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2 DE ABR DE 2026

O Software está se devorando

O colapso dos Softwares, cerca de 90% das empresas listadas na bolsa perderam entre 30 e 80% de valor em relação as suas máximas de 52 semanas

2050 ENSAIO O Software está sedevorando ROGER MEDKE · 2 DE ABR DE 2026

O colapso dos Softwares, cerca de 90% das empresas listadas na bolsa perderam entre 30 e 80% de valor em relação as suas máximas de 52 semanas 

A IA devorou mais de US$ 1 trilhão do valor de mercado das empresas SaaS em dois meses. Coincidência? Não. É uma virada de era.

2011

Em 2011, Marc Andreessen escreveu no Wall Street Journal uma frase que definiria a próxima década: "Software is eating the world." Ele estava certo — de um jeito que poucos imaginavam. O software não apenas cresceu, ele se tornou a infraestrutura invisível de tudo: bancos, hospitais, varejo, logística. E as empresas que vendiam software passaram a valer mais do que as que fabricavam produtos físicos.

2026

Mas agora, em 2026, algo novo está acontecendo. Cerca de 90% das empresas SaaS listadas na bolsa perderam entre 30% e 80% do seu valor em relação às máximas de 52 semanas. Mais de US$ 1 trilhão evaporou do setor em questão de meses. E não foi por recessão, nem escândalo, nem guerra comercial. Foi por algo mais profundo: a lógica do software está sendo reescrita.

O modelo que está sendo devorado

O SaaS clássico tinha uma proposta muito clara: vendemos ferramentas para humanos operarem. Você compra um CRM, aprende a usar, treina sua equipe, configura relatórios. O valor está na ferramenta — e no seu time que a domina.

Esse modelo gerou negócios extraordinários. Salesforce , ServiceNow , Workday — empresas que valem dezenas ou centenas de bilhões de dólares. Mas o modelo sempre teve um limite: para gerar resultado, precisava de gente. Muita gente. Gente qualificada. E gente custa caro, erra, sai de férias e pede demissão.

"O que está surgindo agora não é mais uma ferramenta. É um agente que trabalha por você — sem precisar de clique, de interface, de treinamento."

AGaaS: a virada que o mercado precificou

Jensen Huang, CEO da NVIDIA, jogou uma frase que resume bem o que está acontecendo: SaaS vai virar AGaaS. Agent as a Service. Menos interface, menos clique, menos "aprender o sistema" — e mais resultado entregue diretamente.

A lógica muda de forma radical. Veja a diferença:

Isso não é ficção científica. Já está acontecendo. Agentes de IA estão escrevendo código, triando leads, respondendo e-mails, gerando relatórios, conduzindo negociações iniciais e até contratando freelancers — sem que um humano precise intervir em cada etapa.

Por que o mercado caiu — e o que isso revela

A queda do SaaS não é pânico irracional. É uma repricing. O mercado está recalculando quanto vale uma empresa que vende assentos de software para humanos, num mundo em que agentes de IA podem substituir esses humanos.

Se antes uma empresa de RH pagava US$ 50 mil por ano num software de gestão de talentos — mais US$ 200 mil em salários da equipe que o operava — agora o agente custa uma fração e entrega o mesmo resultado. O TAM (mercado endereçável) do SaaS tradicional encolhe. E o múltiplo de avaliação que o mercado atribuía a essas empresas também.

Os que crescem no meio do caos? Snowflake, MongoDB, Confluent — empresas de dados e infraestrutura. Porque os agentes de IA precisam de dados. Muitos dados. Bem organizados. Esse é o novo petróleo.

O que fazer com essa informação

Se você é investidor, a pergunta não é "qual SaaS vai sobreviver", mas "quem vai fornecer a infraestrutura para os agentes?" Dados, computação, orquestração, segurança — essa camada cresce independente de quem ganhar a guerra dos assistentes.

Se você é empreendedor ou gestor, a pergunta é mais urgente: quais tarefas da minha operação podem ser delegadas a agentes hoje? As empresas que incorporarem isso cedo terão vantagem estrutural de custo — não incremental, mas de ordem de magnitude.

Se você é profissional, a pergunta é existencial no bom sentido: o que só eu posso fazer?Contexto, julgamento, relacionamento, criatividade aplicada — o que não pode ser replicado em prompt.

Marc Andreessen disse que o software comeria o mundo. Ele estava certo. O que ninguém esperava é que, um dia, algo viria comer o próprio software. Esse dia chegou. A questão agora não é se você vai se adaptar — é se vai fazer isso antes ou depois de precisar.

A era do software acaba de mudar e ganhar nova fase. A era da execução automatizada começou.

Se sua empresa ainda opera com ferramentas que dependem de pessoas para gerar resultado, você já está em desvantagem estrutural.

Na Builden, nós não entregamos software. Nós construímos agentes que trabalham pela sua empresa.

Engenharia Agêntica (Coding Value) significa:

Você não precisa de mais sistemas. Você precisa de resultado sem fricção.

Estruture seus primeiros agentes de IA com quem entende de execução, não de teoria.

Quer transformar sua operação em uma máquina de execução com IA? Fale com a Builden AI e comece a construir hoje o que vai definir seu valuation amanhã.

Fonte: LinkedIn