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8 DE SET DE 2017

Inovacão disruptiva

Um dos mais famosos exemplos de inovação disruptiva, aquele que muitos citam e contam para os outros, foi o que Steve Jobs fez ao tirar o teclado dos celulares e colocar em seu lugar uma tela, que não apenas exibia imagens em alta definição

2050 INOVAÇÃO Inovacão disruptiva ROGER MEDKE · 8 DE SET DE 2017

A sacada genial que muda uma era

Um dos mais famosos exemplos de inovação disruptiva, aquele que muitos citam e contam para os outros, foi o que Steve Jobs fez ao tirar o teclado dos celulares e colocar em seu lugar uma tela, que não apenas exibia imagens em alta definição, mas obedecia aos comandos do usuário ao ser tocada. A quem interessar ler o Livro, sugiro. Livro - Inovação - A Arte de Steve Jobs. Antes de entender o que é inovação disruptiva, vamos assistir ao antológico vídeo de Steve Jobs apresentando ao mundo seu iPhone e uma nova era de possibilidades:

https://www.youtube.com/watch?v=B43OhyT_Kb4

Algumas inovações que você certamente vem a sua cabeça, além da Apple que vc provavelmente usa, usou ou ainda irá usar.

UBER

Encontrando o caminho. Criando possibilidades para usuários, motoristas e cidades, presente em 632 cidades no Mundo.

Em uma tarde de neve em Paris em 2008, Travis Kalanick e Garrett Camp tiveram dificuldades em pegar um táxi. Então eles tiveram com uma simples ideia, apertar um botão, conseguir um carro. O que começou como um aplicativo para solicitar carros pretos premium em algumas áreas metropolitanas está agora mudando a malha logística das cidades em todo o mundo. Seja uma viagem, um sanduíche, ou um pacote, usamos a tecnologia para dar às pessoas aquilo que elas querem, quando querem. Para as mulheres e homens que dirigem com a Uber, nosso aplicativo representa uma forma flexível de ganhar dinheiro. Para as cidades, ajudamos a fortalecer as economias locais, melhorar o acesso ao transporte e tornar as ruas mais seguras. Quando você torna o transporte tão confiável como água corrente, todos se beneficiam. Especialmente, quando está nevando lá fora. Quer saber mais detalhes, Uber Story.

AIRBNB

A história da startup que, hoje, vale 25 bilhões de dólares e compartilha 2 milhões de propriedades em 190 países

Para muitas pessoas, viajar para outras cidades ou até países é uma das coisas mais prazerosas da vida. E se, aliado a isso, o turista também puder contar com hospedagens diferentes do padrão, curiosas e até inusitadas? A plataforma Airbnb (Air, Bed and Breakfast) já se tornou a solução ideal para quem prefere se hospedar em uma casa, apartamento, castelo e - acredite - até em um tonel de cerveja! O site, criado em 2008 pelos então estudantes de design Nathan Blecharczyk, Brian Chesky e Joe Gebbia, já começou com uma história interessante. Sem dinheiro para pagar o aluguel do apartamento onde moravam em São Francisco, Califórnia, e à procura de um novo projeto e da "grande ideia" para iniciar seu empreendimento, os três amigos acharam a oportunidade ideal para começar seu negócio: uma conferência de designers na cidade. Como grande parte dos hotéis da região estavam com lotação completa, decidiram alugar alguns espaços dentro do apartamento deles como a sala, cozinha e quarto dos fundos - além de um colchão inflável. Em apenas uma noite, Brian, Joe e Nathan desenvolveram a primeira versão do site de hospedagens, com apenas uma opção. Eles conseguiram alugar os seus colchões para três pessoas, nenhuma delas se encaixando no perfil que o grupo imaginava que iria topar se hospedar dessa forma: uma mulher de meia idade, um indiano e um pai de família.

SNAPCHAT

Na onda de aplicativos cada vez mais rápidos, criativos e dinâmicos, surgiu em 2011 uma invenção de um jovem estudante americano chamado Evan Spiegel, na época com 21 anos e estudando Design de Produto em uma das mais prestigiadas universidades americanas que, percebendo a nova forma das pessoas se comunicarem através de imagens, criou o Snapchat. O Snapchat é uma aplicação para o envio de fotos e vídeos com auto-destruição. E tal sucesso que até já se compara com o WhatsApp. Com um número de 150 milhões de fotos compartilhadas diariamente, fotos que depois sumiram para sempre!

