28 DE FEV DE 2025
Inteligência Artificial, Empresas e os Neo Humanos: A Revolução Humana no Centro da Transformação
Continuando com a serie de artigos sobre o tema de inovações corporativas, esse é mais um, porém trazendo a tona o contexto da inteligência artificial (IA). Que 2025 começou mais acelerado do que anos anteriores sobre o tema inteligência ar
Continuando com a serie de artigos sobre o tema de inovações corporativas, esse é mais um, porém trazendo a tona o contexto da inteligência artificial (IA). Que 2025 começou mais acelerado do que anos anteriores sobre o tema inteligência artificial (IA), não podemos negar. Estamos em meio a uma era de transformações ocorrendo ao mesmo tempo sem precedentes, impulsionada agora (essa quinta onda) pela inteligência artificial (IA) e pela digitalização acelerada. No entanto, o que muitos ainda não perceberam é que a verdadeira revolução não está nas máquinas ou nos algoritmos, mas em nós mesmos. Após 2022, passamos pela terceira grande mudança, mudança está que não é técnica, mas sim comportamental.
"a sociedade não passa por uma revolução quando adotamos novas ferramentas, mas sim quando adotamos novos comportamentos" - Walter Longo
Neste artigo, exploro como as empresas podem se adaptar rumo ao futuro que começa a ser re-modelado pela IA, priorizando a evolução humana e redefinindo processos. Prepare-se para uma jornada que vai além da tecnologia, mergulhando na essência do que significa ser humano em um mundo amplificado pela inteligência artificial.
A Revolução é Humana, e Não Tecnológica
Embora a IA seja frequentemente vista como uma ameaça à força de trabalho - e na verdade é, sob o aspecto de fazer muito melhor o que nós seres humanos fazemos quando se trata de trabalhos repetitivos -, porém por outro lado ela deve ser entendida como uma oportunidade para ampliar nossas capacidades humanas.
Longo propõe uma visão poderosa:
"Nenhum ser humano é melhor do que uma máquina, mas nenhuma máquina será melhor do que o ser humano com uma máquina." - Paul Tudor Jones
Essa perspectiva redefine a IA como uma "inteligência ampliada", ou o "cinto de utilidades, ou uma caixa de ferramentas poderosa". Se usarmos essas ferramentas corretamente, podemos nos tornar "neo-humanos" – indivíduos mais capacitados, criativos e diria anti-frágeis.
No entanto, para aproveitar esse potencial, é preciso desenvolvermos novas habilidades e competências aliados a novos comportamentos.
A isso me remete a frase é do pensador norte-americano Alvin Toffler (1928-2016): “O analfabeto do século 21 não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender”
A sociedade atual está cada vez mais individualizada e "mimada", com demandas por gratificação instantânea. Esse cenário desafia empresas a repensarem seus modelos operacionais, especialmente na logística e no atendimento ao cliente.
"As pessoas não querem algo agora; elas querem algo aqui e agora." A efemeridade e a expectativa de rapidez estão redefinindo as dinâmicas de consumo e trabalho. - Walter Longo
IA como Inteligência Ampliada: O Neo-Humano
A IA não veio para substituir, mas para potencializar o que já fazemos. Claro, como comentei e sempre abordo em minhas palestras, a IA é muita boa em fazer os trabalhos repetitivos, e isso ela fará cada vez mais, com a intenção de liberar o ser humano para atividades mais importantes e criativas, que onde as máquinas não sao boas. Penso que teremos portanto uma nova era, dando espaço para o ser humano florescer e potencializar o lado humano.
A IA portanto, permite que externalizemos nosso raciocínio, insights e informações, expandindo nossa capacidade cognitiva. Contudo, essa sinergia só funciona se tivermos a capacidade e o repertório necessários para interagir efetivamente com a tecnologia.
Se você não consegue distinguir entre 'estratégia', 'tática' e 'plano de ação', a IA pode gerar um resultado que não atende às suas reais necessidades."
Isso reforça a importância do aprendizado contínuo ou, como sempre costumo falar "lifelong learning" e da curiosidade intelectual, algo que sou fascinado. Já para nos destacarmos como profissionais e colaboradores, precisamos sem a menor sombra de dúvidas desenvolver habilidades interpessoais, emocionais e algumas de perfil técnicas. Além disso, a empatia digital – se torna a capacidade de entender e se conectar com outros em ambientes virtuais – que também será crucial para liderar equipes híbridas e remotas.
O Papel Crucial do RH, Pessoas e Talentos na Transformação Digital
Uma das ideias mais provocativas apresentadas sobre esse tema, é a necessidade de transferir a responsabilidade da transformação digital das áreas de TI, jurídico ou finanças para o RH. Por quê? Porque "hoje eu não temos mais apenas um ser humano trabalhando; nós temos neo-humanos."
