de experiência, tudo aquilo que a criatividade produz, essa acaba sendo a dimensão cultural que pode-se chamar de simbólico cultural, com ela e a partir dela que a gente faz, a gente cria outra dimensão que é relativa a sociedade, a dimensão social. Na dimensão social o que podemos ver, vemos tudo aquilo que promove a ação do coletivo, onde a gente se une, onde deixamos de de ser um eu, ou de ser um eles, pra sermos um nós, então primeiro todas as causas compartilhas, os grupos de pertencimento ou time, ou partido ou o que for, depois todas as políticas, os fundos, as instituições, a mídia, tudo aquilo que faz com que a gente possa agir de forma coordenada e integrada, visto então nossa bússola e os 4Ds, que não só revelam uma riqueza imensa, porque isso é que é economia, não apenas um pedacinho da moeda, porque apenas o pedacinho da moeda é muito pouco confiável, que em um borbulho ele desaparece. Economia é o conjunto de todos esses patrimônios, os patrimônios simbólico-culturais, os tecnológicos e naturais, os sócio-políticos e os financeiros, então isso chamamos de prosperidade 4Ds, que é uma visão de riqueza, muito mais ampla do que moeda. Agora que entendemos melhor, precisamos ver como esses 4Ds se transformam em abundância, e onde esta a abundância, a abundância está onde é exponencial, que não cresce de forma linear, mas no que cresce em projeção geométrica, e é isso que está acontecendo, a gente pensa que não tempo e não tem mesmo, porque está tudo acontecendo em uma velocidade exponencial, graças as novas tecnologias em rede, todas as possibilidades são completamente diferentes, porque qualquer pessoa que esteja pensando com o óculos que nem é o 2D, com o óculos do mundo plano, vai se dar muito mal, num mundo que se transforma em velocidade exponencial. Observa-se processos desde pequenos, até grupos muito grandes de políticas nacionais de economia criativa pelo mundo, podemos observar que existe uma espécie de padrão, de tudo aquilo que da certo, e esse padrão se parece como os ciclos da natureza, quando uma coisa ativa a outra, bem então com o óculos da abundância podemos ver isso tudo se tornando um padrão, e esse padrão podemos chamar de ciclo exponencial da abundância, é um ciclo porque um ativa o outro e cada um dos vetores que são os principais vetores de futuro agora tem uma característica exponencial e um ativa o outro. Bem, e por onde começamos. Devemos começar pela base, o que é que eu sou, eu pode ser eu mesmo, ou um profissional, ou um grupo, uma comunidade, uma empresa, um país, onde vemos o que, nosso patrimonio intangível, o que é que temos de cultura de conhecimento, onde somos únicos, onde está minha diversidade, esse é meu maior tesouro, e esse tesouro é a base da economia criativa que é uma economia que gera riqueza e qualidade de vida a partir desses ativos intangíveis. Podemos utilizar um exemplo simples, pense no Ipad, dos $ 500 dólares do Ipad, $ 23 vão para os tangíveis e os outros vão para intangíveis, (design, marca, comunicação, etc.), bem, então eu sei o que tenho de único, quais são meus patrimônios intangíveis, só que tudo isso sempre existiu, sempre teve linguagens artísticas, conhecimentos, criatividade, porque é que agora isso é a base do futuro da sociedade da economia do futuro e da possibilidade real de sustentabilidade ? A chave é, a dimensão ambiental, porque temos as novas tecnologias e com elas conseguimos fazer com que nossos tesouros sejam, visíveis, acessíveis, e tenham um processo, pensem numa mina de ouro ou de petróleo, não tem valor se não estiver visível, acessível e tem um processo, e as novas tecnologias de informação e comunicação fazem isso, tornam visíveis, acessíveis os nossos tesouros intangíveis e ai o que mais da pra fazer, vamos dar um exemplo: Não se todos conhecem o maior hotel do mundo chama-se AIRBNB, ele mapeou e criou processos para que todo mundo que queira alugar uma casa, apto, espaço, possa fazer, 10 milhões de leitos em 2012, o maior hotel do mundo não gastou uma grama de cimento, não tem nenhum funcionário não gastou nenhum centavo de comunicação e porque, porque ele usou as novas tecnologias para mapear tudo aquilo que estava disponível e que poderia ser utilizado de outra maneira, ou seja, ele mapeou os hardwares disponíveis, as estruturas e criou um outro processo, é o que a gente pode fazer com a dimensão ambiental, a gente vê e pergunta, o que é que temos aqui e podemos utilizar melhor, e sempre tem pra caramba, um monte de espaço, um monte de equipamentos, um monte de material, só não tá visual e a gente