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23 DE DEZ DE 2018

O ECOSSISTEMA PERFEITO

A fusão de tecnologias, apagando as linhas divisórias entre as esferas físicas, digitais e biológicas. Esta nova revolução, unindo mudanças sócio-econômicas e demográficas, terá impacto nos modelos e formas de fazer de negócios

2050 ENSAIO O ECOSSISTEMA PERFEITO ROGER MEDKE · 23 DE DEZ DE 2018

A fusão de tecnologias, apagando as linhas divisórias entre as esferas físicas, digitais e biológicas. Esta nova revolução, unindo mudanças sócio-econômicas e demográficas, terá impacto nos modelos e formas de fazer de negócios e os mercados de trabalho.

Afetará exponencialmente todos os setores da economia e todas as regiões do mundo, evento causado por essa nova onda de transformação que se difere das anteriores por quatro razões:

  1. As inovações nunca foram difundidas tão rapidamente como agora. A QUIRLY, uma organização exponencial de bens de consumo embalados. Ela completa o ciclo de desenvolvimento que uma empresa normal levaria de 250 a 300 dias em 29 dias.
  2. A queda dos custos marginais de produção e o surgimento de plataformas que agregam e concentram atividades em vários setores elevam a economia de escala. A DIY DRONES (já foi capaz de projetar e construir um drone com 98% das funcionalidades do PREDATOR, usado pelas Forças Armadas Norte-americanas. O PREDATOR custa US$ 4 milhões e o drone da DIY custa US$ 300).
  3. Genotipagem. A HELIX já oferece sequenciamento genético a US$ 149. O aplicativo VINOME, quer oferecer um serviço de análise do DNA para identificar quais as percepções gustativas estão mais afloradas nos seus clientes para recomendar vinhos. Já podemos imaginar como estas análises podem influenciar planos de saúde, previdência e seguro de vida.
  4. Essa evolução afetará todos os países e terá impacto sistêmico em várias áreas. Os consumidores, por exemplo, ficam, a cada dia mais engajados em transformarem- se em “consumidor-ator” como novas maneiras de usar a tecnologia para mudar comportamentos e sistemas de produção.  

AS TECNOLOGIAS DISRUPTIVAS

A grande questão não são as tecnologias isoladas, mas a combinação delas é que potencializa a disrupção, agora acessíveis, conectando o físico e o biológico com o digital. 

Não sei se você sabia, mas já existe Inteligência Artificial para:

  1. As regras de negócios mudaram em todos os setores e atividades. A transformação digital está virando de cabeça para baixo o velho guia de negócios. Não importa se sua empresa é grande ou pequena. É hora de levar a transformação digital a sério e aproveitar suas possibilidades. É um assunto que está na pauta de 86% dos CEOs, estudo publicado pela PWC Survey, em que esses executivos consideram a Digitalização sua prioridade #1. Os CEOs acreditam que a tecnologia vai mudar seus negócios de forma mais impactante que outras tendências globais relevantes. 

Mas onde tudo isto começou? O mundo não está somente se tornando interconectado ou hiperconectado, mas interdependente, todo mundo em toda parte se encontra agora mais vulnerável às ações de qualquer lugar. O mundo não está apenas mudando rapidamente, mas está sendo drasticamente reconfigurado, está começando a operar de maneira independente em várias esferas ao mesmo tempo. Esta reconfiguração está acontecendo mais rápido do que conseguimos reconfigurar a nós mesmos, assim como nossas lideranças, nossas instituições, nossas sociedades, nossas leis e nossas escolhas éticas.

Existe efetivamente um descompasso entre a mudança no ritmo da mudança e nossa capacidade de desenvolver sistemas de aprendizagem, sistema de treinamento, sistemas de administração, redes de segurança social e regulamentação governamental que dariam aos cidadãos a capacidade de extrair o máximo dessas acelerações e amortecer seus impactos mais severos. A esse fenômeno é dado o nome de VUCA, é um acrônimo - que foi usado pela primeira vez em 1987 para descrever ou refletir sobre a volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade das situações gerais. O significado mais profundo de cada elemento do VUCA serve para aumentar o significado estratégico da previsão e percepção do VUCA, bem como o comportamento de grupos e indivíduos nas organizações. Ele discute falhas sistêmicas e falhas comportamentais, que são características de falhas organizacionais. 

A boa nova, é que existe uma curva concorrente, é o ritmo no qual a humanidade, indivíduos e sociedade se adaptam às mudanças em seu ambiente. Essas podem ser mudanças tecnológicas (drones, sensores, inteligência artificial), geofísicas (como o aquecimento e resfriamento global) ou sociais (já houve uma época em que nos sentíamos constrangidos com casamentos inter-raciais). E, de fato, a boa notícia é que passamos a nos adaptar um pouco mais rapidamente ao longo dos séculos, graças à maior instrução por meio da leitura e da difusão do conhecimento. A velocidade com que nos adaptamos está aumentando. Há cerca de mil anos provavelmente passariam duas ou três gerações até que nos adaptássemos a alguma coisa nova. A imagem a seguir nos da uma melhor visibilidade sobre 

O futuro é melhor do que imaginamos, porém precisamos estar preparados para esse novo século de mudanças.

Fonte: LinkedIn