29 DE JUN DE 2019
Transformando o seu modelo de negócio para o Séc XXI
A soma de tudo que vimos até aqui, tem como objetivo ajudar a entender melhor que em muitos casos será sim necessário a transformação do modelo de negócio não apenas no sentido de mudar a própria maneira como sua organização produz e entreg
A soma de tudo que vimos até aqui, tem como objetivo ajudar a entender melhor que em muitos casos será sim necessário a transformação do modelo de negócio não apenas no sentido de mudar a própria maneira como sua organização produz e entrega valor ao mercado, mas se atentar também para o que a concorrência pode fazer nesse sentido, usando a transformação digital para isso.
Toda uma indústria de GPS para veículos foi praticamente desmantelada com a chegada do Waze, e os setores de hotelaria e transporte urbano foram fortemente abalados por iniciativas como AirBnB e Uber.
Sua empresa pode até querer gerar a chamada “inovação disruptiva”, mas, além disso, deve estar atenta para os passos da concorrência, principalmente indireta, e se defender preventivamente de ameaças.
Tenho acompanhado e visto a enxurrada de capital de acionistas como resultado da fraca governança para liderar a agenda digital. A transformação digital não se dará simplesmente embarcando uma nova tecnologia digital a um processo existente, a isto damos o nome de iniciativa digital. Existe ainda muita incerteza das empresas quanto às novas tecnologias por onde começar. Deve-se iniciar pelo Analytics ou já implantar IoT? Inteligência artificial, robótica, big data ou blockchain? O que vai garantir minha empresa nessa nova era? A resposta a toda essa incerteza em como se encaixar na transformação digital decorre da falta de resposta para uma pergunta cuja resolução não é tão simples: afinal, o que eu estamos desejando transformar?
A transformação digital significará, na realidade, a transformação do modelo de negócio e, consequentemente, do seu setor. Trata-se de uma completa reinvenção da cadeia de valor e das fronteiras do negócio ao redor de uma nova arquitetura tecnológica. Levará vantagem quem largar na frente e encontrar as respostas corretas para as melhores perguntas. Infelizmente não existem respostas prontas e nem mesmo soluções inspiradas na atuação dos concorrentes. Encontrar a combinação de certas tecnologias e novos modelos de negócio é o que garantirá o sucesso daqui para frente.
A sensação que temos é de um mar transbordando de informações e pressões para lidar com disrupções tecnológicas para encarar a jornada digital. Os esforços para se manter no jogo são desconfortáveis e insuficientes e o sentimento de ficar para trás faz agora parte do dia a dia nas empresas.
Experienciamos um momento de inflexão em como trabalhamos, como consumimos e como vivemos. E o que vem por aí só aumentará o desafio de explorar a erupção de dados, o poder computacional, a agilidade da nuvem, a expansão da ubiquidade. Já vivemos a era cognitiva nos negócios e na sociedade, e não há mais volta.
Um estudo desenvolvido pela Oxford Economics, IHS, IBM e IDC-Seagate Data Age, já em 2025 a economia digital representará algo em torno de 24% do PIB global, ou seja, cerca de US$ 23 trilhões, e ainda:
- Teremos 75 bilhões de aparelhos conectados no mundo. Serão 9,2 aparelhos conectados por habitante, de 2,7 em 2017. Uma pessoa irá, em média, interagir 4.800 vezes com aparelhos conectados todo dia, uma interação a cada 18 segundos;
- Serão gerados 163 zettabytes (1021 bytes) em dados, dez vezes mais do que geramos em 2016;
- Destes, 30% serão críticos ou hipercríticos para a vida humana, como dados médicos, de sistemas de controle, de telemetria e de transporte aéreo;
- Destes, 25% serão gerados em tempo real, e desses, 95% terão origem em IoT (internet of things);
- Destes, 20% virão embutidos de câmeras de segurança, medidores, vestíveis, máquinas de vendas, entre outros;
- Destes, 3% serão fonte para análise avançada e cognitiva, seis vezes mais do que em 2016 (0.5%), dado o avanço do poder computacional que irá acirrar a busca de insights crescentes por empresas e indivíduos. (Acredito que esta estimativa é conservadora);
- Destes, quase 90% exigirá um nível de segurança, mas menos da metade o terá.
A projeção deste mundo digital tem recebido leituras distintas. A percepção deste momento depende do "calor" sentido pelas empresas e de sua maturidade para entender o impacto de tecnologias digitais sobre a sobrevivência e competitividade de seus negócios.
- Um olhar mais atento e é possível identificar o complexo sistema que comanda este momento decisivo para as organizações. A ambição da reinvenção digital cria o contexto para as empresas desenharem a arquitetura e engajarem a organização, seja infligindo dor e/ou definindo aspirações.
E você já começou a repensar seu modelo de negócio? Não sabe por onde começar. Entre em contato para que possamos ajudá-lo nessa jornada.
Fonte: LinkedIn