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19 DE MAR DE 2020

NOVA ECONOMIA, MODELO DE NEGÓCIO, SERVIÇO COMO PRODUTO

ESTUDO DE CASO - VEÍCULOS E ARTIGOS DE LUXO

2050 ENSAIO NOVA ECONOMIA, MODELO DENEGÓCIO, SERVIÇO COMOPRODUTO ROGER MEDKE · 19 DE MAR DE 2020

ESTUDO DE CASO - VEÍCULOS E ARTIGOS DE LUXO

Modelo de produto como serviço não se limita os produtos industriais. Quase todas as empresas podem repensar seu modelo de negócio nesses termos. Vejamos a LV (Louis Vuitton) que se orgulhava de criar produtos da melhor qualidade vendê-los a clientes exclusivos por preços altíssimos. Uma bolsa da LOUIS VUITTON típica sai por alguns milhares de dólares, e a bolsa City Steamer De couro de crocodilo, cadeado gravado em plaquinha de identificação pode custar $55.000. Do mesmo modo, fabricantes de automóveis como a BMW aperfeiçoaram a engenharia de seus produtos, e os carros de luxo tamanho médio que podem reduzir sua conta bancária em UU $ 60.000 ou mais.

Essas empresas sempre se concentraram em seus produtos, mas será que se beneficiariam ser mudassem seu modelo de negócio e disponibilizassem como serviço seus produtos como a Philips fez com a suas lâmpadas aos vender (luz) e a Michelin fez com o seus pneus (pagar por km rodado).

E se a LV criasse um serviço no qual assinantes pudessem pagar uma módica taxa mensal para receber a cada mês uma bolsa de uma lista selecionada? A consumidora que não pudesse comprar uma dúzia (ou talvez mais) dessas bolsas caras agora teria possibilidade de possuir uma bolsa diferente por mês e usar em ocasiões diferentes. Esse serviço abriria para a LV uma base grande e nova de clientes. Startups como a Bag Barrow, reconheceram essa necessidade do consumidor e já oferecem o serviço. A Rent The Runway lançou uma ideia semelhante ao oferecer a mulheres jovens o aluguel de vestidos caros, em vez da compra.

As montadoras de automóveis poderiam se beneficiar de um modelo de negócio similar? Já parou para pensar porque temos que comprar um carro de R$100.000 e dirigir o mesmo veículo nos próximos cinco anos? E se as montadoras ou concessionárias oferecessem um serviço de assinatura mensal que permitisse aos consumidores ter acesso a qualquer carro de uma lista selecionada? Eu poderia usar um sedã nos dias úteis e um conversível no fim de semana. Mais uma vez, esse serviço de assinatura abriria para montadoras ou concessionárias um mercado todo novo de consumidores que jamais teriam condições de comprar um carro de R$ 100.000 (por exemplo). Mas a boa notícia é que que isso já está acontecendo, em 2017, a Cadillac lançou em 2017 na cidade de Nova York, e passou oferecer aos membros a chance de trocarem vários veículos Cadillac a um preço fixo 18 vezes por ano. Por cerca de US $ 1.800, os membros receberam serviços de entrega, seguro, milhas ilimitadas, manutenção e detalhamento de luvas brancas. O serviço promete em 2020 vir repaginado e deverá ser expandido globalmente. Depois da Cadillac, a Porsche também lançou seu serviço de assinatura de U$ $ 2.000 mensais, o Porsche Passaporte, permite aos clientes trocarem os modelos Cayman, Boxster, Macan e Cayenne conforme a necessidade. A Clutch, uma Startup de Atlanta também oferece uma assinatura mensal que permite trocar de carro todo dia.

Bom, esses novos modelos de negócios começam a surgir porque há uma intensificação da concorrência global dos produtos e por si só ela diminui a diferenciação entre eles, não surpreende que as empresas estejam recorrendo aos serviços por meio de novos modelos de negócios para lucrar, crescer e continuarem relevantes para seus clientes, acionistas e perenes. Contratos de serviço, peças sobressalentes e taxas de manutenção sempre foram uma fonte importante de receita das empresas, mas, basicamente, o produto como serviço é um modelo de negócio diferente por inúmeras e seguintes razões:

De acordo com a IDC, empresa global de informações de mercado, 40% dos 100 maiores fabricantes discretos (que fabricam produtos acabados, como automóveis) e em 20% dos maiores fabricantes de processo (que combinam ingredientes, como no setor químico e alimentício) iniciaram a oferta de produtos como serviço em 2018. Também tem havido aceitação significativa entre os consumidores do nível de preço do produto como serviço e do pay-per-use. Numa pesquisa de 2012 com mais de 2.200 consumidores dos Estados Unidos e da Europa, a Accenture constatou que modelos como pay-per-use e e energia por hora foram preferidos por espantosos 70% dos consumidores frente à compra total prévia do produto. 

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Quando nos deslocamos rumo a uma economia baseada na demanda, o acesso aos produtos, (não sua propriedade), alimentará o sucesso das empresas na economia circular. Essa mudança tornará o modelo do produto como serviço cada vez mais importante no futuro.

Continuaremos a ver o surgimento de novos modelos de negócio e novas regras de envolvimento, baseados no comportamento do consumidor que está cada vez mais empoderado. A tecnologia digital não é necessariamente uma ameaça aos participantes atuais do mercado, porém ela costuma oferecer um conjunto de oportunidades, caso as empresas se disponham a repensar seu modelo de negócio atual.

Fonte: LinkedIn