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13 DE NOV DE 2022

Indústria 5.0: o que você precisa saber

Pronto ou não, a Indústria 5.0 já está em curso. Enquanto muitos fabricantes ainda estão ocupados desenvolvendo métodos para interconectar novas tecnologias para melhorar a eficiência e a produtividade – o princípio orientador por trás da I

2050 INDÚSTRIA Indústria 5.0: o que vocêprecisa saber ROGER MEDKE · 13 DE NOV DE 2022

Pronto ou não, a Indústria 5.0 já está em curso. Enquanto muitos fabricantes ainda estão ocupados desenvolvendo métodos para interconectar novas tecnologias para melhorar a eficiência e a produtividade – o princípio orientador por trás da Industria 4.0  – a próxima fase da industrialização já está chegando.

Mas a Indústria 5.0 não é parecida com Nigel Tufnel, da Spinal Tap, explicando que seu amplificador de guitarra é mais alto que os modelos padrão porque “este vai para 11”. É muito mais do que simplesmente aumentar a industrialização. É o próximo passo na evolução da fabricação.

Para entender o quadro completo da Indústria 5.0 e suas implicações, é preciso primeiro entendermos como a iniciativa é definida.

O que é a Indústria 5.0?

O termo Indústria 5.0 refere-se a pessoas que trabalham ao lado de robôs e máquinas inteligentes - Cobot Work. Trata-se de robôs que ajudam os humanos a trabalharem melhor e mais rápido, aproveitando tecnologias avançadas como a Internet das Coisas (IoT) e big data. Ele adiciona um toque humano pessoal aos pilares de automação e eficiência da Indústria 4.0.

Em ambientes de fabricação, os robôs têm historicamente realizado trabalhos perigosos, monótonos ou fisicamente exigentes, como soldagem e pintura em fábricas de automóveis além de carga e descarga de materiais pesados em armazéns de diversos tipos. À medida que as máquinas no local de trabalho se tornam mais inteligentes e mais conectadas, a Indústria 5.0 visa fundir esses recursos de computação cognitiva com inteligência humana e desenvoltura em operações colaborativas.

A empresa dinamarquesa Universal Robots afirmou ser a primeira fornecedora de robôs industriais que trabalham com segurança e eficácia ao lado de humanos. Enquanto os robôs industriais tradicionalmente operam separadamente dos trabalhadores e atrás de gaiolas de segurança, os robôs da empresa foram implantados pela primeira vez ao lado de trabalhadores humanos, pasmem, isso em 2008 na empresa Linatex, fornecedora de plásticos técnicos e borracha para aplicações industriais.

A união de trabalhadores humanos e mecânicos abre as portas para inúmeras oportunidades na manufatura moderna. E como os casos de uso da Indústria 5.0 ainda estão relativamente em sua infância no mundo, e muito mais embrionária no Brasil, os fabricantes devem começar a criar estratégias ativamente para integrar trabalhadores humanos e mecânicos para maximizar os benefícios exclusivos que podem ser colhidos à medida que o movimento continua a evoluir no mundo, um movimento que não tem mais volta.

Fatos essenciais sobre a Indústria 5.0

Para estar preparado para a Indústria 5.0 e seus impactos, há três elementos-chave da iniciativa que devemos entender.

#1 - A Indústria 5.0 nº 1 visa apoiar, "não substituir" os humanos.

Não confunda o aumento da robótica como uma oportunidade para eliminar o número de funcionários e substituir os trabalhadores que realizam tarefas repetitivas nas linhas produtivas e de montagem. Os fabricantes que entendem o valor da intuição humana e da capacidade de resolução de problemas estão se posicionando para prosperar.

“As pessoas costumam pensar nos trabalhadores de manufatura como um substituto ruim para um robô”, disse Susan Helper, economista da Case Western Reserve University, ao The New York Times. “Mas, na prática, essas coisas são realmente difíceis, e o trabalhador da linha de montagem está fazendo muitos julgamentos. E acontece que quando você tira essa pessoa, acaba com alguns problemas difíceis de resolver.”

Até o CEO da Tesla, Elon Musk, admitiu que a “automação excessiva” em sua empresa foi um erro, twittando que “os humanos são subestimados”.

Embora os robôs sejam muito mais consistentes que os humanos e melhores no trabalho de precisão, eles são inflexíveis e incapazes da adaptabilidade e do pensamento crítico que nos definem como humanos. Trabalhando em conjunto com as pessoas, os robôs podem cumprir seu propósito designado de fornecer assistência e melhorar nossas vidas. A Universal Robots usa o termo “cobots” para robôs colaborativos para enfatizar a importância das pessoas na tecnologia robótica.

