29 DE JUN DE 2019
IoT Aplicada na Transformação Digital
A cada dia que passa, mais objetos e equipamentos estão trocando informações entre si, da geladeira da sua casa ao poste de iluminação. A tecnologia por trás disso é chamada de Internet das Coisas (Internet of Things, ou seja, “IoT”, a sua
A cada dia que passa, mais objetos e equipamentos estão trocando informações entre si, da geladeira da sua casa ao poste de iluminação. A tecnologia por trás disso é chamada de Internet das Coisas (Internet of Things, ou seja, “IoT”, a sua sigla em inglês), uma das maiores e talvez mais inesperadas consequências da aceleração exponencial. Mas afinal, o que é essa tão temida IoT? Eu diria que são objetos da vida cotidiana conectados à internet, agindo de modo inteligente e sensorial, um conceito tecnológico que consiste da fusão do mundo real com o mundo digital, fazendo com que o indivíduo possa estar em constante comunicação e interação.
O modelo de Indústria 4.0 e o avanço desenfreado das tecnologias deverão, em poucos anos, revolucionar todos os setores da economia, não somente o fabril. Lamentavelmente, a pesquisa mais recente feita pela IDC encomendada pela salesforce.com, denominado iDX Business Digitalization, em 2017, indica que cerca de 60% das empresas brasileiras ainda não sabem exatamente o que é Indústria 4.0. E o que é pior, muitos empresários acham uma insanidade investir agora em melhorias da produtividade quando se vive uma turbulência econômica no País.
Outro estudo conduzido pela Frost & Sullivan publicado pela Canaltech mostrou que, em 2016, o Brasil movimentou US$ 1,35 bilhão no mercado de IoT, tendo as indústrias automotiva e as verticais de manufatura como as mais relevantes. Já quanto às previsões para o ano de 2021, os especialistas acreditam que o mercado no país alcançará receitas de US$ 3,29 bilhões.
Uma nova atualização do International Sustentation Data Corporation “IDC” Worldwide Semiannual Internet of Things, fez uma previsão em 2017 de que os gastos mundiais em IoT em 2021 totalizarão quase US$ 1,4 trilhões, enquanto as organizações continuam a investir em hardware, software, serviços e conectividade que permitem a expansão das aplicações.
Outra pesquisa realizada pela Cisco em 2017 estimou que a IoT poderia adicionar US$ 352 bilhões à economia brasileira até o fim de 2022. “A IoT poderá trazer inúmeros benefícios aos consumidores. Dispositivos de saúde interconectados permitirão monitoramento mais constante e eficiente e interação mais eficaz entre paciente e médico. Sistemas de automação residencial permitirão que um consumidor, antes mesmo de chegar em casa, possa enviar mensagem para que os próprios dispositivos realizem ações para abrir os portões, desligar alarmes, preparar o banho quente, colocar música ambiente e alterar a temperatura da casa”, diz o professor e pesquisador Eduardo Magrani, do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A previsão divulgada pela TI Inside em 19 de junho de 2018, pelo diretor de Pesquisa e Consultoria da Frost & Sullivan Brasil, Renato Pasquini, durante o IoT Business Forum em São Paulo, apontou que a Internet das Coisas chegará a 50 bilhões de conexões em 2023, sendo que a América Latina terá o maior crescimento de todas as regiões, com cerca de 26,7%, totalizando 995,5 milhões de acessos. “Vamos passar de 1,4% para 2% do total. A escala maior estará na China, Índia e Estados Unidos, mas o volume latino-americano não é desprezível”, defendeu ele, o Brasil é o maior mercado da região, representando cerca de 45% desse total.
Percebe-se que os números e potencial de mercado realmente impressionam, mesmo diante das divergências apresentadas pelos estudos de companhias especializadas quando expõem o assunto.
