1 DE DEZ DE 2017
Plataformas democráticas podem redefinir a forma como os cidadãos interagem com as cidades
Embora não seja necessariamente anunciado como inovação tecnológica, Cidades precisam adotar tecnologias, como forma de que o envolvimento cívico que conecta os moradores com a prefeitura seja digitalizado.
Embora não seja necessariamente anunciado como inovação tecnológica, Cidades precisam adotar tecnologias, como forma de que o envolvimento cívico que conecta os moradores com a prefeitura seja digitalizado.
O serviço do CityOpen foi projetado para ajudar o cidadão não apenas para relatar problemas não emergenciais em sua rua, comunidade, bairro ou cidade, mas sim permitir que a sociedade civil possa ser protagonista da gestão pública para com governos locais, possibilitando colaborar com idéias, projetos e sugestões com o intuito de auxiliar na resolutividade das demandas problemáticas e interesses da população. Além disso, a plataforma permite que Governos Locais interajam com o cidadão através de enquetes, envio de informações sobre a Cidade, bem como estar aberta a receber propostas, idéias e projetos para a cidade.
Enquanto o CityOpen afirma ser um aplicativo para Cidades, é totalmente aberto e preparado para ser utiliza por todas as cidades do Brasil e países vizinhos, alinhado com as práticas do Governo 2.0, para democracia em Rede. Algumas cidades utilizam as redes sociais como canal de comunicação e até o WhatsApp para interação com o cidadão, o que não deixa de ser mais um canal de comunicação, porém com pouquíssima eficiência, uma vez que CityOpen é uma Plataforma para Governança Urbana Inteligente, orientada pela comunidade, e tem como propósito tornar Cidades mais Inteligentes, Humanas e Sustentáveis disponibilizando ao Cidadão o App para dispositivos móveis Android e iOS de forma gratuita e para a Prefeitura um completo e moderno Dashboard para gestão de demandas e melhor tomada de decisão com base em dados bem como integração através de APIs com sistemas legados.
Em sintonia com as práticas do Open data, a plataforma permitirá que desenvolvedores possam utilizar os dados disponibilizados sobre as cidades, para desenvolver novas aplicações e programas incluindo novos aplicativos para melhorar por exemplo a mobilidade e porque não aplicações de realidade aumentada que podem ajudar usuários a encontrar pontos de ônibus e metros, ajudando os habitantes da cidade de forma mais eficiente em seus ambientes urbanos.
Bem, mas cabe nos perguntarmos se a conectividade de dispositivos móveis se tornarão a nova medida de engajamento cívico? Os aplicativos podem substituir as associação de moradores? Embora alguns possam sentir que as comunidades envolvidas através de dispositivos portáteis podem corromper vínculos cívicos, aplicativos que conectam cidadãos aos governos locais e aos representantes eleitos, estes podem desempenhar um papel importante no futuro. Eles têm o potencial de economizar recursos financeiros, se tornarem governos mais eficientes, colaborativos e transparentes em sua gestão, tornando cidades mais sustentáveis, humanas e em suma inteligentes, melhorando significativamente a vida de seus habitantes, ou seja, sendo um Governo Pró Society (para a sociedade).
O GOVERNO 2.0, GOVERNO ELETRÔNICO, OPEN GOV
Os cidadãos envolvidos querem informações claras e credíveis dos governos sobre como ele estão sendo geridos. Eles não querem passar por milhares de arquivos ou esperar mês após mês ou passar pelos rigores de reclamações por meio da FOIA - Freedom of Information Act. Eles querem que informações, serviços e comunicação do governo no futuro sejam rápidos. Os movimentos do governo aberto, do governo 2.0 e da governança eletrônica preenchem a necessidade de conectar os cidadãos com o governo e entre eles para promover um setor público mais aberto, colaborativo e eficiente através do uso de novas tecnologias e dados públicos.
O Governo aberto é definido pela OCDE - Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico como "a transparência das ações governamentais, a acessibilidade dos serviços e informações governamentais e a capacidade de resposta do governo a novas idéias, demandas e necessidades".
O governo eletrônico é definido pelo Banco Mundial como "o uso de agências governamentais de tecnologias de informação que têm a capacidade de transformar relações com cidadãos, empresas e outras iniciativas de governo. Essas tecnologias podem atender a diferentes finalidades: melhor entrega dos serviços governamentais aos cidadãos, melhorias nas interações com empresas e indústria, capacitação dos cidadãos através do acesso à informação ou gerenciamento governamental mais eficiente. Os benefícios resultantes podem ser menos corrupção, maior transparência, maior conveniência, crescimento da receita e/ou redução de custos ".
O governo 2.0 é definido pela Gartner Research como "o uso de tecnologias Web 2.0, tanto internas quanto externamente, para aumentar a colaboração e a transparência e potencialmente transformar a forma como as agências governamentais se relacionam com os cidadãos e operam".
Governo aberto e governo eletrônico abriram o caminho para o Governo 2.0, uma tecnologia colaborativa cuja missão é melhorar a transparência e a eficiência do governo. Como? Gov 2.0 foi chamado a próxima geração de governo porque não só utiliza novas tecnologias, como redes sociais, computação em nuvem e outros aplicativos, é um meio para aumentar a participação cidadã.
Enquanto alguns questionam a logística de financiamento, implementação, gerenciamento e garantia de projetos de Governo aberto, governo eletrônico e governo 2.0, blogueiros defensores de fontes únicas a grandes grupos financiadores não mostram sinais de desaceleração. Planos para cúpulas, conferências, novas aplicações e publicações sugerem que o Governo aberto, juntamente com todas as suas tecnologias emergentes, está sendo feito para longo prazo.
Fonte: LinkedIn