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15 DE SET DE 2018

O DIGITAL TRANSFORMATION DO VAREJO NO BRASIL

A nova gestão quero um pão de açúcar digital pergunta para executivos dos mais diversos setores qual é o principal objetivo para suas empresas os próximos anos e a maioria responderá sem pestanejar, algo como promover uma transformação digi

2050 LIDERANÇA O DIGITAL TRANSFORMATIONDO VAREJO NO BRASIL ROGER MEDKE · 15 DE SET DE 2018

Novo Presidente do GPA anuncia "melhorar a rentabilidade" e "transformação digital" serão as prioridades de sua gestão.

A nova gestão quero um pão de açúcar digital pergunta para executivos dos mais diversos setores qual é o principal objetivo para suas empresas os próximos anos e a maioria responderá sem pestanejar, algo como promover uma transformação digital. O mais novo presidente do grupo Pão de Açúcar, Sr. Peter Paulo Estermann que assumiu em Abril/2018 utilizou as palavras “melhorar a rentabilidade” e “transformação digital”, quando mais uma vez quando questionado sobre sua missão a frente do GPA, dona das marcas Pão de Açúcar, Extra, Açaí, Ponto Frio e Casas Bahia. Ele assumiu oficialmente em 27 de abril/2018.

A diferença entre Estermann e tantos outros executivos que falou em transformação digital, no entanto estar no currículo. Ex-diretor de operações do GPA, ele é o atual presidente da via Varejo, redes de móveis eletrodomésticos do grupo. Em pouco mais de dois anos, de promover uma revolução que fez as ações da companhia valorizar e mais de 300%. Unindo as operações on-line e off-line promovendo a famosa transformação digital das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, o executivo fez o valor de mercado do grupo passar de míseros R$ 2,58 bilhões para R$ 11 bilhões de reais, segundo dados da consultoria e Economátcia.

O GPA, por sua vez, segue com pouco mais de metade do valor de mercado que tinha quando o controlador Abílio Diniz anunciou sua saída definitiva, em 2013. Neste período, a empresa foi pressionada pela crise e pelo vigoroso crescimento do francês Carrefour em nichos de mercado importantes como Atacarejo e Lojas de Vizinhança.  

A missão de Estermann de colocar o GPA em um novo patamar digital vem um momento em que os maiores varejistas do mundo avançam na área. A gigante Amazon comprou no ano passado a rede de alimentos Wholle Foods com 460 lojas nos EUA por U$ 13,7 bilhões de dólares, e iniciou em 2018 a entrega de produtos da rede para os clientes Amazon Prime em apenas uma hora. Em janeiro, a empresa também inaugurou seu primeiro supermercado sem caixas e sem filas, o Amazon Go, projeto ousado e inovador, que utiliza inúmeras tecnologias como Inteligência Artificial, Análise de Vídeo Inteligente, Sensores de pesos e Aplicativo para Smartphone. Já o Wallmart adquiriu no ano passado empresa de Ecommerce JET.com por cerca de U$ 3 bilhões de dólares para aumentar sua presença no varejo on-line. Em 2018, fez uma parceria com o Google para vender seus produtos no Google Express. Além disso, o Walmart fez uma aposta de US $ 16 bilhões na economia em expansão da Índia chegando aos compradores do enorme mercado consumidor indiano, assumindo o controle da varejista on-line Flipkart, conhecida por seus onipresentes motoristas de entregas em motocicletas com mochilas enormes. O controle de US $ 16 bilhões, anunciado na quarta-feira, é a maior aquisição até o momento pelo maior varejista do mundo. A economia quente da Índia faz com que seja atraente para as empresas ansiosas para vender mercadorias para a sua enorme população. O Walmart e a Amazon se esforçaram para alcançar Flipkart e estabelecer uma posição substancial no país. Mas em vez de competir com a Flipkart, o Walmart assumiu a empresa. É um movimento que pode ter perdas de curto prazo, mas faz parte de uma mudança maior do Walmart em relação ao futuro. Isso inclui sua decisão no mês passado de vender sua unidade britânica, a Asda, que operava principalmente uma rede de supermercados tradicionais. A Amazon, que opera um mercado on-line na Índia, teria conversado com o Flipkart também - mas o Walmart ganhou. A Flipkart teve vendas líquidas de US $ 4,6 bilhões em seu último ano fiscal. Isso é uma fração da receita anual mais recente do Walmart, de US $ 485,8 bilhões. Mas o Walmart acredita que a Índia, que tem 1,3 bilhão de pessoas, pode estar entre os cinco maiores mercados de comércio eletrônico do mundo nos próximos cinco anos. 

A corrida para dominar o delivery de produtos de supermercado pode envolver também uma série de soluções criativas, como drive-Thru (usado pelo Wallmart nos Estados Unidos), um exército de compradores que escolhe a mão itens como frutas e verduras (usado pela Startup Rappi), até entrega dentro da casa do cliente, com organização de geladeira e tudo mas (testado como piloto por empresas como Amazon). 

Outro grande Player, A Alibaba Group Holding estabeleceu uma parceria estratégica com o Bailian Group, o maior retalhista por número de lojas a aliar-se à gigante do e-commerce na sua iniciativa para usar o Big Data de modo a melhorar e rentabilizar as vendas das lojas físicas. O acordo, que não inclui qualquer investimento financeiro da Bailian, é o mais recente dos esforços da Alibaba para capturar uma maior fatia do mercado de retalho, à medida que o crescimento das vendas online diminui.

A Alibaba investiu, ainda, 4,6 mil milhões de dólares numa participação minoritária no retalhista chinês de de eletrônica e eletrodomésticos Suning Commerce Group, está a liderar uma oferta de 2,6 mil milhões de dólares pelas department stores e shopping center do Intime Retail Group e comprou uma participação na cadeia de supermercados Sanjiang Shopping Club. A notícia do acordo com a Bailian beneficiou as ações deste grupo, mas os analistas advertEM que pode demorar diversos anos até que o Big Data gere efetivos retornos de investimento e palpáveis em termos de vendas. "Há um grande empurrão em todas as marcas para tentar descobrir como misturar compras físicas e online, mas os ganhos até agora foram limitados", disse o analista de retalho Ben Cavender, do China Market Research Group. As duas empresas irão inicialmente cooperar na tecnologia da cadeia de abastecimento, usando as capacidades de Big Data da Alibaba, e integrarão os pagamentos Alipay com o programa de fidelização do Grupo Bailian.

A Bailian opera 4.700 pontos de venda em 200 cidades, incluindo supermercados, lojas de conveniência e farmácias, mais do dobro das lojas de Suning, Intime e Sanjiang combinadas. Um porta-voz da Alibaba recusou-se a comentar sobre quantas lojas estarão envolvidas na nova parceria. 

A corrida Global já começou e essa disputa vai longe, é um grande momento para empresas repensarem seus negócios e começar urgente o seu digital transformation. Grandes oportunidades para as Startups e para empreendedores.

Fonte: LinkedIn