10 DE SET DE 2025
O Atalho da Wiz: Como Startups Podem Escalar Jogando no Tabuleiro dos Grandes
"Velhos mapas não nos levarão a novos caminhos" — Roger Medke, e talvez o melhor exemplo disso seja o que a Wiz fez entre 2021 e 2025.
"Velhos mapas não nos levarão a novos caminhos" — Roger Medke, e talvez o melhor exemplo disso seja o que a Wiz fez entre 2021 e 2025.
De zero a US$ 32 bilhões: o que podemos aprender com essa trajetória?
Em apenas quatro anos, a Wiz saiu do papel para ser adquirida pela Google por impressionantes US$ 32 bilhões. Não estamos falando de uma big tech americana. Estamos falando de uma startup que surgiu com um problema bem definido, um time ambicioso e — principalmente — uma execução impecável.
Muita gente olha para aquisições desse porte e enxerga sorte. Eu enxergo sistema. E sistemas podem ser modelados. A trajetória da Wiz deixou pistas valiosas para startups que querem jogar sério no B2B — e é sobre isso que vamos falar.
1. GTM não é um plano. É um processo.
A Wiz não esperou virar “grande” para se comportar como tal. Desde o início, adotaram uma abordagem Sales-Led e Product-Led ao mesmo tempo, com uma mistura cirúrgica de:
Vendas consultivas para enterprise, com ciclos curtos e propostas de valor personalizadas.
Experiências de produto que encantavam em minutos. Nada de trials infinitos: POC de 14 dias com escopo bem definido.
Parcerias com hiperescaladores que deram alcance, credibilidade e integração nativa desde o início.
Conteúdo altamente técnico, mas de fácil absorção, que educava o mercado enquanto gerava demanda.
Não é sobre escolher um canal. É sobre orquestrar canais certos, para o perfil certo, na hora certa.
2. A página que vale milhões (literalmente)
O site da Wiz não era bonito. Era funcional. Não vendia o produto. Vendia transformação.
Cada seção era pensada como um passo no funil:
Um hero poderoso, com a dor real do cliente e uma proposta de valor clara.
Casos de uso específicos, com números que importam.
Um vídeo curto mostrando o produto em ação — sem firula.
Uma demo interativa que levava o prospect direto para o "aha moment" — em menos de 5 minutos.
FAQs técnicas, voltadas para o cara da TI, o jurídico e o financeiro. Tudo já respondido.
A lição? O site não é um panfleto. É seu melhor vendedor. E ele precisa saber vender para quem assina o cheque.
3. Parcerias: o motor invisível do crescimento
Tem startup gastando milhões em tráfego pago enquanto a Wiz fazia outra coisa: entrava no jogo de quem já tem o cliente.
Cloud providers, consultorias setoriais, associações, plataformas integradoras. A lógica era simples: “Como faço meu parceiro parecer mais inteligente quando oferece meu produto junto?”
O resultado? Leads mais quentes, ciclos mais curtos e tickets mais altos.
Em 90 dias, o playbook deles previa:
3 webinars com parceiros.
10 deals registrados.
2 POCs conjuntas.
Nada glamouroso. Mas brutalmente eficiente.
O futuro não vai esperar — e nem os seus clientes.
A história da Wiz é uma espécie de alerta e oportunidade ao mesmo tempo. Mostra que é possível acelerar com método, escalar com inteligência e chegar no mercado certo com a narrativa certa.
Mas só funciona para quem está disposto a abandonar as certezas antigas.
Quer levar esse modelo para sua startup?Quer entender como aplicar esse GTM combinando SLG, PLG e parcerias com foco em enterprise? O momento de redesenhar o tabuleiro é agora.
Fonte: LinkedIn