26 DE MAR DE 2020
IoT Highlights
Ao contrário do que as pesquisas anteriores indicaram, os projetos de IoT parecem estar, majoritariamente, sob responsabilidade da área de TI – essa foi a resposta de 68% dos participantes da pesquisa feita com mais de 272 executivos de gra
Ao contrário do que as pesquisas anteriores indicaram, os projetos de IoT parecem estar, majoritariamente, sob responsabilidade da área de TI – essa foi a resposta de 68% dos participantes da pesquisa feita com mais de 272 executivos de grandes empresas no Brasil (142), Argentina (29), Chile (31), Colômbia (39) e México (31).
- IoT é um tema de alta importância para 35% das empresas, com expectativa de que esse nível de importância cresça para 57% nos próximos 3 a 5 anos;
- O nível de adoção (já adotado ou em processo) de IoT na América Latina é de 32%, e outras 18% de empresas afirmam que iniciarão os projetos nos próximos 12 meses;
- Os benefícios percebidos dos projetos de IoT se equilibram entre eficiência operacional, produtividade, inovação e melhoria na experiência do cliente;
- Os principais desafios para a adoção são de natureza financeira (custo, orçamento, ROI), cultural ou de falta de conhecimento e capacitação;
- Inteligência artificial, plataformas, sensores e dispositivos são os temas que ainda requerem maior capacitação para o desenvolvimento do tema pelas organizações;
- Diferentemente das edições anteriores, em que a área de inovação liderava as iniciativas de IoT, em 2018, 68% dos projetos estão sob responsabilidade da área de TI.
Responsabilidade e investimentos
Entre os pouco mais de 43% que falaram sobre o tema nos países latinos (excluindo o Brasil), o cenário foi otimista. Apenas 11% afirmaram ter menos budget em 2018, enquanto 52% garantem ter aumentado o poder de investimento neste ano. No Brasil, dos 45% que concordaram em revelar dados sobre investimentos, 52% garantiram que é a primeira vez que possuem orçamento para IoT e 22% afirmaram ter acesso a um montante maior neste
ano.
A eficiência operacional vem sendo o principal benefício obtido pelas empresas com internet das coisas, citado por 18%
Mais do que uma promessa, a Internet das Coisas (IoT) já está acontecendo nas empresas, ganhando cada vez mais relevância. Hoje, 35% das empresas brasileiras e 24% das latino-americanas contam com alguma iniciativa de IoT.
No Brasil, para 42% das companhias, o tema é de alta importância e a previsão é de que nos próximos três a cinco anos, cresça para 76%. Na Colômbia, México, Argentina e Chile, a previsão de evolução é de 43% para 73%.
Apesar do crescimento e dos benefícios da IoT – que ajuda a reduzir custos e a ganhar agilidade e eficiência operacional – a cultura organizacional e os custos são os principais inibidores para adoção da tecnologia.
Os dados são da quarta edição do estudo IoT Snapshot, realizado pela Logicalis, empresa global de serviços e soluções de tecnologia da informação e comunicação, em parceria com a consultoria Stratica.
A pesquisa analisa a adoção e a evolução da IoT nos mercados brasileiro e latino-americano. Entre outubro e novembro de 2019, foram entrevistados 256 executivos, divididos em: Brasil (146), Colômbia (34), México (32), Argentina (27) e Chile (17).
“Justificar investimentos de IoT é algo de suma importância. Afinal de contas, a tecnologia deixa de ser hype e torna-se uma (ou mais uma) abordagem estratégica de busca de competitividade. Chegamos a um ponto em que as soluções de transformação digital estão prontas para realmente mudarem as empresas”, afirma o diretor de consultoria da Logicalis, Yassuki Takano.
Responsabilidade e investimentos
O estudo analisou também os times que conduzem a IoT nas empresas. Agora, a tendência é de serem cada vez mais diversos. De modo geral, a área de TI está envolvida, o que mostra que, com a transformação digital e o surgimento de tecnologias disruptivas, TI vem ganhando relevância, deixando de ser uma área de apoio e infra e se tornando fundamental para melhoria do negócio.
Na maioria dos casos, a gestão e implementação de projetos de IoT ainda estão sob a responsabilidade da área de TI (60%), número um pouco menor quando comparado com o ano anterior (68%).
Mas o estudo apontou uma mudança significativa em relação aos projetos conduzidos por times multidisciplinares, especialmente no Brasil. Enquanto no ano passado apenas 3% da responsabilidade e gestão era feita por equipes compostas por profissionais de TI, negócios e inovação, hoje esse porcentual cresceu para 26%. Nos demais países estudados, apenas 9% dos respondentes afirmaram que iniciativas de IoT são de equipes multidisciplinares.
Nível de adoção
A IoT tem ganhado cada vez mais espaço na América Latina. No Brasil, 35% das empresas contam com algum uso da tecnologia, enquanto na América Latina o número é 24%.
O mercado brasileiro desponta ligeiramente mais maduro, ao ter 19% das iniciativas já em produção. Nos demais países analisados, 10% das empresas estão em fase de Prova de Conceito (PoC), portanto, o cenário está equilibrado.
Já os planos de investimento em IoT ao longo dos próximos 18 meses se mostram mais contidos que em 2018. Argentina, Chile, Colômbia e México apresentam uma visão um pouco mais otimista em relação a isso.
No Brasil, em 2018, 44% dos entrevistados afirmavam ter planos concretos de investir em novas iniciativas de internet das coisas; na edição 2019, foram apenas 34% dos respondentes.
Na avaliação por setores do mercado brasileiro, o segmento em que mais há planos concretos de investimentos em novos projetos de IoT nos próximos 18 meses é o de manufatura. Em segundo lugar, vem o setor de serviços, em que 33% dos executivos afirmam ter planos de investir em IoT. O número é discretamente mais alto que no último ano (30%).
Já o agronegócio, que aparecia em segundo lugar no último estudo com 43% das empresas planejando investir em IoT, caiu para a terceira posição entre os mais interessados, com apenas 20% dos executivos tendo planos concretos.
Desafios
Apesar do aumento de relevância da IoT nos mais diversos setores do mercado, a tecnologia enfrenta algumas barreiras como a cultural e a financeira. As incertezas do cenário econômico regional e a necessidade cada vez maior de justificar investimentos de IoT levaram 38% dos respondentes brasileiros e dos demais países a colocar o item custo como principal inibidor para a adoção dessa tecnologia.
Em segundo lugar, aparece a questão da cultura organizacional, apontada por 28% dos executivos brasileiros e por 20% dos latino-americanos como principal barreira para uma adoção completa.
No tema de capacitação e preparo de equipe, os itens que aparecem como principais dificuldades enfrentadas pelos executivos brasileiros são: inteligência artificial e machine learning. Somente 12% dos entrevistados acreditam que suas equipes estão preparadas ou muito preparadas para usar essas tecnologias, enquanto 37% acreditam que seus times não estão preparados. Nos outros países analisados ocorre o mesmo.
Já em relação a temas confortáveis para os executivos estão: redes e segurança. No Brasil, 82% e 68% afirmam que seus times estão preparados ou muito preparados para essas questões. Enquanto isso, na América Latina rede e conectividade aparecem como principais itens do quesito.