19 DE MAI DE 2019
O que é bom saber sobre as STARTUPS
O termo startup é relativamente novo e cada dia ouvimos mais e mais falar em Startups. Apesar de muito difundido em outros países, poucos realmente sabem dizer o que define uma startup, mas já vemos um movimento muito presente no Brasil, fo
Você sabe o que é uma startup?
O termo startup é relativamente novo e cada dia ouvimos mais e mais falar em Startups. Apesar de muito difundido em outros países, poucos realmente sabem dizer o que define uma startup, mas já vemos um movimento muito presente no Brasil, formação de ecossistemas em torno de STARTUPs.
Bem, alguns acreditam que é uma empresa pequena ou uma empresa em seu período inicial. Outros dizem que é uma empresa com custos de manutenção muito baixos, mas com enorme potencial de crescimento ou até que são apenas empresas de internet ou de tecnologia.
O termo startup surgiu há algum tempo nos Estados Unidos, mas se popularizou no Brasil a partir da bolha das empresas ponto-com, entre os anos de 1996 e 2001. Tal bolha especulativa fez com que as ações das novas empresas de tecnologia da informação e comunicação alocadas no espaço da internet ficassem em alta. Assim, fez difundir o termo que inicialmente se referia ao grupo de pessoas trabalhando em ideias de negócios diferentes e com alto potencial de crescimento.
Considerando-se a etimologia da palavra, startup é sinônimo de iniciar algo e colocar em funcionamento. Porém a definição mais atual é: grupo de pessoas a procura de um modelo de negócio inovador, repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza e com soluções a serem desenvolvidas. Tal conceito envolve alguns termos que precisam ser melhor explicados.
Modelo de negócio
O modelo de negócio refere-se a como o negócio funciona para gerar valor ao cliente (solucionar seus problemas) e para a empresa (rentabilidade do negócio). Logo, o foco não é apenas no produto, mas no valor gerado. O maior desafio para startups é desenvolver um modelo de negócio realmente inovador.
Inovação
Inovação refere-se ao desenvolvimento de um produto, serviço ou modelo de negócio completamente novo ou ainda pouco explorado. Apresenta diferenciais valorizados pelo mercado e percebidos como algo novo e superior em relação aos concorrentes e às soluções previamente apresentadas para os problemas dos consumidores.
Por ter esse caráter inovador, muitas vezes utiliza-se recursos digitais, mas não se limita a isso. É por causa desse aspecto que as pessoas acreditam que startups são apenas empresas de base tecnológica relacionadas à internet. Realmente é mais comum encontrá-las na internet, visto que é um meio mais rápido, barato e fácil de se propagar, mas não se limitam a isso.
Repetível
Ser repetível significa que o modelo de negócio é capaz de entregar o mesmo produto ou serviço em escala potencialmente ilimitada sem muitas customizações e adaptações, ou seja, é possível replicar e reproduzir a experiência do produto ou serviço de forma simples.
Escalável
Ser escalável significa crescer cada vez mais sem que isso influencie no modelo de negócios, podendo atingir rapidamente um grande número de consumidores mantendo seus custos fixos baixos, tornando a margem cada vez mais alta.
Um modelo de negócio repetível e escalável é uma das chaves de sucesso de startups, uma vez que este tende a atingir um grande número de clientes e gerar lucro de forma mais rápida, sem um aumento significativo dos custos e sem a necessidade de customizações para cada cliente específico.
Cenário de incertezas
Cenário de incertezas significa que não há garantias de que a ideia do modelo de negócio irá dar certo e será bem-sucedida. Por ser uma ideia inovadora e disruptiva, não há em que se basear para atingir o sucesso e não é possível verificar se a ideia é bem aceita previamente pelo mercado. Tal ambiente é considerado incerto até que o modelo de negócio comece a mostrar que vai vingar e sua receita comece a crescer.
Caso o modelo inicial não se mostre assim, é necessário repensar e até mesmo reinventar todo o modelo, o que pode significar a necessidade de um novo montante de investimento. É muito comum as startups pivotarem seus conceitos, produtos, serviços e públicos-alvo, por exemplo, até encontrarem o modelo ideal.
