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10 DE JUL DE 2025

IA: O Novo Teste de Estresse do Core Business

O que faria sua empresa se, de repente, o maior diferencial competitivo desaparecesse do dia para a noite? Ou se a principal fonte de receita secasse porque alguém — ou algo — mudou as regras do jogo? Talvez a pergunta mais incômoda do mome

2050 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL IA: O Novo Teste deEstresse do Core Business ROGER MEDKE · 10 DE JUL DE 2025

O que faria sua empresa se, de repente, o maior diferencial competitivo desaparecesse do dia para a noite? Ou se a principal fonte de receita secasse porque alguém — ou algo — mudou as regras do jogo? Talvez a pergunta mais incômoda do momento seja: a Inteligência Artificial está desafiando o core business do seu negócio? E se sim, você está pronto para essa disrupção?

1. Não existe mais zona de conforto: nem para gigantes

Historicamente, o Google parecia inabalável — dono de um império digital construído sobre o modelo de buscas e anúncios. Mas a IA generativa virou o tabuleiro: imagine perder 57% da receita só porque a busca tradicional ficou obsoleta? Quando perguntas são respondidas por IA, ninguém mais clica em links patrocinados. Resultado: vantagem competitiva evaporando e o core business ameaçado. O que valeu até ontem, hoje pode virar peso morto.

Já a ClearSale, referência em antifraude para e-commerce, encara uma nova ameaça: grandes lojas online, armadas com IA própria, podem analisar fraude internamente com dados mais ricos. Em outras palavras: a vantagem de anos pode sumir diante de algoritmos autônomos rodando dentro do próprio cliente. O que parecia blindado, já não é tão seguro assim.

2. Competitividade: perde, ganha… ou depende de quem se move primeiro

No setor industrial, o cenário é mais matizado. Gerdau só sente a ameaça se o concorrente adotar IA antes. Se a Arcelor Mital usar IA para reduzir custos de energia e logística (que juntos somam 85% dos custos de uma siderúrgica!), ela ganha competitividade — e a Gerdau precisa correr atrás. A provocação: a tecnologia é neutra, mas quem chega primeiro captura valor. Não se trata de inovar por moda, mas por sobrevivência.

A Cimed, por outro lado, mostra como IA pode ser aliada: ao mapear os melhores representantes e replicar padrões, dobrou vendas sem aumentar a equipe. A IA, aqui, potencializa o core, em vez de canibalizá-lo.

3. Receita, caixa e estratégia: os impactos já batem à porta

Quando o core é desafiado, o efeito é imediato: ou a receita encolhe, ou o caixa aperta, ou os custos explodem. Google e ClearSale sofrem impactos diretos no caixa — o modelo de negócio fica vulnerável. Gerdau vê o risco de perder margem se não agir. Cimed, por outro lado, colhe frutos: eficiência, escala, resultado.

No fundo, a mensagem é simples e incômoda: a IA não pergunta se você está pronto. Ela simplesmente acontece.

4. Storytelling dos dados: ninguém está imune, mas ninguém está condenado

Esses cases não são exceções. São sintomas de uma era em que toda vantagem é temporária e toda ameaça pode virar oportunidade. O core business não é mais uma fortaleza — é um alvo móvel. O segredo? Abandonar velhos mapas, desaprender, reaprender. IA não é mais diferencial: é condição de sobrevivência.

Reflexão que deixo aqui é:

Velhos gigantes já sentem a pressão. Empresas tradicionais e digitais enfrentam o mesmo dilema: resistir, adaptar ou liderar? Não basta acompanhar tendências, é preciso protagonizar a próxima curva.

Quer decifrar o impacto da IA no core business da sua empresa? Ou vai esperar para ser surpreendido por quem já está um passo à frente?

Fonte: LinkedIn