“A indústria 5.0 tornará a fábrica um lugar onde pessoas criativas podem vir e trabalhar, para criar uma experiência mais personalizada e humana para os trabalhadores e seus clientes”, disse Esben Østergaard, diretor de tecnologia e cofundador da Universal Robots, em um artigo publicado no Enterprise IoT Insights.

#2 - Indústria 5.0 é encontrar o equilíbrio ideal entre eficiência e produtividade

O objetivo da Indústria 4.0 é interligar máquinas, processos e sistemas para a máxima otimização do desempenho. A Indústria 5.0 leva essa eficiência e produtividade um passo adiante. Trata-se de refinar as interações colaborativas entre humanos e máquinas.

A KUKA, um dos principais fornecedores mundiais de soluções de automação inteligente, está descobrindo que diversos setores de negócios – desde a indústria automotiva até empresas de construção em madeira – estão se beneficiando dos princípios e produtos gerados pela Indústria 5.0. Mas seus ganhos não foram alcançados sem algumas hesitações iniciais. Funcionários da Müllerblaustein, uma empresa de construção de madeira que se uniu à KUKA em iniciativas relacionadas à Indústria 5.0, inicialmente estavam céticos sobre o uso de robôs que poderiam tirar seus empregos, de acordo com o diretor administrativo da empresa, Reinhold Müller. Mas esses temores desapareceram quando as vantagens de eficiência se tornaram evidentes.

“Nas operações de produção, eles perceberam que os robôs os aliviam do trabalho fisicamente exigente e podem se concentrar em outras tarefas”, disse Müller. “O artesanato e a robótica se complementam idealmente aqui.” 

A Rogers Corporation, fabricante de materiais especiais usados em produtos eletrônicos e de consumo, é outra empresa que evangeliza as vantagens da Indústria 5.0. O fabricante relata sua capacidade de melhorar drasticamente a eficiência integrando robôs em seus processos de fabricação. O site da empresa divulga uma variedade de aplicativos de robótica, incluindo um que apresenta um robô executando uma tarefa enquanto um sistema de câmera registra dados visuais. Por meio desse sistema, é possível que um trabalhador realize várias tarefas ao mesmo tempo por meio de robôs e, caso a câmera detecte alguma discrepância visual, o trabalhador é notificado para que as correções possam ser feitas.

“A Indústria 5.0 reconhece que homem e máquina devem estar interconectados para atender à complexidade de fabricação do futuro ao lidar com a crescente personalização por meio de um processo de fabricação robotizado otimizado”, disse Marc Beulque, vice-presidente de operações globais da Rogers.

#3 - O progresso da Indústria 5.0 é inevitável

Depois de usar a tecnologia para tornar um processo mais eficiente, não faz sentido voltar à velha maneira de fazer as coisas. É por isso que usamos computadores com software de processamento de texto em vez de máquinas de escrever. Da mesma forma, a Indústria 5.0 é o horizonte de eventos do mundo da manufatura. Dadas as eficiências que podem ser obtidas, já passamos do ponto de voltar atrás.

O Comité Social Económico Europeu (CESE) resumiu melhor: “A proliferação da automação robótica é inevitável”.

Reconhecendo que a Europa está atrás dos Estados Unidos e da China no avanço de tecnologias como inteligência artificial (IA), o órgão consultivo da União Europeia (UE) pediu a aceleração do desenvolvimento de IA e robótica na região. “A UE deve abraçar a digitalização de todo o coração para o bem dos consumidores, fabricantes e funcionários”, afirmou.

Embora o avanço da Indústria 5.0 não possa ser interrompido, ainda existem questões e ramificações essenciais que devem ser abordadas por fabricantes e formuladores de políticas. A automação excessiva, por exemplo, é uma questão sobre a qual os autores de um artigo de pesquisa publicado recentemente na OMICS expressaram preocupação – e suas apreensões parecem refletir as mudanças de atitude de inovadores como Elon Musk, cujas abordagens outrora agressivas à automação foram atenuadas.

“Sistemas altamente integrados são vulneráveis a riscos sistêmicos, como o colapso total da rede”, de acordo com o documento. “A conectividade extrema cria novas estruturas sociais e políticas. Se não forem controlados, podem levar a um governo autoritário.”

Envolver-se com esses e muitos outros desafios e oportunidades que a próxima onda da Indústria 5.0 invariavelmente trazem, exigirá planejamento e preparação compatíveis com as necessidades de cada fabricante e os resultados esperados. Não é uma questão de saber se um fabricante pode se beneficiar de seu pessoal trabalhando ao lado de robôs, mas como eles podem aproveitar melhor as novas tecnologias para obter resultados ideais das interações homem/máquina.

Nós do Grupo Alltech somos o seu parceiro para essa jornada, conte conosco, pois temos as melhores tecnologias para atender a sua necessidade rumo a industria 5.0.

Fonte: LinkedIn