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10 DE AGO DE 2026

Sua empresa está ensinando a IA. Mas quem está ficando com esse conhecimento?

Tem uma pergunta que pouca gente está fazendo enquanto comemora os ganhos de produtividade com Inteligência Artificial:

2050 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL Sua empresa está ensinandoa IA. Mas quem estáficando com esseconhecimento? ROGER MEDKE · 10 DE AGO DE 2026

Tem uma pergunta que pouca gente está fazendo enquanto comemora os ganhos de produtividade com Inteligência Artificial:

para onde está indo todo o conhecimento gerado nessas interações?

Imagine uma empresa com 100 pessoas usando IA cinco vezes por dia.

Em aproximadamente 25 dias úteis, estamos falando de 12.500 interações com Inteligência Artificial em apenas um mês. Essa foi minha provocação no Summit de IA 2026 inclusive.

São perguntas sobre clientes.

Análises de mercado.

Problemas técnicos.

Decisões.

Ideias.

Documentos.

Processos.

Estratégias.

Aprendizados.

Agora vem a pergunta que realmente importa:

quanto desse conhecimento está ficando dentro da organização?

A empresa está ficando mais inteligente ou apenas seus usuários?

Durante décadas, as organizações investiram milhões para construir bases de conhecimento, ERPs, CRMs, intranets, data lakes e sistemas de gestão.

Tudo isso com um objetivo bastante simples: transformar conhecimento individual em conhecimento organizacional.

Mas a IA generativa criou um fenômeno diferente.

Hoje, parte importante do raciocínio dos profissionais está acontecendo dentro de conversas com modelos de Inteligência Artificial.

Um gerente analisa um mercado.

Um vendedor constrói uma estratégia para um cliente.

Um engenheiro investiga um problema.

Um executivo testa cenários para uma decisão.

Cada uma dessas interações contém contexto, raciocínio e conhecimento sobre o negócio.

Mas, em muitas organizações, essas conversas simplesmente desaparecem dentro de contas individuais, ferramentas diferentes ou ambientes que a própria empresa não consegue enxergar.

É quase como se tivéssemos criado milhares de pequenas reuniões estratégicas todos os dias...

sem atas, sem memória e sem gestão do conhecimento.

O próximo problema da IA não será apenas produtividade. Será governança.

Agora existe uma segunda camada dessa discussão.

Os agentes de Inteligência Artificial estão deixando de ser simples assistentes.

Eles começam a acessar sistemas, consultar informações, executar processos e tomar pequenas decisões de maneira cada vez mais autônoma.

E aí surge outra pergunta:

quem é esse agente dentro da organização?

Uma empresa jamais permitiria que milhares de funcionários acessassem sistemas críticos sem identidade, permissões, rastreabilidade e responsabilidade.

Mas começamos a colocar agentes de IA trabalhando justamente dessa forma.

Sem identidade clara.

Sem memória organizacional estruturada.

Sem governança sobre aquilo que aprendem e executam.

É por isso que acredito que conceitos como Agent ID serão cada vez mais importantes.

Precisaremos saber qual agente realizou determinada ação, quais informações ele acessou, quais regras recebeu e qual contexto utilizou para chegar até aquela decisão.

Porque quando a IA deixa de apenas responder perguntas e passa a agir, identidade e governança deixam de ser questões técnicas.

Viraram questões estratégicas.

Estamos criando uma nova camada de conhecimento nas empresas

Essa reflexão está no centro do estudo que venho desenvolvendo para meu quinto livro.

Minha tese é que estamos entrando em uma fase na qual organizações precisarão administrar não apenas pessoas, processos e dados.

Precisarão administrar também sua inteligência organizacional aumentada pela IA.

Foi justamente dessa inquietação que nasceu o Workspace AI.

A ideia parte de uma pergunta simples:

e se cada interação relevante com IA pudesse contribuir para ampliar a memória e a inteligência da própria organização?

Porque milhares de conversas isoladas representam produtividade individual.

Mas milhares de interações conectadas, contextualizadas e governadas podem se transformar em algo muito maior:

conhecimento organizacional.

E talvez essa seja uma das grandes diferenças entre empresas que apenas usam IA e empresas que realmente se tornarão IA-First.

Uma usa ferramentas.

A outra constrói inteligência.

E essa diferença pode ser enorme nos próximos anos.

Agora eu deixo uma pergunta para você:

se hoje eu desligasse todas as ferramentas de IA da sua empresa, quanto do conhecimento produzido nelas nos últimos seis meses continuaria pertencendo à organização?

Vale pensar nisso.

Porque talvez estejamos diante de um dos maiores vazamentos de conhecimento corporativo da história — não necessariamente porque alguém esteja roubando informação, mas porque as organizações ainda não perceberam que deveriam estar capturando, organizando e transformando essas interações em patrimônio intelectual.

Quer entender como aplicar essa visão na realidade da sua empresa?

Vamos conversar.

Fonte: LinkedIn