Nós criamos uma plataforma para IoT, ma qual atuamos em duas verticais do mercado de IoT, sendo a vertical industrial que atende a setores como varejo, industria, agronegócio, óleo e gás, mineração e a vertical de infraestrutura, que trata de soluções para cidades inteligentes, nas quais estamos desenvolvendo junto a empresas parceiras aplicações com novos sensores para esses mercados, e posso afirmar que no brasil estamos muito no começo de toda essa onda. Quando olhamos os mercados como Europa, Estados Unidos, Japão, essa onda já passou, hoje esses mercados já estão focados na IA + IOT - “que é nada mais do que a inteligência artificial aplicada a internet das coisas”.
Para melhor ilustrar na prática a IoT, trago alguns estudos de casos de aplicações das quais estamos aplicando em alguns parceiros bem como de outros que já estão bem adiantados.
A Smart ligthing é uma plataforma de telegestão que promove a gestão da iluminação pública em luminárias LED em cidades, com um dispositivo projetado e fabricado no mercado nacional, denominado fotocélula IoT ela se conecta com um gateway LoRa e passa a ter seu gerenciamento a distancia, seja da medição de suas grandezas elétricas como de outras leituras como temperatura, umidade, movimento, GPS, ruído integrados a plataforma na nuvem processa todos esses dados e passa a gerar economias do consumo de energia como também redução em sua manutenção, pois o sistema passa a se tornar inteligente.
Outra aplicação é o Cold Chain, uma solução para gerenciamento da cadeia fria, utilizando sensores e dispositivos conectados a uma plataforma em nuvem que permite realizar o monitoramento de temperaturas de todo ecossistema desde fabricação, armazenamento, transporte e comercialização de produtos alimentícios perecíveis bem como de medicamentos e produtos hospitalares, gerando assim inúmeros benefícios para todos os stakeholders.
Também podemos citar o uso da plataforma com sensores e dispositivos aplicados a agricultura de precisão, tornando sistemas convencias de irrigação em sistemas autônomos, trazendo assim um aumento de produtividade melhor qualidade e redução do uso de água e energia nesses cultivos.
Já na indústria de transformação temos aplicações em processos produtivos que realizam por meio de sensores a coleta de informações do índice de produtividade de cada equipamento como a contagem de ciclos de produção de peças e a identificação em tempo real de parâmetros que possam apontar falhas em linhas de produção antes mesmo de ocorrerem e até mesmo aplicação da manutenção preditiva dos equipamentos, tornando assim processos produtivos mais eficientes, com menor índice de falhas e tempos de paradas.
Como um fabricante bem estabelecido de 300 anos aplica a tecnologia IoT, modelos de assinaturas e técnicas inovadoras de marketing para expandir sua base de clientes? A Husqvarna respondeu a essa pergunta com seu novo conceito, a Husqvarna Battery Box, uma loja de locação de ferramentas automatizada conectada, com sua linha de ferramentas de jardinagem profissionais, alimentadas por bateria e ecologicamente corretas. Com uma equipe trabalhando além das fronteiras e fusos horários, a Battery Box passou do conceito para o lançamento em apenas seis meses. Uma das forças do modelo de ecossistema do projeto é que todas as soluções são escalonáveis. Se assim o desejarem, a Husqvarna pode saltar de uma a cem caixas de baterias usando as mesmas soluções. Do ponto de vista do reconhecimento da marca e do brand equity, o projeto tem sido um sucesso, reforçando o apoio dentro da organização Husqvarna para mais experimentações da IoT. De uma perspectiva comercial, o Battery Box forneceu dados reais relacionados a produtos, serviços e experiências. A equipe da Husqvarna certamente aplicará essa valiosa percepção à medida que continuar a desenvolver sua estratégia de IoT. Com um modelo operacional ágil e adaptável, a Husqvarna provou que mesmo as empresas mais antigas e estabelecidas podem permanecer inovadoras e colher os benefícios de ser pioneira. Tendo construído um ecossistema multissetorial que pode girar de acordo com as demandas do mercado, a Husqvarna está cumprindo sua meta de ser “a startup mais antiga do mundo”.
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Fonte: LinkedIn