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7 DE MAR DE 2018

Gartner: 10 tendências de tecnologia para governo

Segundo o Gartner, embora os gastos de governos no mundo estejam estacionados, digitalização exige atenção por parte de CIOs do setor público

2050 FUTURO Gartner: 10 tendências detecnologia para governo ROGER MEDKE · 7 DE MAR DE 2018

Segundo o Gartner, embora os gastos de governos no mundo estejam estacionados, digitalização exige atenção por parte de CIOs do setor público

Fazer “mais com menos”: assim é possível resumir a missão histórica dos CIOs na área de governo, apesar da pressão crescente por mais digitalização nos serviços prestados à população. Capacidade de investimento e resistências culturais são alguns dos desafios do gestor de TI pública frente à recursos como redes sociais, mobilidade,analíticos, nuvem e internet das coisas (IoT).

Para o Gartner, consultoria global especializada no mercado de tecnologia da informação, sistemas legados e práticas de contratação limitam que os governos conversem com players capazes de ajudar no caminho da transformação digital. “Na economia dos serviços digitais, governos devem fazer investimentos estratégicos em TI sob o risco de perpetuar modelos insustentáveis a longo prazo”, diz Rick Howard, vice-presidente de pesquisa do Gartner.

Os gastos globais feitos por governos (federais, estaduais e locais) em produtos e serviços de TI devem crescer levemente (0,3%) em 2016, chegando a US$ 430,1 bilhões. Até 2020 serão US$ 476 bilhões. É um bom cenário, segundo o Gartner, depois da queda de 5,2% registrada em 2015.

Para ajudar os governos em iniciativas de transformação digital, o Gartner enumerou 10 estratégias tecnológicas para 2016, com recomendações para CIOs e líderes de TI a respeito da adoção e benefícios. No entanto, ressalta a consultoria, não se trata de uma lista do que os governos devem ou não fazer, ou no que gastar mais, mas sim para quais tecnologias é importante ao menos ter um plano para o futuro próximo.

1. Ambiente digital

O local de trabalho digital é estrategicamente importante para impulsionar o engajamento e a agilidade dos trabalhadores, principalmente em um ambiente cada vez mais “consumerizado”. Promove, além disso, um estilo de trabalho mais colaborativo e descentralizado e móvel.

2. Engajamento multicanal

Adotar uma estratégia de gerenciamento de informações centrada no cidadão com oportunidades de engajamento multicanal pode trazer benefícios quantificáveis, diz o Gartner. No entanto isso requer uma abordagem holística. Usar dados para entender as necessidades e desejos da população, para assim utilizar as redes sociais e se comunicar com as pessoas, permitindo que elas se engajem usando sua própria linguagem e canais preferidos (com a possibilidade de transitar entre eles).

3. Dados abertos

Políticas de governança e práticas de gestão da informação “abertas por padrão” livram os governos da aquisição de licenças, utilizam formatos abertos e conferem a qualquer um o direito de acessá-los sem necessidade de identificação ou registro. Esses dados, publicados e classificados por privacidade, segurança ou outras considerações, podem ser usados por APIs para aprimorar serviços públicos ou desenvolver as tão desejadas cidades digitais.

4. Identificação digital

Conforme os governos se tornam mais digitalizados, as carteiras de identidade deverão se tornar mais confiáveis para assegurar transações online. Identificação Eletrônica do Cidadão (e-ID, na sigla em inglês) é uma série de processos e tecnologias gerenciadas por governos que permitem oferecer acesso seguro para cidadãos e empresas a acessarem dados e serviços governamentais – considerando que as formas de autenticação e identificação tradicionais estão ficando ultrapassadas.

5. Analíticos de tudo

O uso intenso de analytics em todos os estágios de atividades e entrega de serviços pode mostrar aos governos e agências governamentais como agir diante de resultados ruins ou ineficiências. É um salto importante, dos relatórios em papel para a inteligência de negócios, melhorando a capacidade decisória dos líderes governamentais.

6. Máquinas inteligentes

Redes neurais, veículos autônomos, assistentes virtuais que interagem e aconselham pessoas e outras máquinas – esse futuro de “coisas” inteligentes está se desenvolvendo rápido e deverá estar previsto nas políticas governamentais. Líderes de TI governamental devem explorar as capacidades das “cidades digitais” como base para novos serviços públicos que melhorem a qualidade de vida dos cidadãos.

7. Internet das coisas

A arquitetura de IoT opera em um ecossistema que inclui coisas, comunicações, aplicações e análise de dados, fundamental para novos recursos tanto no setor público como no privado. Os casos de sucesso e nível de adoção em governos variam muito, mas podem aprimorar a forma de cobrança de impostos (pague por uso, por exemplo), coleta de lixo (e por consequência saneamento básico), monitoramento de trânsito e saúde dos cidadãos, entre tantos outros.

8. Plataformas

Com a pressão constante para entregar serviços e reduzir custos, plataformas digitais podem ajudar governos a reduzir esforços e facilitar um design centrado nos usuários, diz o Gartner. Pagamento, gestão de identidades e verificação, notificações ao cidadão (SMS e email, por exemplo) etc. Globalmente os governos estão adotando esse tipo de abordagem para simplificar o desenvolvimento e a prestação de serviços.

9. Arquitetura definida por software (SDA)

Insere um intermediário entre o requerente e o provedor de um serviço, que se torna mais dinâmico. Em outras palavras, diz o Gartner, é como “trocar a roda de um carro andando”. Adicionar uma camada de software para virtualizar redes, infraestrutura e segurança é uma forma útil de implantar e utilizar recursos. Algumas organizações governamentais começaram a usar infraestrutura baseada em software, mas a maioria ainda usa datacenters tradicionais.

10. Segurança baseada em riscos

O ambiente de cibersegurança evolui constantemente, mas representa apenas uma faceta de um complexo conjunto de ameaças e riscos. Os CIOs de governos precisam adotar uma abordagem baseada em riscos e ameaças que permita tomar decisões de forma holística, com alocação de recursos mais inteligente, além do impacto sobre as missões e operações do governo.

Fonte: Gartner. Relatório: “The Top 10 Strategic Technology Trends for Government in 2016”.

Fonte: LinkedIn