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15 DE JUL DE 2020

Tecnologia IOT como aliada na construção de Smart Grids

Tecnologia traz melhorias à distribuição de energia elétrica, afim de melhorar indicadores de DEC e FEC

2050 ENERGIA Tecnologia IOT como aliadana construção de SmartGrids ROGER MEDKE · 15 DE JUL DE 2020

Tecnologia traz melhorias à distribuição de energia elétrica, afim de melhorar indicadores de DEC e FEC

A tecnologia tem desempenhado um papel fundamental na melhoria da distribuição de energia elétrica, permitindo uma gestão mais eficiente da rede e contribuindo para a redução dos indicadores de DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora). Algumas das principais formas pelas quais a tecnologia contribui para essas melhorias são:

  1. Monitoramento e automação da rede: A tecnologia possibilita o uso de sensores, medidores inteligentes e dispositivos de automação para monitorar em tempo real o funcionamento da rede elétrica. Isso permite identificar rapidamente falhas e interrupções na distribuição de energia e, em muitos casos, resolver problemas automaticamente, reduzindo o tempo de resposta e a duração das interrupções.
  2. Redes inteligentes (smart grids): As redes inteligentes são sistemas de distribuição de energia elétrica que incorporam tecnologias avançadas de comunicação e controle. Elas permitem a integração de fontes de energia renovável, como energia solar e eólica, e facilitam a comunicação bidirecional entre os consumidores e as concessionárias de energia. Dessa forma, as redes inteligentes podem equilibrar a oferta e a demanda de energia de forma mais eficiente, reduzindo interrupções e falhas no fornecimento.
  3. Análise de dados e aprendizado de máquina: Com o uso de algoritmos de aprendizado de máquina e análise de dados, as concessionárias de energia podem prever com maior precisão os padrões de consumo e identificar áreas com maior probabilidade de falhas na rede. Isso permite a implementação de medidas preventivas antes que problemas ocorram, evitando interrupções desnecessárias.
  4. Manutenção preditiva: A tecnologia possibilita a implementação da manutenção preditiva, em que equipamentos e componentes da rede elétrica são monitorados continuamente para identificar sinais de desgaste ou falhas iminentes. Essa abordagem permite que a manutenção seja realizada apenas quando necessário, evitando interrupções não programadas e reduzindo custos.
  5. Armazenamento de energia: Tecnologias de armazenamento de energia, como baterias de grande escala, permitem que a energia seja armazenada quando há um excedente de produção (por exemplo, durante períodos de muita insolação ou vento) e liberada quando a demanda é alta ou durante interrupções na rede. Isso ajuda a estabilizar a rede e reduzir o impacto de falhas momentâneas.
  6. Comunicação e controle remoto: A tecnologia facilita a comunicação remota com equipamentos e dispositivos da rede elétrica. Isso permite o controle mais rápido e preciso dos sistemas de distribuição, possibilitando ações rápidas em casos de falhas ou interrupções.

Para garantir a máxima qualidade na prestação de serviço por parte das distribuidoras de energia elétrica, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) utiliza alguns indicadores de desempenho em sua rotina de controle. Entre eles, os chamados DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) visam analisar o padrão de continuidade desse serviço.

Os dados para a composição dos indicadores são obtidos periodicamente pelas próprias distribuidoras e enviados à agência para que possa ser definido o tempo em que uma unidade esteve sem o serviço de distribuição de energia, bem como a frequência com que isso ocorreu em um determinado período de tempo. Desse modo, cria-se uma visualização geral a respeito de como está a continuidade da energia que atende a população e as empresas.

A redução de DEC e FEC é especialmente importante para as distribuidoras, não apenas porque indica a oferta de um serviço de melhor qualidade, mas também porque está diretamente ligada à redução de perdas operacionais. Além disso, caso os limites estabelecidos pela ANEEL sejam ultrapassados por dois anos consecutivos (ou por três vezes em cinco anos), as distribuidoras podem enfrentar alguns problemas, como restrições na distribuição de proventos aos seus acionistas, o que prejudicaria sua imagem no mercado.