precisa criar um processo pra poder concertar isso tudo. Bem, podemos reparar que intangível e infinitos se multiplicam exponencialmente ativados pelas novas tecnologias um mundo real, infinitos mundos virtuais e as novas tecnologias entre você e eu são o caminho, mas através da rede, infinitos caminhos, e ai ao combinarmos essas duas coisas temos os processos colaborativos em rede, é incrível, estamos no começo, é pré-história ainda, essa parte da dimensão social, mas o legal é que conseguimos fazer qualquer coisa, se juntarmos tempo, conhecimento, as novas tecnologias e a vontade de colaborar das pessoas, e temos um exemplo clássico, que é a Wikipédia, seria impossível qualquer país ou empresa fazer a Wikipédia, mas ai a gente olha e diz, a isso é muito bonito, só que colaborar como, se a gente está com a corda no pescoço, ninguém tem tempo, ninguém tem dinheiro, recursos, mas será mesmo que ninguém tem tempo, bem, colaborando é a única maneira que podemos ter pra ganhar tempo, recursos, etc., e depois se a gente for ver sabem quanto tempo demorou pra fazer a Wikipédia, foram 100 milhões de horas, e ai podemos dizer, nossa, isso é muito tempo, mas sabe quanto tempo a gente assiste de TV por ano no mundo, é equivalente a um trilhão de horas na frente da TV, esse tempo dava pra fazer 10 mil wikipédias, um jogo de copa do mundo dava pra fazer três e meia wikipédias, se enfileirarmos o tempo das pessoas davam cerca de 41 mil anos de uma copa do mundo sendo assistidos no brasil, então tempo tem, o que não tem é a escolha que comentei no início, então quando passamos a ser nós, tudo é possível, lembre-se que 1 não exponencializa, um elevado a 500 quinquilhões é só 1. Bom, ai vemos e podemos dizer nossa que incrível, seremos felizes, a gente tem infinitos aqui e exponencial novas tecnologias, infinito aqui e exponencial e processo de colaboração, perfeito, só tem um pequeno problema, na dimensão financeira, tudo isso está rigorosamente invisível, porque ? porque nossa cultura é do mundo plano, a gente só tem métricas de medir somente o que é numérico, quantitativo e financeiro, exemplo o PIB. O PIB mede consumo, é completamente absurdo, se analisarmos o contexto desse artigo, então a questão toda que pode permitir que tudo isso crie realmente um novo mundo, e a gente passar a mudar as nossas métricas, e é isso que acabamos de fazer, criando a matriz 4D, que é maperar todos os recursos que a gente tem, culturais, ambientais, sociais e financeiros, ver como é que circulamos isso tudo e mais ainda, como é que dá pra ter resultado nas 4Ds. Porque não importa gerar moeda, uma vez que sabemos que a moeda não será mais a solução para os problemas do mundo, está cada vez mais claro que não, então o que precisamos soa dos recursos 4Ds, para gerar mais conhecimento, criatividade e valores humanos, gerar melhor uso dos recursos tecno-naturais, gerar mais ações conjuntas e participação política, mais ações de nós, mais fazer coletivo, e queremos ter uma economia e prosperidade 4D circulando recursos de toda natureza. Bem, então temos os 4Ds, o círculo exponencial da abundância, porém vamos ver como isso funcionaria na prática, que podemos chamar de, criando comunidades criativas e colaborativas, e porque tantos Cs, porque dois Cs juntos tornam a essência de fazer junto, que é o coração, e se não for com o coração, com afeto com alegria não funciona, e o que faz com que isso se torne realidade é o que podemos chamar de criação de futuros desejáveis, onde vemos o que queremos, por isso temos que ter claros o que queremos, qual nosso propósito, e o que é legal quando criamos o futuro desejável, a gente pode olhar e ver, nossa não é que aquele ali também quer o mesmo que eu, e o outro também quer a mesma coisa que eu, e então fica claro que somos humanidade e a gente quer todo mundo a mesma coisa, então podemos estar juntos engajados, sem medo, mas a única coisa real que existe é o agora, então temos que trazer o futuro desejável pro agora e dizer beleza, queremos aquilo ali hoje, com quem somos, e o que temos, o que é que da pra fazer, essa é a pergunta, então vamos ver o que é que a gente pode fazer, e ai começamos o ciclo, então a primeira coisa que precisamos fazer, é conhecer os meus patrimônios intangíveis, tudo aquilo que eu sou, seja eu pessoa, cidade, país, empresa, mas não basta apenas conhecer os intangíveis, tudo só tem valor e pode gerar alguma coisa se elas estão comunicadas, então por isso que mais 2Cs são Conhecer e Comunicar, com isso podemos ir para outra dimensão, porque já sei os meus softwares, agora