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9 DE DEZ DE 2025

Quando o Medo de Ficar de Fora Se Torna a Maior Ameaça Estratégica

“O hype em torno da IA criou um medo de perder oportunidades — o que está levando empresas a tomar decisões das quais podem se arrepender mais tarde.” – Orlando Bravo, fundador da Thoma Bravo

2050 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL Quando o Medo de Ficar deFora Se Torna a MaiorAmeaça Estratégica ROGER MEDKE · 9 DE DEZ DE 2025

“O hype em torno da IA criou um medo de perder oportunidades — o que está levando empresas a tomar decisões das quais podem se arrepender mais tarde.” – Orlando Bravo, fundador da Thoma Bravo

Estamos investindo em visão de futuro ou em ansiedade coletiva?

A transformação digital sempre foi palco de euforia. Da internet à blockchain, da nuvem à IA, ondas de inovação vêm e vão, e com elas, o inevitável FOMO — Fear of Missing Out. Mas algo mudou.

O alerta agora vem de um dos maiores nomes do capital privado global: Orlando Bravo, fundador da Thoma Bravo, gestora com mais de US$ 120 bilhões sob gestão, especializada em tecnologia. Em um evento recente, ele foi direto ao ponto: o medo de ficar de fora da IA está levando empresas a tomar decisões erradas, movidas mais por ansiedade do que por estratégia.

E ele tem razão.

O hype acelera, mas a maturidade não acompanha

O problema não é a IA. A IA é real, poderosa e transformadora. O problema é como estamos lidando com ela, ou seja, MATURIDADE e GOVERNANÇA.

Quer medir a maturidade e prontidão para IATIZAÇÃO do seu negócio? É simples. Temos uma ferramenta ideal para descoberta da maturidade e planos de ação para sua empresa. Acesso aqui.

Estamos vendo um número crescente de empresas investindo em projetos mal planejados, contratando soluções que não entendem, implantando ferramentas sem ter clareza de uso. Tudo isso em nome de “não ficar para trás”. Mas correr sem direção não é corrida. É pânico.

É como se estivéssemos diante de um mar agitado, onde quem não souber nadar tenta construir um barco no meio da tempestade. E o que deveria ser estratégico, se torna reativo. É assim que surgem os grandes erros.

FOMO corporativo é igual à bolha especulativa 2.0

No início dos anos 2000, vimos o estouro da bolha das pontocom. Muitas empresas foram à falência não por falta de tecnologia, mas por falta de modelo, propósito e foco.

Hoje, a IA vive um momento parecido. O diferencial não está em “adotar IA”, mas em usar IA de forma intencional, conectada à estratégia e ao modelo de negócio. O resto é espuma.

Se você é líder, a pergunta não deve ser: “qual IA eu posso comprar?”. A pergunta é:

“Qual problema relevante eu posso resolver com IA, de forma ética, sustentável e com Resultado?”

A nova vantagem não é adotar mais rápido. É adotar melhor.

Orlando Bravo nos lembra que não é a velocidade que define o sucesso, mas a clareza. Em um mercado onde todos estão correndo atrás da próxima buzzword, a verdadeira vantagem competitiva está em parar, respirar e pensar.

Empresas inteligentes vão além da modinha: elas criam governança, formam lideranças fluentes em IA, analisam o ROI, fazem MVPs, validam e só depois escalam. Não porque são lentas, mas porque são conscientes.

Velhos mapas não nos levarão para novos caminhos. O futuro exigirá algo além de ousadia: discernimento.

Quer evitar o erro de investir em ansiedade? A IA pode — e deve — ser uma alavanca estratégica. Mas sem repertório, maturidade e direção, ela vira uma distração cara.

Quer entender como aplicar IA com estratégia e foco no seu negócio?

Podemos conversar sobre isso. Consulte-nos.

Fonte: LinkedIn