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1 DE AGO DE 2025

Três anos depois do ChatGPT: quem já venceu (e o que vem agora)?

Faz quase três anos desde que o ChatGPT foi lançado — e, desde então, muita coisa mudou. Para alguns, aquele momento foi o Dia "D" da inteligência artificial . Mas a verdade é que a história está só começando.

2050 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL Três anos depois doChatGPT: quem já venceu (eo que vem agora)? ROGER MEDKE · 1 DE AGO DE 2025

Faz quase três anos desde que o ChatGPT foi lançado — e, desde então, muita coisa mudou. Para alguns, aquele momento foi o Dia "D" da inteligência artificial. Mas a verdade é que a história está só começando.

Se no início havia uma corrida maluca para ver quem lançava o melhor modelo, agora já temos um esboço dos primeiros mercados maduros e até um possível grupo de “vencedores temporários”. Mas será que dá para cravar líderes definitivos em um setor que muda de forma a cada seis meses?

Esse episódio da Newsletter é um convite para olhar com lupa os primeiros ganhadores da era da IA — e, principalmente, para entender onde ainda há espaço para romper padrões, inovar e construir vantagem real.


Onde a IA já virou indústria consolidada na minha opinião

Quando falamos de IA, é fácil cair no oba-oba. Mas existem, sim, mercados que amadureceram rápido e já mostram sinais claros de consolidação. Os quatro principais são:

E o que ainda não aconteceu (mas vai)

Se alguns setores explodiram, outros ainda estão em modo o "silêncio antes da tempestade". Estou falando de áreas como:

Por que a IA ainda não decolou nessas áreas? Três hipóteses:

  1. A tecnologia ainda não está no ponto – O que a Harvey fez no jurídico só foi possível com o GPT-4. Talvez as soluções que esses setores precisam ainda não foram possíveis… ainda.

  2. O go-to-market está mal calibrado – Ferramentas ruins, já integradas, continuam sendo usadas. Mudar tem custo.

  3. Falta de talentos certos no lugar certo – Às vezes, falta aquele founder que entende o setor por dentro e enxerga o que precisa ser reinventado.

Mas atenção: onde há fricção, há oportunidade.

Friction é onde o cliente sente dor, atrito, cansaço. É onde os processos ainda são complicados, lentos, burocráticos. E "frictionless" — tornar experiências mais leves, simples e naturais — é um dos maiores motores de disrupção da nova economia.

Pensa na Uber , no Nubank , na Amazon: todas resolveram fricções ignoradas por anos. Agora, com IA, essa capacidade de remover atrito ganha esteroides.

Se você consegue identificar onde existe fricção hoje — e aplicar IA para eliminá-la —, você está olhando para a próxima grande oportunidade de negócio.


A grande fronteira: consumo

Quase ninguém está olhando com seriedade para o mercado de consumo em IA. E isso é um erro estratégico.

Se você observar, as maiores empresas da América Latina (Mercado Livre, Nubank, iFood) e dos EUA (Apple, Meta, Amazon, Google) são… de consumo.

Mesmo assim, a maioria dos investidores continua preferindo B2B, SaaS, enterprise.

Resultado? No último batch da Y Combinator, menos de 5% das startups de IA eram voltadas ao consumidor final B2C.

Mas o que está por vir nesse campo pode ser o maior salto criativo da IA:

Essa é a fronteira onde tecnologia encontra desejo, imaginação, linguagem e afeto.


Reflexões

A IA já começou a transformar as engrenagens das empresas. Mas agora ela está prestes a tocar o que há de mais humano em nós: nossas escolhas, relações e aspirações.

A pergunta não é “quem já venceu com IA”.

A pergunta é: Quem vai reinventar a experiência humana com ela?

Fonte: LinkedIn