precisamos dos hardwares, então vamos ver o que temos, pra ver como podemos conectar, que recursos, que espaço, que equipamentos, que materias-primas etc., e conectar todas essas possibilidades, por exemplo: será que a gente precisa criar mais espaços ou otimizar aquilo que ja está, bem para conectar bacana, mas conectar para que ? essa é a pergunta chave, e a resposta precisa ser. Vou conectar para o bem comum, isso é o futuro, conseguimos coisas exponenciais quando estamos trabalhando para o bem comum, se for pra trabalhar para o mercado não exponencializa, vai linear, a gente continuará trabalhando na competição e não na colaboração, se estamos trabalhando para o bem comum, para o cuidar, ai rola, e quando chegamos na dimensão social as pessoas colaboram, e o outro C é do Colaborar, agora, as vezes é difícil começar um processo de colaboração, a gente só consegue quando tem causas, esse é o principal elemento ativador, mas é complicado de manter, e ai precisamos olhar com quem dá e deu certo, como por exemplo o futebol, porque ninguém se mobiliza por uma causa de mudar o mundo, mas se mobiliza pra caramba, é feriado nacional, para tudo por causa do futebol, o que o futebol tem, o futebol é divertido, da prazer, da alegria, no futebol no carnaval tudo que é legal a gente celebra, e o outro C que permite a continuidade da colaboração é a Celebração, tem que ser bonito, gostoso, alegre, divertido, ninguém se junta pra lutar, pelo amor de Deus, isso é escassez, mundo plano, já era, a gente se junta pra celebrar e pra fazer junto, e ai beleza está tudo perfeito, porém como podemos viabilizar isso ? com a prosperidade das 4Ds. Pra poder circular todos os recursos 4Ds que existem e é incrível como existem, quando se faz isso em geral em grupos, já tem dentro do grupo os recursos pra viabilizar os futuros desejáveis, mas para poder usar precisam estar creditados, e o que é estar creditado, é saber o que é que tem que esteja listado de uma forma tal, e depois de creditar, de saber o que é que temos, possamos cumprir com o objetivo da dimensão financeira e circular, porque ele vai circulando e ativando então temos o chamado criando comunidades criativas e colaborativas, onde temos então o CONHECER, COMUNICAR, CONECTAR, CUIDAR, COLABORAR, CELEBRAR, CREDITAR e CIRCULAR, tudo certo, fácil não é, mas porque é que não é, tá tudo ai, é simples, dá, eu garanto que dá, funciona é simples, mas porque que não dá, porque com meu óculos aquele da escassez, e alimentado pela maior indústria do mundo que é a indústria do medo, falta o coração, que é o que, confiança, não funciona porque ? porque a gente não confia, a gente acha que não dá e não faz, agora será que temos motivo pra confiar, eu poderia por exemplo confiar se eu achasse que somos comunidade, a gente é uma coisa só, será ? vamos pensar um pouco o que foi a história da humanidade, desde o começo o que a gente fez, foi criar símbolos, conhecimento, criatividade, percepção, e criar maneiras de conectar e circular, seja através de pinturas nas cavernas, ou atreves da Internet e da WEB, e a gente tem feito isso desde o início, a gente cria símbolos e percepção, a gente cria maneira de compartilhar e e fluir essa percepção , agora pensamos o seguinte, se a hipótese de GAYA de que a terra é um ser vivo é fato, a última coisa que se forma nos seres vivos é o sistema nervoso, e o que faz o sistema nervoso, ele faz exatamente isso, ele percebe, ele cria fluxos para que a gente possa agir, então eu acho que nós somos, o sistema nervoso de GAYA, em formação, cada um de nós um neurônio, e o que eu preciso para ser um bom sistema nervoso de GAYA, eu preciso me conectar, chegar perto, sinapsar, bem, mas agora adianta só conectar, nós estamos conectados pra caramba nos dispositivos móveis, resolveu, não, esta faltando uma parte, que nos dispositivos não tem, eu tenho que conectar e me afetar, mas o que é afetar ?, é me transformar, eu te percebo e me transformo, é assim que que até tem a corrente elétrica, onde os elétrons se transformam, e o que acontece quando somos afetados, sentimos algo e não sabemos o que fazer com isso, o que vamos fazer com que sentimos, e além do mais quando sentimos ficamos vulneráveis, e se estamos vulneráveis o que pode acontecer, na verdade não podemos ficar vulneráveis, porque estar sentido e vendo que está tudo ai, vendo que dá pra fazer, a questão toda é a gente perceber que DÁ SIM PRA ESTAR VULNERÁVEL, DÁ SIM PRA ACREDITAR, DÁ SIM PRA CONFIAR, DÁ SIM PRA SE JOGAR NUM FUTURO POSSÍVEL, PORQUE AS PESSOAS SÃO INCRÍVEIS. 

Fonte: LinkedIn