1 DE SET DE 2025
Santa Catarina virou Vale do Silício? Quase. E isso muda tudo.
Você piscou, e Santa Catarina se transformou num dos maiores polos de tecnologia do Brasil. Mas isso não aconteceu por sorte, nem por modismo. Isso é consequência de uma construção sistêmica, estratégica e, principalmente, intencional .
Você piscou, e Santa Catarina se transformou num dos maiores polos de tecnologia do Brasil. Mas isso não aconteceu por sorte, nem por modismo. Isso é consequência de uma construção sistêmica, estratégica e, principalmente, intencional.
Nos últimos cinco anos, o setor tech catarinense cresceu mais de 40%. Só em 2024, o faturamento bateu R$ 42,5 bilhões — ultrapassando o Rio Grande do Sul e posicionando o estado como o 5º maior polo tecnológico do país. Com um detalhe importante: crescendo mais rápido que a média nacional.
Mas o que isso revela? Só números? Ou o início de uma virada?
Crescimento sem glamour, com estrutura
Enquanto muitos estados enfrentaram retração no número de empresas de tecnologia, Santa Catarina liderou o crescimento com alta de 6,2% no número de negócios ativos no setor. Isso é musculatura estrutural, não espuma de tendência.
Estamos falando de quase 30 mil empresas tech ativas. Um ecossistema que não depende de uma startup unicórnio pontual — mas sim de uma malha conectada entre academia, setor produtivo, talento local e cultura colaborativa. Um modelo de desenvolvimento que vai além da inovação superficial: ele integra, educa, escala.
Como diz Diego Brites Ramos, presidente da ACATE: “o crescimento não é um fenômeno pontual”. E ele está certo. Isso aqui é um sinal de maturidade do sistema. De um mindset alinhado com o futuro.
Tecnologia como PIB, não como promessa
Santa Catarina hoje tem 7,75% do seu PIB vindo da tecnologia — a terceira maior proporção do país. Isso nos coloca atrás apenas do Distrito Federal e de São Paulo no faturamento per capita. E mais: quase 40 empregos formais em tech para cada mil trabalhadores ativos.
Traduzindo: não é mais uma indústria de futuro. É presente, urgente e real. Está pagando boletos, abrindo vagas, distribuindo renda e modelando o perfil econômico do estado.
Agora vem o detalhe mais estratégico: até 2027, serão abertas 98 mil novas vagas. Dessas, 44 mil só para desenvolvedores. A provocação que fica é: estamos formando talento na velocidade que o mercado exige?
O desafio da próxima curva
Apesar dos saltos, o estudo da ACATE aponta um gargalo claro: a baixa digitalização dos setores tradicionais. A velha indústria ainda opera em silos analógicos, perdendo competitividade, eficiência e até relevância. Se Santa Catarina quer ocupar 10% do PIB estadual com tech até 2030, como prevê o estudo, precisa integrar inovação em todas as engrenagens da economia real.
Ou seja: não basta ter startups — precisamos de indústrias inteligentes, comércio digital, agricultura conectada, saúde preditiva. A próxima fronteira é essa: convergência. Porque inovação só vira legado quando impacta todos os setores da sociedade.
Quer levar essa visão para dentro da sua empresa?
A transformação que Santa Catarina está liderando pode (e deve) ser replicada. Mas exige visão estratégica, coragem para mudar e ações práticas.
Quer entender como aplicar esse modelo na sua realidade? Responda este e-mail ou me chame para conversar.
Fonte: LinkedIn