SPOTFY

Música para todos

O Spotify tem milhões de músicas. Escute seus sons favoritos, descubra novas músicas e reúna seus favoritos em um só lugar. O Spotify foi desenvolvido em 2006 pela equipe da Spotify AB, em Estocolmo, Suécia. A empresa foi fundada por Daniel Ek, ex-diretor técnico da Stardoll, e Martin Lorentzon, cofundador da TradeDoubler. O aplicativo Spotify foi lançado em 7 de outubro de 2008. Enquanto contas gratuitas permaneceram disponíveis por convite para gerenciar o crescimento do serviço, o lançamento abriu inscrições pagas a todos. Ao mesmo tempo, o Spotify AB anunciou acordos de licenciamento com os principais selos musicais. A companhia reportou um prejuízo de 31,8 milhões de coroas suecas (4,4 milhões de dólares americanos) em 2008. Em 10 de fevereiro de 2009, o Spotify abriu as inscrições gratuitas no Reino Unido.As inscrições subiram após o lançamento do serviço móvel, levando o Spotify a parar as inscrições no Reino Unido durante uma parte de 2009, retornando a política para somente convidados. Em 14 de julho de 2011, o Spotify lançou seu serviço nos Estados Unidos, após atrasos e anos de negociações com as quatro grandes gravadoras. Em 30 de novembro de 2011, o Spotify lançou o Spotify Apps e o App Finder com parceiros de lançamento, que incluía o Rolling Stone, We Are Hunted, Top10, Songkick, The Guardian, Soundrop e Last.fm.

DROPBOX

Uma ferramenta de armazenamento de arquivos em nuvem online

No Vale do Silício, dizem que o fracasso é uma questão de honra - e praticamente um pré-requisito para o sucesso. Foi assim para Drew Houston, o mais novo integrante do clube dos bilionários do maior pólo de tecnologia do mundo, na Califórnia. Houston, 31, fundou o Dropbox - um serviço de compartilhamento de arquivos online - com Arash Ferdowsi em 2007. A empresa, criada há apenas sete anos, agora é avaliada em US$ 10 bilhões (aproximadamente R$ 22 bilhões).

Mas ele fracassou diversas vezes antes de alcançar o sucesso.

Enquanto estudava ciência da computação no prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), teve a ideia de criar um programa de computador para jogar pôquer com dinheiro de verdade na rede.

Inspiração: Os três anos em que trabalhou nesse projeto não renderam nada, mas suas frustrações para trabalhar em colaboração com colegas viraram a inspiração para o Dropbox. "Eu estava em um ônibus indo de Boston para Nova York com uma grande lista de coisas que eu queria fazer. Olhei todos os meus bolsos até descobrir que tinha esquecido meu pendrive", explica ele. Com quatro horas para gastar e sem nada para fazer, ele decidiu começar a escrever um código, e assim nasceu o Dropbox, uma ferramenta de armazenamento de arquivos em nuvem online. Ferramenta tem, atualmente, cerca de 300 milhões de usuários no mundo.

Mas vamos dar uns passos atrás: o que é inovação?

“É a única forma de converter a mudança em oportunidade”. Peter Drucker

Já, segundo Clayton Christensen, a resposta para a pergunta “o que é inovação disruptiva” se encontra nesta frase:

“Inovações disruptivas são aquelas que provocam uma ruptura no antigo modelo de negócios. Elas normalmente favorecem o aparecimento de novos entrantes”.

Uma inovação disruptiva, por exemplo, foi a introdução dos CDs no lugar das fitas K7.

Diferenças entre a inovação disruptiva e a inovação tradicional

A inovação disruptiva não é revolucionária, porque não derruba a ordem estabelecida, mas introduz uma novidade que se encaixa perfeitamente nesta ordem e que muitos desejavam, mas não tinham.

A inovação tradicional é sustentável e incremental, porque traz melhorias para um produto que já existe. A inovação disruptiva tem alto risco porque está relacionada com a mudança, ou seja:

Inovação Incremental Tradicional X Inovação Disruptiva

Já a inovação disruptiva apresenta um produto mediano como aposta das empresas líderes, mas trazem em contrapartida de custos que permitem que estes consumidores passem a consumir este produto. Para melhor entendimento. Esse tipo de aposta normalmente trata-se de tecnologias emergentes e/ou novos modelos de negócios, e dispõem de uma trajetória de melhoria enorme. Toda essa possibilidade de melhorias acrescentam ao produto ou serviço que, antes não satisfazia consumidores de produtos e/ou serviços de empresas líderes, disponham das funcionalidades que estes demandam, mas com uma ótima vantagem de custo em relação às empresas já estabelecidas.

“É a ruptura de novo mercado, na qual se concorre com os não-consumidores, isto é, oferecendo o produto a pessoas que até então não eram consumidores, muitas vezes a uma qualidade inferior, mas a um preço acessível.”

No próximo vou trazer o assunto: Inovação disruptiva para a mudança social.

Fonte: LinkedIn