O RH portanto é quem deverá liderar os esforços para capacitar colaboradores a se adaptarem à nova realidade. Isso inclui treinamento em Fluência e Liderança Digital, Habilidades em Inteligência Artificial, desenvolvimento de soft skills e o cultivo de culturas organizacionais que incentivem a experimentação (pensamento lean) e a inovação (contínua).
Afinal, a transformação digital não é sobre tecnologia, mas sobre pessoas. Como já abordei no livro em 2020 Transformação Digital Disruptiva - Criando um novo mindset - Roger Medke
A Mudança na Publicidade e o Papel dos Influenciadores
Em uma aula que tive com Walter Longo dentre as varias sobre Formação de Conselheiros, outra tendência marcante é a transição da publicidade aspiracional para a identitária. Antigamente, as marcas vendiam sonhos e aspirações. Hoje, as pessoas buscam produtos que reflitam quem elas já são. Essa mudança fez com que a publicidade perdesse relevância, abrindo espaço para os influenciadores, que trazem de volta o apelo aspiracional de forma autêntica.
"Pessoas compram produtos para se transformarem numa melhor versão delas mesmas. Em comunicação, não há vácuo – e os influencers surgiram para preencher essa lacuna." Walter Longo
As empresas precisam entender essa dinâmica e integrar influenciadores em suas estratégias de marketing de maneira estratégica e genuína.
Stress, Criatividade e o Poder do Potencial Adjacente
Um ponto fascinante que ouvi em um podcast - gestão do amanhã - é o impacto do stress no processo decisório. Quando estamos sob pressão, nosso cérebro migra do córtex pré-frontal – responsável pelo pensamento lógico – para a amídala, que reage de forma impulsiva. Isso resulta em decisões equivocadas. Portanto, manter a calma e cultivar ambientes tranquilos é essencial para a inovação.
E tem mais, quando olhando para o conceito de "potencial adjacente", que ocorre quando diferentes ideias colidem para gerar novas soluções, os escritórios físicos, conversas informais e até mesmo o cafézinho compartilhado, são fontes ricas de criatividade. Embora o trabalho remoto aumente a produtividade, ele pode limitar a geração desses compartilhamentos. Portanto, equilibrar ambos é fundamental pra nutrir a inovação criativa.
O Que Empresas Podem Fazer
Priorizar a Inovação: Dar à área de inovação a mesma importância que se dá à área comercial.
Investir no Capital Humano: Capacitar colaboradores para trabalhar com IA, desenvolvendo repertório e habilidades digitais.
Valorizar o Repertório dos Mais Velhos: O etarismo está chegando ao fim, pois a experiência e o conhecimento acumulado são valiosos para lidar com a IA.
Adaptar Estratégias de Marketing: Integrar influenciadores e focar na autenticidade para reconectar com o público.
Criar Culturas de Experimentação: Fomentar ambientes onde falhas sejam vistas como aprendizado e onde ideias disruptivas possam florescer.
A Força Está em Nós
O futuro das empresas não será definido pela tecnologia, mas pela capacidade humana de se adaptar, aprender e inovar. A IA é uma ferramenta poderosa, mas seu verdadeiro potencial só será desbloqueado quando as organizações priorizarem a transformação comportamental e cultural.
"A tecnologia é apenas uma ferramenta. O verdadeiro poder reside na capacidade humana de se reinventar."
Se desejarmos construir empresas resilientes a prova do tempo, precisamos olhar para dentro – para nossas equipes, nossos valores e nossa capacidade de evoluir.
O futuro não é algo que acontece conosco, o futuro sempre chega, ele não se engana. - Roger Medke
O futuro é algo que criamos com base nas ações do presente. E, com a IA como aliada, temos a chance de nos tornarmos melhores versões de nós mesmos – são de "neo-humanos" que o mundo precisa.
Os neo-humanos representam uma evolução no conceito de ser humano, moldada pela integração entre tecnologia e capacidades humanas. Esse termo descreve indivíduos que, ao utilizarem ferramentas como a Inteligência Artificial (IA), ampliam suas habilidades cognitivas, emocionais e criativas, tornando-se versões mais capacitadas e resilientes de si mesmos. Em outras palavras, os neo-humanos não são substituídos pela tecnologia; eles a adotam como uma extensão de suas próprias capacidades.
Recomendações de Leitura
"Sociedade do Cansaço" (autor coreano)
"O Homem Que Não Conseguia Parar"
Se você deseja se preparar para o futuro, comece hoje a investir em sua equipe e desenhe em sua cultura e em sua capacidade de inovar. O próximo capítulo da história das empresas será escrito por aqueles que souberem unir tecnologia e humanidade de maneira harmoniosa.
E você, está pronto para liderar essa transformação? 🚀
Fonte: LinkedIn