26 DE AGO DE 2025
Web3, Hype e a Arte de Construir Relevância Sustentável
A Web3 continua a atrair olhares, investimentos e discussões. Mas em tempos de hype acelerado e ciclos de desilusão, o que separa as iniciativas que florescem daquelas que evaporam?
Por Roger Medke | AI Venture Building
A Web3 continua a atrair olhares, investimentos e discussões. Mas em tempos de hype acelerado e ciclos de desilusão, o que separa as iniciativas que florescem daquelas que evaporam?
Essa pergunta não é teórica — ela é estratégica. No ambiente de especulação em que vivemos, o sucesso de um projeto Web3 exige mais do que inovação tecnológica. Requer uma arquitetura pensada desde o primeiro bloco de código até a última linha do whitepaper. E, principalmente, requer um propósito que sobreviva ao ruído.
O ciclo do hype: o mapa que muitos esquecem de consultar
O Gartner Hype Cycle já mostrou que tecnologias emergentes seguem uma jornada previsível: picos de expectativa, quedas bruscas de confiança e, para os resilientes, um patamar de utilidade concreta.
Após o pico das expectativas e fases de desilusão, poucos projetos emergem com adoção sustentável. Em 2024, o mercado de ativos digitais já flutuava entre US$ 2 a US$ 4 trilhões, e tecnologias como blockchain, contratos inteligentes e IA semântica reafirmam seu papel estratégico.
A Web3 tem vivido isso com intensidade. Vimos o boom dos NFTs, o crescimento das DAOs, as promessas dos metaversos. E vimos também a frustração de investidores e comunidades diante de projetos que não entregaram o que prometeram.
Mas não é o hype em si que destrói um projeto. É a ausência de estrutura para atravessá-lo.
Não basta inovar: é preciso construir com visão, responsabilidade ambiental e responsabilidade regulatória contínua.
O que aprendemos com a AI Venture Building: hype é porta, não alicerce
Na AI Venture Building (AVB), aprendemos que hype pode até abrir a porta — mas só estratégia, comunidade e execução sólida sustentam uma jornada de longo prazo. Nossos frameworks de Venture Building com startups Web3 têm nos mostrado um padrão claro:
1. Storytelling com visão
Um projeto só navega o ciclo do hype se consegue transformar barulho em narrativa. Visão de longo prazo, enraizada no presente, é o que alinha time, investidor e comunidade. Estratégia sem história é técnica sem alma.
2. Governança de comunidade
A diferença entre "ter usuários" e "formar defensores" é profunda. A Web3 permite algo raro: comunidades como ativos vivos, co-criando valor junto à plataforma. Projetos relevantes não compram atenção. Eles cultivam pertencimento.
3. Compliance como diferencial competitivo
A introdução do MiCA (Regulamentação de Mercados de Criptoativos) na Europa mostra que o jogo mudou. Não basta ser interoperável no código — é preciso sê-lo também com a regulação. As startups que sabem falar com desenvolvedores e reguladores ao mesmo tempo sairão na frente.
4. AI como motor invisível
Analisar carteiras, contratos e padrões de comportamento com inteligência de dados já não é diferencial — é pré-requisito. A Web3 que vai emergir nos próximos anos será aquela capaz de transformar hype em insight, e insight em ação.
O que vem depois do hype?
Historicamente, a Web3 surgiu como uma resposta à centralização da Web 2.0. Mas a verdadeira revolução não é apenas descentralizar o controle. É recentralizar o significado.
E isso só acontece quando tecnologia e propósito andam juntos.
É por isso que, na AI Venture Building (AVB), não buscamos apenas projetos com potencial técnico. Buscamos visões que queiram criar a nova economia com responsabilidade, clareza e resultados reias com impacto. Porque enquanto alguns ainda tentam surfar a próxima onda, nós ajudamos a construir a maré.
Você está liderando um projeto Web3 e sente que está pronto para esse próximo salto? Talvez este seja o momento de evoluir do pitch para a prática.
Quer entender como fazemos isso na prática, chama in box.
Fonte: LinkedIn