Nos últimos anos, os indicadores de qualidade apurados pela ANEEL vêm apresentando uma melhora contínua. Em 2020, por exemplo, o serviço de fornecimento esteve disponível por 99,869% do tempo, em média. Os consumidores ficaram 11,50 horas sem energia no ano, segundo análise do indicador DEC. Para efeito de comparação, em 2019, este número foi de 12,85 horas, em média.

Os resultados apontam para o melhor desempenho do setor nos últimos dez anos, sendo a primeira vez que o DEC ficou abaixo do limite estabelecido pela agência. Mas o que explica essa melhora? Investimentos em tecnologia para redução de DEC.

Nos últimos anos, o setor de utilities de energia brasileiro sofreu uma rápida evolução. Falamos não apenas de avanços em gestão e visão estratégia, mas especialmente em investimentos em tecnologia de ponta, com a viabilização das chamadas Smart Grids (redes inteligentes) e a adoção de novas tecnologias, como a Internet das Coisas (IoT), no processo de monitoramento e acompanhamento remoto do consumo e qualidade de energia. Esses esforços contribuem diretamente para a efetivação de um sistema de distribuição muito mais eficiente e seguro, o que, por sua vez, impacta diretamente na qualidade do serviço prestado à população.

Com dispositivos remotos inteligentes conectados às redes de energia elétrica, é possível avaliar em tempo real o desempenho do fornecimento, bem como a saúde dos transformadores de distribuição e outros componentes do sistema. Dessa forma, qualquer interrupção, seja ela ocasionada por acidentes, más condições climáticas, furtos e fraudes, tendo em vista que os sistemas ofertados atualmente possuem tecnologias que possibilitam a identificação quase imediata de potenciais problemas ou fraudes, utilizando a analise de dados Big Data e as ferramentas avançadas de analise de dados aliada aos poderosos algoritmos de inteligência artificial.

As redes digitalizadas (Smart Grids) permitem ainda que equipes de manutenção sejam encaminhadas ao local da ocorrência com muito mais agilidade para a efetivação dos ajustes técnicos necessários. Isso, claro, impacta diretamente na redução de DEC, uma vez que reparos mais assertivos significam um menor tempo de indisponibilidade do serviço, e ainda, redução de custos para as concessionárias.

A identificação das ocorrências de falta de energia por meio dos dispositivos inteligentes de IoT (internet of things) também auxilia na geolocalização da falha pois possuem GPS embarcado. Isso é especialmente importante em locais remotos, como grandes fazendas ou zonas de mata fechada, onde é muito mais difícil identificar pontos de falha de forma presencial.

SmartR One: tecnologia de monitoramento remoto dos ativos das redes de distribuição de energia elétrica

Projetado para atender às necessidades das empresas do setor elétrico, o SmartR One é o dispositivos compacto e plug and play, ideal para soluções de gestão automatizada da medição e telecontrole de redes de transmissão e distribuição. Utilizado para ser a interface com elementos em campo, permitindo sua supervisão, controle e visualização, através da recepção e transmissão de dados sem fio via redes celulares, o S-One possibilita a digitalização de medidores, transformadores, religadores, inversores, painéis elétricos, controladores e demais elementos do setor de utilidades e diversos outros segmentos de negócios.

Com grande capacidade de processamento em nuvem, permite alta escalabilidade. Seu software em nuvem permite o monitoramento e a visualização de dados de forma remota, possibilitando constante upgrade de suas aplicações.

Sua elevada autonomia de funcionamento e comunicação utilizando tecnologia LTE CatM1, além dos sensores de tensão e TCs de alta precisão 0.2s, constituem um grande diferencial para a detecção de perdas comerciais e para a gestão da qualidade do fornecimento de energia, bem como a modernização da rede de distribuição de energia.

Fonte: LinkedIn