É por isso que ao pensar em startup é necessário pensar em capital de risco, visto que encontrar o modelo certo de imediato é uma tarefa difícil. Tal capital é de extrema importância na iniciação e no desenvolvimento, até que elas possuam receita suficiente para se consolidar.
Uma forma de lidar com a incerteza é iniciar a startup com um produto mínimo viável, MVP, que tem como objetivo validar o modelo ajudando a compreender melhor o que o público-alvo deseja e gastando o mínimo possível.
Após a validação e comprovação do modelo, receitas começam a crescer e a startup começa a avançar rumo a se tornar uma empresa sustentável.
Tipos de Startup
As startups podem ser divididas de várias formas. Seguem abaixo seis classificações utilizadas pelo mercado:
- Small-Business Startups: empreendedores iniciantes, com pouca experiência e visão administrativa limitada, que comandam e controlam a própria empresa e não tem muito interesse em expandir o negócio, apenas movimentam a economia local;
- Scalable startups: empreendedores que encontram um modelo de negócio com grande potencial de crescimento e que necessita de investimento para crescer, ou seja, já funcionam, mas precisam de capital de risco para expandir. Tais empreendedores visam, inclusive, desenvolver o seu negócio para abrir capital na bolsa ou ser comprado por investidores no futuro;
- Lifestyle startups: empreendedores que são movidos por um sonho e trabalham com uma ideia que amam. Tais empreendedores geram renda, mas sem deixar de fazer o que gostam já que não visam apenas dinheiro;
- Buyable startups: empreendedores com uma grande ideia e que precisam, então, de capital de risco para concretizá-la e instrumentalizar um modelo de negócio;
- Social startup: pessoas que têm a ideia de fazer a diferença no mundo, ajudar outras pessoas e gerar resultados positivos para a sociedade, com ou sem fins lucrativos, ou mesmo uma mistura de ambos;
- Large-company startups: grandes empresas que já estão no mercado e precisam inovar seu modelo de negócio e se reinventar constantemente para sobreviverem, se adaptarem e crescerem nos novos contextos do mercado que está sempre se alterando.
Além disso, em relação ao tipo de modelo de negócio, destacam-se:
- B2B (Business to Business): startups que atendem necessidades de outras empresas, não de um consumidor final diretamente;
- B2C (Business to Consumer): startups que atendem as necessidades de um consumidor final;
- B2B2C (Business to Business to Consumer): startups que fazem negócios com outras empresas visando atender à necessidade de um consumidor final.
Nichos e classificação de Startups
Em relação aos nichos onde atuam, existem, por exemplo:
As FinTech (atuam no ramo financeiro);
HealthTech (atuam no ramo da saúde e medicina);
EdTech (atuam no ramo da educação);
LawTech (atuam no ramo do direito);
RetailTech (atuam no ramo de varejo);
GovTech (atuam no ramo de governo);
Agritech (atuam no ramo de agronegócio);
FashionTech (atuam no ramo da moda);
AdTech (atuam no ramo de publicidade e propaganda);
InsurTech (atuam no ramo de seguros);
GreenTech (atuam no ramo de produtos e serviços em energia limpa);
CleanTech (atuam no ramo de tecnologias limpas);
BioTech (atuam no ramo de biotecnologia);
PropTech (atuam no ramo de propriedade intelectual);
TravelTech (atuam no ramo de viagens);
LogTech (atuam no ramo de logística e Transporte);
MarTech (atuam no ramo de marketing), além de outras que podem surgir.
Ao analisar o mercado, é possível verificar que grande parte das grandes empresas surgiu como startups com pouco dinheiro, muito risco e diante de contextos incertos.
A tendência é o surgimento constante de novos modelos de negócios cada vez mais inovadores e disruptivos, exigindo que empreendedores se tornem cada vez mais conectados, competitivos e atualizados para acompanharem a complexidade da atualidade.
Fonte: LinkedIn